Autodefesa: embreagem do Toyota Etios dura pouco, dizem donos

Sistema antigo de embreagem utilizado no compacto chega a durar menos da metade do tempo em comparação com demais modelos da marca

Priscila: "Parecia uma porta rangendo" (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)

São comuns casos de embreagens que duram mais de 100.000 km no Corolla e até 200.000 km na Hilux. Pena que o mesmo não se aplica ao Etios, que segundo alguns proprietários mal chega a 50.000 km.

A razão estaria na tecnologia empregada: enquanto os dois primeiros têm embreagem hidráulica, o compacto é equipado com o sistema por cabo.

“No Etios, a Toyota voltou no tempo e passou a usar cabo de embreagem, fonte de reclamações, porque o cabo lasca, solta fios”, explica Hilton Vinicius Venzon, consultor técnico da Toyosul, oficina especializada em Toyota de Porto Alegre (RS). “Esse sistema não é usado nos outros modelos da marca desde 1993.”

Quem sentiu na pele a baixa durabilidade da embreagem do Etios foi o aposentado José Luiz Mancilha, de Porto Alegre (RS). “Percebi o problema aos 30.000 km, porque o carro patinava muito nas arrancadas. Depois disso, só piorou. O pedal foi ficando muito duro e tive de trocar, o que me custou R$ 2.600”, conta o proprietário de um Etios XS 2013.

Foi esse sintoma que indicou ao bancário Carlos Alberto Machado, de Fortaleza (CE), que a embreagem de seu Etios Sedan 2014 chegara ao fim.

 (Reprodução/Quatro Rodas)

“Desde os 30.000 km eu me queixo à concessionária que a embreagem está dura. Na revisão dos 40.000 km, constataram que a peça precisava ser trocada. Como a garantia não cobria, tive de pagar o conserto”, diz Carlos. “Na internet, encontrei vários casos de carros com menos de 20.000 km com problemas na embreagem.”

Outra característica comum é a trepidação do pedal e os ruídos em excesso no sistema, como relembra a jornalista Priscila Queiroz, de São Paulo (SP).

“O barulho estava bem esquisito, parecia uma porta rangendo. Dava a sensação de que o cabo ia arrebentar. A autorizada disse que isso era comum acontecer”, afirma a proprietária de um Etios 2014.

Procurada, a Toyota do Brasil respondeu que os veículos dos proprietários consultados na reportagem foram reparados sem custo.

O POVO RECLAMA

“Já troquei embreagens com menos de 30.000 km rodados.” Hilton Venzon, especialista em mecânica Toyota, Porto Alegre (RS)

“Quando relatei os estalos nas arrancadas, a autorizada alegou que era problema de lubrificação. Quando o pedal começou a tremer, disseram que era desgaste da peça e que a garantia não cobria.” Francisco Garcia, representante, Curitiba (PR)

“Por causa do problema da embreagem que patinava demais, preferi vender o carro.” Kazuyuki Fukamizu, engenheiro,
São Paulo (SP)

 

 

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  1. DoubleTrouble

    Sofri 2 anos com uma railuquis zero, que empenava o disco de freio a cada 1000 km. Troquei 8 vezes o disco em garantia, na nona vez passei o carro. Impressionante o descaso da montadora, que além de negar a existencia do problema, e mostrar incapacidade técnica de resolver, tentou colocar a culpa em mim. Projeto PORCO…inaceitável uma falha dessas. Só compro carro ALEMÃO agora, VW e cia., o resto é lixo !!!! Volkswagen/Audi/Porsche são o “estado da arte” em automóveis. Anos-luz à frente das demais !!!

  2. Carlos Minkap

    estranho isso, porque a Toyota é supra sumo dos carros que não estragam e as concessionarias são a excelência no atendimento.

    Será que a Toyota caiu na ¨ vala comum¨ do mal atendimento !!!

  3. Martins Pessôa Regis Júnior

    Enquanto isso o meu QQzinho 2011 está com a embreagem íntegra, na casa dos 98.500 km!
    Fico pensando uma penca de vezes se vale à pena pegar esses carros mais caros…

  4. Ricardo Diniz

    Excelentíssimo Senhor CEO Rafael Chang,
    Quando resolvi comprar meu primeiro carro zero não tive dúvidas. Seria um Toyota. Escolhi o Etios. O carro é excelente e me atende perfeitamente. Mas não esperava nunca ter um problema tão sério com a embreagem. Ainda mais com apenas 10.000 km. Gostaria muito de ter o mesmo tratamento que os clientes Toyota citados nessa reportagem tiveram. Ou seja, ter meu problema resolvido. Acho que é justamente isso que move as pessoas a escolher a marca Toyota. Nenhum carro está livre de problemas. Mas a maneira de cuidar desses problemas faz toda a diferença. Queria muito que no meu caso fosse verdade o que eu ouvi de outras pessoas sobre a Toyota. Meu vizinho me perguntou se meu carro era bom porque queria comprar um. Meu amigo também. O que devo dizer para eles? Queria muito poder dizer. Pode comprar sem medo. Mas como posso fazer isso, se tenho vergonha de deixar outras pessoas dirigir meu carro, que hoje possui 27000 km apenas?

    Muito obrigado pela atenção,

    Seu cliente,

    Ricardo de Oliveira Diniz

  5. JOSÉ EWERTON SANTOS FILHO

    bom dia.
    tive um problema com o serviço oferecido pela pela terra forte salvador. o ar condicionado da minha sw4 parou de refrigerar. agendei o serviço por telefone. informei que preferia no sábado por moro do interior do estado a 570 km de salvador. a atendente informou que não era possível porque o conserto do ar condicionado não era feito aos sábados. ficou agendado para segunda feira seguinte, 8 horas dia 11/12/17. deixei o carro esperando receber às 14 horas, para que pudesse retornar para interior. minha surpresa e descontentamento se deu quando o consultor informou-me que meu veículo estava com uma válvula defeituosa. precisava ser substituída. eu deveria retornar outro dia porque a terra forte não dispunha a tal válvula no estoque. terei então que viajar mais, quase 1.200 km ( ida e volta ), além de ficar sem trabalhar mais dois dias, o risco de pegar estrada, o tempo desperdiçado, e gasto. tudo isso porque a revendedora autorizada não dispunha de uma válvula para troca em um serviço previamente agendado.