Longa Duração: Fiat Mobi sofre com engasgos e reflexos no painel

Recém-revisado, Mobi passou a apresentar falhas e engasgos no motor. Na rede Fiat, manutenção empírica exigiu paciência

Em 2012, nosso Uno de Longa Duração foi alvo de uma enxurrada de reclamações sobre engasgos do motor por parte de nossa equipe. Nosso Mobi da atual frota tem o mesmo motor Fire 1.0 do Uno e, adivinhe… Também passou a engasgar nas saídas e retomadas.

Procuramos ajuda na autorizada Amazonas, em São Paulo, que concluiu que a troca das velas (já substituídas na última revisão) e a limpeza do corpo de borboleta, do respiro do motor e dos bicos injetores resolveriam o problema. A conta ficou cara: R$ 600. Mesmo após uma semana na Amazonas, o carro voltou exatamente com os mesmos sintomas.

Logo após a retirada, retornamos para a concessionária. No dia seguinte, a técnica ligou: “Trocamos o combustível e o carro está perfeito”. Ou seja, mesmos sintomas, diagnósticos diferentes. “Receberemos os R$ 600 de volta, já que os serviços anteriores não surtiram efeito algum?”, questionou o repórter Guilherme Fontana. A resposta foi negativa – ao menos a segunda parada não foi cobrada.

Sim, o mês foi conturbado para o Mobi, mas depois da tempestade veio a bonança – e os quilômetros. Nas mãos do repórter Henrique Rodriguez, o hatch foi para o Rio de Janeiro, durante as férias de fim de ano. “Apesar das idas e vindas para manutenção, o esforço valeu a pena. O motor está liso de novo, com rotação de marcha lenta estável. Tanto as arrancadas quanto as retomadas de velocidade foram feitas sem engasgos”, conta Henrique.

O editor Ulisses Cavalcante também deixou um registro importante anotado no diário do Mobi: “Dependendo da incidência da luz do sol, a lente acrílica do painel de instrumentos mais parece um espelho. Dificulta muito a visualização, sobretudo do velocímetro”.

Painel reflete a luz do sol

Dependendo do horário, painel reflete demais a luz do sol (Ulisses Cavalcante)

Fiat Mobi – 37.941 km

Consumo

  • No mês: 8,2 km/l com 35,9% de rodagem na cidade
  • Desde out/16: 10,2 km/l com 21,5% de rodagem na cidade
  • Combustível: etanol

Gastos no mês

  • Combustível: R$ 1.012
  • Manutenção: R$ 600

Ficha técnica

  • Versão: Like On 1.0 Flex
  • Motor: 4 cilindros, dianteiro, transv,. 999 cm³, 8 V, flex, 75/73 cv a 6.250 rpm, 9,9/9,5 mkgf a 3.850 rpm
  • Câmbio: manual, 5 marchas
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  1. Antonio Wilson Eutrópio Azevedo de Souza

    Ê tranqueira…

  2. “Apesar das idas e vindas para manutenção, o esforço valeu a pena. O motor está liso de novo, com rotação de marcha lenta estável. ”
    É triste ler isto em uma publicação que se acha a última bolacha do pacote.

  3. Carlos Minkap

    A Quatro Rodas já foi sinônimo de qualidade em suas publicações.

  4. Esse é o padrão Fiat, padrão 4 rodas. Feliz pelo esforço de jogar 600k fora, refazer concertos, ficar sem carro para serviços desnecessários e ficar feliz por ter concertado o defeito que aflige o motor há anos.

    Reflexo que atrapalha a visão dos instrumentos e tudo mais, só mostra o “nível” do projeto, isso é algo primário, erro grosseiro.

  5. Uma série de erros…
    1 – Se o problema foi o combustível, que foi trocado pela concessionária, porque o alarde?
    2 – A QR também faz teste nos postos que utiliza?
    3 – A culpa é da concessionária pelo cliente ter abastecido o carro com combustível de má qualidade? assim como também não foi culpa da QR, que por ser brasileira, sofre com o caráter desonroso dos brasileiros (donos de postos de combustível).
    Acho que poderiam ter mencionado o nome deste estabelecimento também…
    4 – Alguém aqui tem um MOBI pra ficar tecendo comentários tão pessimistas?
    Eu não tenho um, pois não me atende no quesito espaço, mas acho a proposta interessantíssima para o uso urbano… e, o motor fire, apesar de antigo é indiscutivelmente uma proposta demasiadamente econômica, versátil, durável e com um dos menores custos de manutenção do país.
    … contudo o firefly com 3 cilindros já substituiu ele, e tem obtido melhores resultados ainda…