Os carros com potência acima do divulgado pela marca

Porsche 959 de 500 cv, Corvette Sting Ray 1967 com 568 cv e Golf GTI com mais de 260 cv; exemplos de que sob o capô há muito mais do que se espera

Anunciar uma potência abaixo da qual o carro realmente oferece pode ser curioso, mas é algo que já foi feito por algumas fabricantes. Esse costume pode ter diferentes motivos: como forma de ficar isento de uma maior taxação de imposto, um acordo entre fabricantes para limitar a potência de esportivos ou, até mesmo, revelar apenas a potência “na roda”, e não aquela aferida no motor. Abaixo, confira alguns modelos que iam além do que o registrado na ficha técnica:

 

BMW M5 (F10)

BMW M5 na posição 3x4 de traseira

BMW M5 (F10) (Reprodução/Internet)

Lançado em 2011, a sexta geração do BMW M5 (F10) abandonou o V10 do modelo anterior (E60) e passou a contar com motor V8 4.4 biturbo de 560 cv de potência e 69,4 mkgf de torque. Em julho desse ano houve as últimas edições especiais “Competition Edition” e “Pure Metal Silver Limited Edition” do modelo F10, versões que desenvolvem 608 cv. No entanto, essa não foi a primeira vez que o sedã passou da marca dos 600, pois testes em dinamômetros nos Estados Unidos constatavam esse número já na versão standard do M5 — bem acima dos 560 cv anunciados pela marca bávara.

 

Porsche 959

Porsche 959 na posição 3x4 de frente

Porsche 959 (Reprodução/Internet)

O Porsche 959 fez parte da leva de supercarros dos anos 1980, figurando entre modelos como Ferrari F40 e Lamborghini Coutach. O lendário modelo de Stuttgart tem um motor seis cilindros boxer 2,8 litros que despeja 450 cv nas quatro rodas (inovando na época), contando ainda com suspensão ativa e sistema de monitoramento do pressão dos pneus. Porém, há rumores que os Porsche 959 saíram com potência mais próxima dos 500 cv.

 

Nissan Skyline GT-R (R34)

Skyline GT-R (R34) na posição 3x4 de traseira

Skyline GT-R (R34) (Reprodução/Internet)

A década de 1990 e o começo dos anos 2000 foram os anos dourados dos esportivos japoneses. Junto a isso, veio uma potência em comum aplicada a todos eles: 280 cv. A medida foi fruto de um acordo de cavalheiros das fabricantes japonesas. Nesse rol está incluído o Nissan Skyline GT-R da geração R34, que com seu motor seis cilindros em linha RB26DETT ultrapassava facilmente os 305 cv, mas tinha gravado na sua ficha técnica os 280 cv.

 

Toyota Century

Toyota Century na posição 3x4 de frente

Toyota Century (Reprodução/Internet)

A potência limitada a 280 cv, vindo de um acordo entre as fabricantes japonesas, não atingiu somente os esportivos de 1990, mas também sedãs mais discretos, a exemplo do Toyota Century. Com um grande V12 5,0 litros, o enorme sedã era teoricamente limitado a 280 cv, mas que na real passava um pouco de 300 cv — ainda sim uma potência baixa para um conjunto motriz dessas dimensões.

 

Chevrolet Corvette Stingray L88 (1967)

Corvette Sting Ray L88 na posição 3x4 de frente

Corvette Sting Ray L88 (Reprodução/Internet)

Esse modelo é, basicamente, o Santo Graal dos Corvette. A Chevrolet produziu apenas 20 unidades do Corvette Sting Ray 1967 L88, o que faz do cupê um dos mais raros já feitos. Ele é equipado com um motor V8 7,0 litros de 436 cv de potência — no documento, já que diversos testes de dinamômetro da época apontaram que ele tinha por volta de 568 cv. Um monstro para a época. Para se ter uma ideia da exclusividade do esportivo, em 2014 um exemplar vermelho foi leiloado por US$ 3,5 milhões nos Estados Unidos.

 

Ford Mustang Cobra Jet (1969)

Mustang Cobra Jet na posição 3x4 de frente

Mustang Cobra Jet (Reprodução/Internet)

O começo da década de 1970 foi os últimos tempos para os aclamados muscle cars americanos, pois no final dessa década eles tiveram que ter sua potência “estrangulada” devido à crise do petróleo. Um dos últimos sobreviventes a honrar o termo muscle car foi o Mustang Cobra Jet de 1969, que contava com um enorme V8 de 7,0 litros de 340 cv — isso na ficha técnica. No entanto, a verdade é que o Mustang Cobra Jet dispunha de 416 cv, ou 76 cv a mais do que o oficialmente declarado. Os rumores dão conta de que a marca do oval azul fazia isso na época para as apólices de seguros não ficarem tão caras.

 

Chevrolet Camaro (Mk4)

Chevrolet Camaro Mk4 na posição 3x4 de frente

Chevrolet Camaro (Mk4) (Reprodução/Internet)

Com suas formas arredondadas, a quarta geração do Camaro não é uma das mais lembradas. Contudo, foi ela que trouxe de volta a potência bruta ao cupê com o motor V8 LS1 de 309 cv — que possivelmente tinha muito mais. Isso, porque esse mesmo propulsor foi utilizado no Corvette C5, passando a gerar 355 cv após poucas modificações (o que coloca em dúvida se esse conjunto tinha mesmo os 309 cv anteriormente).

 

Honda NSX

Honda NSX na posição3x4 de frente

Honda NSX (Reprodução)

O Honda NSX tinha potência declarada de 280 cv, assim como o Nissan Skyline GT-R (R34). A exemplo do seu conterrâneo, o motor do modelo da Honda ia além dos 280 cv declarados na ficha técnica, obtidos através do propulsor V6 3.0 VTEC. As especulações revelam que isso foi também resultado do mesmo acordo feito entre as fabricantes japonesas, que limitava (em tese) a 280 cv a potência dos esportivos do país do sol nascente.

 

Golf GTI (Mk7)

vw-golf-gti

(Reprodução)

Quando finalmente chegou ao Brasil em 2013, a sétima geração do Golf GTI foi sucesso de crítica. O hot hatch conquistou por conta de sua boa dirigibilidade, além do desempenho do motor 2.0 TSI de 220 cv e 35,7 mkgf de torque. Mas a potência real do GTI foi colocada em dúvida após ele ser testado em dinamômetro nos Estados Unidos e no Brasil, no qual ambos mostraram uma média de potência acima dos 260 cv e mais de 40 mkgf de torque. Números plausíveis por conta da sensação de maior potência que o hot hatch passa ao volante.

 

Comentários
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  1. Paulo Henrique Vieira

    Pô, e o nosso gol gt 86??

  2. Rony Marcelino

    e o nosso fusquinha q teve uma versão 1300 no documento mais q sob o capô era 1500, eu tive um desses

  3. Maicol Vieira

    Nossa, cada carro lindo, um diferente do outro, hoje praticamente os carros são tudo iguais.

  4. enquanto isso no Brasil é o contrário, falam uma coisa e vendem outra, vide caso da tal marca coreana, com seu i30, puro marketing mal feito, que pegou vários tolos, além de estar metida em sobretaxar produtos, usurpar do governo e não pagar impostos…o consumidor brasileiro pagou caro por um subproduto….como sempre acontece