Guia de usados: Toyota Fielder

Espaçosa, econômica e confortável, a perua derivada do Corolla ainda desfruta de boa fama no mercado graças a sua robustez e confiabilidade

A Fielder foi produzida no Brasil de 2004 a 2008

A Fielder foi produzida no Brasil de 2004 a 2008 (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Esta é a segunda vez que a Fielder é abordada nesta seção: a primeira foi em dezembro de 2007, quando muitas ainda estavam na garantia de três anos.

Agora falamos de uma perua que deixou de ser produzida há quase dez anos e cuja grande maioria se encontra com centenas de milhares de quilômetros rodados.

Vale lembrar que ela compartilha com o Corolla a fama de robustez e confiabilidade, amparada por uma rede autorizada conhecida pela qualidade do atendimento e dos serviços prestados, mesmo após a garantia.

A grande oferta de peças (originais ou paralelas) e a relativa simplicidade mecânica colaboram para que ela também seja muito bem avaliada por oficinas independentes.

O porta-malas, de 411 litros, é menor que o do sedã

O porta-malas, de 411 litros, é menor que o do sedã (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Por isso é muito comum encontrar uma Fielder em ótimo estado, mesmo após vários anos de bons serviços prestados.

Medindo 8 cm a menos que o sedã, ela traz o mesmo espaço interno, capaz de acomodar três adultos no confortável banco traseiro reclinável.

(Marco de Bari/Quatro Rodas)

Os 26 litros a menos no porta-malas (411 litros) são compensados pela praticidade da grande tampa traseira.

(Marco de Bari/Quatro Rodas)

Entre a linha 2005 e 2007, a Fielder só tinha uma versão (sem nome) e um opcional, o câmbio automático de quatro marchas, que casava bem com o motor 1.8 com comando variável de 136 cv.

Oferecia ar, airbags frontais, ABS, rodas de liga, CD player e trio elétrico, mas pecava pela falta de computador de bordo e piloto automático. Em 2006, os faróis de neblina passaram a ser de série.

(Marco de Bari/Quatro Rodas)

Exclusiva para o modelo 2007, a esportivada Fielder S (450 unidades) vinha na cor preta, com defletores dianteiro e traseiro, saias laterais e itens pintados na cor cinza.

A linha 2008 trouxe o motor flex (136 cv com gasolina ou álcool) e a versão SE-G, com computador de bordo, limpador automático, couro e ar digital. A antiga versão viraria XEi.

Seja qual for o modelo, o fato é que a quase extinção das peruas fez com que muitos se tornassem fãs da Fielder, o que facilita a vida de quem procura um veículo familiar barato, com a manutenção em dia e apto a rodar por mais uns bons anos.

Onde o bicho pega

(Marco de Bari/Quatro Rodas)

Cabeçote

O motor 1ZZFE não utiliza tuchos hidráulicos e, por isso, a folga das válvulas deve ser verificada a cada 20.000 km, com ajuste obrigatório aos 60.000 km. Fumaça no escapamento indica falha nos retentores de válvula.

Câmbio

O desgaste das juntas tripoides provoca vibração nas rodas dianteiras mesmo após o balanceamento. O ideal é substituir o semieixo completo.

Suspensão

É um de seus pontos fortes e, por isso, quase sempre negligenciado: amortecedores com vazamentos e coifas rasgadas não são bom sinal. Ruídos anormais podem ser provocados pelo desgaste de buchas e batentes.

Para-lama

A maioria perdeu o acabamento interno original, de plástico frágil, que se rompe facilmente. Sua presença é um sinal de zelo do proprietário, pois evita o acúmulo de detritos e o barulho em alta velocidade.

Câmbio automático

O fluido deve ser checado aos 40.000 km, além da troca do filtro e da limpeza dos ímãs que retêm a limalha. Abra o olho, pois o custo de reparo total da caixa pode superar os R$ 6.000.

Megarrecall Takata

Veja se o veículo pesquisado tem o airbag do passageiro que pode lançar fragmentos ao se abrir.

A voz do dono

Nome: Ana Carolina Parisi Absalonsen

Idade: 35 anos

Profissão: médica veterinária

Cidade: São Bernardo do Campo (SP)

O que eu adoro: “a posição de dirigir alta agrada muito: grande visibilidade para um carro de passeio. O motor é excelente: forte, potente, robusto e muito econômico. O acabamento interno é simples, mas de boa qualidade.”

O que eu odeio: “a suspensão poderia ser um pouco mais alta: tanto o assoalho quanto a traseira raspam facilmente com apenas quatro ocupantes. E a direção esterça pouco, exigindo muitas manobras em garagens.”

Preço médio dos usados (FIPE)

Modelo 2005 2006  2007 2008
Fielder 1.8 16V gasolina manual  R$ 22.871  R$ 24.087  R$ 25.142
Fielder XEI 1.8 16V flex manual R$ 26.101
Fielder 1.8 16V gasolina aut. R$ 24.116 R$ 25.273 R$ 26.608
Fielder XEI 1.8 16V flex aut. R$ 29.097
Fielder SEG 1.8 16V flex aut. R$ 31.699
Fielder S 1.8 16V gasolina manual R$ 26.150
Fielder S 1.8 16V gasolina aut. R$ 26.745

Preço das peças

Original Paralelo
Para-choque (dianteiro) R$ 791 R$ 300
Farol (cada um) R$ 1.076 R$ 250
Discos de freio (par) R$ 570 R$ 300
Pastilhas de freio (jogo) R$ 315 R$ 280
Amortecedores (quatro) R$ 1.740 R$ 1.500
Embreagem R$ 1.528 R$ 980
Veja também
Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

  1. A Fielder é um carro maravilhoso. Fui proprietário por 5 anos e nunca tive um problema, só manutenção de rotina. Bebe pouco, anda bem, cambio bem ajustado ao motor, é bonito e posudo. Quem ja teve sabe do que estou falando! Obrigado pela matéria equipe QR.