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Volvo XC90 passa por mudança sutil e mantém majestade entre os SUVs

XC90 teve sutil reestilização em linha 2020 e mantém conjunto híbrido de 407 cv na versão T8 topo de linha

Por Igor Macário 22 mar 2021, 10h10
Volvo XC90
Fernando Pires/Quatro Rodas

Luxo pela simplicidade. Esse é um dos lemas que vêm ditando como são os Volvo nos últimos anos, mas o XC90 não poderia ser uma de suas mais perfeitas traduções. No caso, é claro que o maior SUV da montadora sueca está longe de ser um carro simples, mas ele esconde suas entranhas complexas com uma interface muito amigável – e simples.

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Para a linha 2020, as mudanças foram poucas. O XC90 passou por uma leve “plástica” na dianteira, com faróis novos e uma nova grade, agora côncava, mas de mesmo formato. Há também rodas novas, de até 22 polegadas. Por dentro, as mudanças foram ainda mais sutis.

A versão T8, híbrida, usa uma alavanca de câmbio eletrônica, feita de cristal. Ela continua exalando riqueza pelo material translúcido e iluminado por baixo, mas agora tem um formato ligeiramente diferente.

traseira do Volvo XC90
Trasera mantém linhas conhecidas Fernando Pires/Quatro Rodas

Sob o capô, também nada muda. O conjunto híbrido entrega ao todo bons 407 cv em vários modos de condução. Isso significa que o XC90 tem força de sobra em praticamente qualquer situação, embora lhe falte um pouco de emoção na condução. Isso porque o conjunto sempre é extremamente silencioso, com o 2.0 de quatro cilindros raramente sendo convocado a ajudar no trabalho.

  • Concorrentes com motores V6 ou V8 a gasolina impressionam mais ao serem exigidos com mais afinco. Isso não significa que o XC90 T8 seja um carro lento. Longe disso. Em nossos testes, ele acelerou de 0 a 100 km/h em 6,5 segundos, uma boa marca para um carro desse tamanho, e que denota sua agilidade.

    O Volvo é gostoso de dirigir e traz um jeitão futurista à condução. Pise fundo e em vez de um rugido alto, você primeiro ouvirá um zunido dos motores elétricos e um murmúrio mais elevado do 2.0, enquanto o SUV dispara à frente. No entanto, o XC90 tem mesmo um perfil bem diferente dos concorrentes. Ele é para quem busca, de fato, um ambiente sereno e calmo para passar horas no trânsito ou na estrada.

    O acabamento é primoroso, há poucos botões físicos poluindo a visão dos ocupantes e até sons de alerta, ou repetitivos, como os das setas, parecem escolhidos para incomodar o mínimo possível.

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    painel do Volvo XC90
    Cabine é luxuosa com excelente acabamento Fernando Pires/Quatro Rodas

    Com a bateria completa, é possível rodar cerca de 43 km apenas em modo elétrico, e o conjunto é capaz de levar o SUV grande por aí sem pedir muita ajuda ao 2.0. O problema é que, quando a carga acaba e as baterias não são recarregadas em um carregador, o motor a gasolina passa a ser constantemente requisitado, tanto para empurrar o jipão quanto para manter um mínimo de carga para o sistema elétrico.

    alavanca de câmbio do Volvo XC90
    Manopla de câmbio é de cristal Fernando Pires/Quatro Rodas

    E aí, se o proprietário não tiver como recarregar o XC90 constantemente, como um carro elétrico, a boa capacidade do sistema elétrico acaba sendo subutilizada, já que o 2.0 dificilmente irá conseguir carregar a bateria o suficiente para garantir alguma autonomia utilizável, ao menos em trechos curtos. Ainda há um modo “Charge”, em que o motor a gasolina é usado para recarga do sistema, mas acaba indo contra o propósito de economizar gasolina.

    Curiosamente, o XC90 começa a dar alguns sinais da idade, já que foi o primeiro dos “novos” Volvo, e que deu origem à atual família de modelos da marca. Há poucas entradas USB, não há como recarregar telefones sem fio e os sistemas CarPlay e Android Auto ainda precisam de cabos. Mas isso não torna o XC90 antiquado.

    bancos traseiros do Volvo XC90
    Versão tem sempre sete lugares Fernando Pires/Quatro Rodas

    Ao volante, a suspensão a ar faz um bom trabalho para controlar a movimentação da carroceria. O XC90 não disfarça seu tamanho, mas surpreende ao ser mais ágil em manobras do que seu tamanho faria supor. No modo mais esportivo, a suspensão reduz a altura do solo, deixa o amortecimento mais firme e todo o conjunto motriz mais acordado. A mudança no comportamento é visível e imediata.

    Até os mostradores ganham tons vermelhos e um conta-giros aparece no painel. O XC90 ainda não vira uma máquina de corrida, mas surpreende com o bom desempenho.

    recarga do Volvo XC90
    Recarga das baterias é feita por portinhola na dianteira Fernando Pires/Quatro Rodas

    Na cidade, também é fácil encaixá-lo em espaços relativamente apertados, ainda que os vários sensores de proximidade pareçam não gostar nem um pouco. Um estacionamento de shopping mais apertado despertará uma sinfonia de alertas de proximidade por todos os cantos, ainda que haja espaço para o XC90 passar.

    Mas onde essa versão híbrida realmente se destaca é no consumo. Conseguimos médias superiores a 20 km/l na cidade, incríveis para um SUV desse tamanho. No entanto, vale a observação: sempre com a bateria do conjunto elétrico razoavelmente carregada. Senão, o consumo aumentará bastante com o 2.0 sempre em ação.

    modo charge do Volvo XC90
    Modo “Charge” faz 2.0 recarregar baterias internamente Fernando Pires/Quatro Rodas

    Outro ponto positivo do Volvo está no preço. A R$ 479.950, ele está longe de ser uma pechincha, mas diante de concorrentes que já ultrapassam os R$ 500.000 ou até R$ 600.000, como BMW X5 e Mercedes-Benz GLE, o XC90 nem parece ser tão caro assim, principalmente pelo ótimo conjunto que entrega.

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    capa 743
    Arte/Quatro Rodas
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