Clique e Assine a partir de R$ 8,90/mês

Por R$ 244.950, Volvo XC40 Recharge é híbrido que entrega mais por menos

Na linha 2021 todas as versões do Volvo XC40 são híbridas e a de entrada Momentum traz bom custo-benefício por ser completa, econômica e vigorosa

Por Isadora Carvalho Atualizado em 19 mar 2021, 02h47 - Publicado em 23 fev 2021, 17h18
Volvo XC40 Recharge
XC40 de entrada ganha motorização híbrida Fernando Pires/Quatro Rodas

Não é segredo pra ninguém que a Volvo pretende eletrificar por completo, ainda em 2021, sua linha de modelos no Brasil. Para um passo importante como esse, a democratização da motorização híbrida é providencial e esse movimento começa pelo seu menor e mais barato SUV, o XC40.

Clique aqui e assine Quatro Rodas por apenas R$ 7,90

Na linha 2021, as versões de entrada Momentum e Inscription também passam a ter a combinação de motor 1.5 com um motor elétrico alimentado por baterias recarregáveis, como já estava disponível para a versão topo de linha R-Design. 

O que também mudou foi o nome do modelo que agora adota o nome Recharge – como forma de reforçar o atributo de ser um híbrido recarregável – ou plug-in, alusivo à recarga da bateria em tomada.

E a Volvo fez bem em chamar atenção para essa característica pois é ela que torna o XC40 único no segmento dos SUVs Premium. Entre seus rivais diretos estão modelos como Toyota RAV4 e Lexus UX, também híbridos, mas não podem ser recarregados na tomada, só por meio da recuperação da energia cinética dos freios e do próprio motor a combustão. 

Volvo XC40 Recharge
A linha 2021 do SUV já conta com a limitação de velocidade a 180 km/h Fernando Pires/Quatro Rodas

E esse atributo traz uma vantagem significativa em termos de economia de combustível, que inclusive, é uma das principais bandeiras levantadas por qualquer modelo híbrido. Especialmente por ter bateria maior e poder rodar mais tempo sem acionar o motor a gasolina.

Ao compararmos os três modelos na nossa aferição de consumo em pista já é possível observar como o modelo sueco sai na frente. O XC40 Recharge Momentum registrou médias de consumo de 25 km/l na cidade e 22,3 km/l na estrada – enquanto o Lexus e o Toyota consumiram respectivamente 22,3 km/l e 12,5 km/l no ciclo urbano e 16,5 km/l e 15,3 km/l no rodoviário.

Portanto, uma diferença significativa e que justifica o trabalho de colocar o carro pra carregar em casa, no escritório ou mesmo nos vários postos de recarga rápida espalhados nas principais capitais do país. Outra vantagem do plug-in é a possibilidade de rodar até 47 quilômetros no modo 100% elétrico – portanto, sem gastar uma gota de gasolina. É autonomia suficiente para cumprir as tarefas do dia a dia.

Volvo XC40 Recharge
Inscrição “Recharge” está presente em todas as versões do XC40 Fernando Pires/Quatro Rodas

Essa inscrição “Recharge”, inclusive, é exibida na coluna C e na soleira da porta, assim como na plaqueta na parte traseira. As novas rodas de 19 polegadas com novo design arrematam as mudanças de estilo da linha 2021.

Volvo XC40 Recharge
Fernando Pires/Quatro Rodas

0 a 100 km/h em 7 segundos

Nos nossos testes também pudemos constatar que o sueco entrega também mais potência e desempenho com o seu motor de 3 cilindros 1.5 de 180 cv somado ao elétrico que rende mais 82 cv – a potência combinada chega a 262 cv e 43,3 kgfm de torque. Enquanto a dupla japonesa rende uma potência combinada de 181 cv para o Lexus e 222 cv para o Toyota.

E no desempenho o XC40 sai da imobilidade e alcança 100 km/h em 7,6 segundos, enquanto o RAV 4 fez em 8,7 segundos e o Lexus em 11 segundos. 

Sustentável e vigoroso

O Volvo XC40 tem cinco modos de condução e, devido a todo o desempenho já citado, o modo Pure já surpreende com o torque instantâneo, característica própria dos elétricos e torna qualquer ida ao mercado bem mais emocionante.

Volvo XC40 Recharge
XC40 conta com cinco modos de condução Fernando Pires/Quatro Rodas

O motor 1.5 só acorda quando se pisa mais fundo no acelerador e o bom isolamento acústico da cabine tornam quase imperceptível o seu funcionamento. Só mesmo a vibração do tricilíntrico nas arrancadas é que destoa de toda a paz na cabine. E quando ele é acionado o modo Hybrid entra em ação automaticamente.

Mas é no modo Power que é possível ter a certeza de que se conhece melhor a face esportiva dos 262 cv. Os dois motores, em vez de se alternar, passam a trabalhar juntos em prol da máxima performance. O corpo gruda no encosto do banco a qualquer encostada no pedal do acelerador que se torna bem mais arisco e a direção, que até então priorizava o conforto, se torna mais direta e comunicativa transmitindo a mínima imperfeição do piso. Inclusive dá a impressão de que os pneus não sabem lidar com tanta força. 

  • A relação das marchas da boa transmissão de dupla embreagem e sete velocidades torna-se mais dinâmica e as trocas, que no Hybrid aconteciam entre 1.500 ou 2.000 giros, passa a acontecer aos 3.000 rpm, tornando a tocada bem mais esportiva.

    Continua após a publicidade

    Conectividade, segurança e preço

    Ao entrar no Volvo e se deparar com a tela na vertical de 9” confesso que a sensação é agradável e familiar, até mesmo por ser comum a todos os Volvo. Tem integração com Apple Car Play e Android Auto por cabo e a operação é intuitiva, porém as opções do espelhamento ficam na parte inferior da tela e não nela inteira aproveitando toda a área da boa interface touch.

    Volvo XC40 Recharge
    Acabamento é esmerado, macio ao toque e materiais são de ótima qualidade Fernando Pires/Quatro Rodas

    O quadro de instrumentos em TFT de 12,3” também é fácil de operar e personalizável, conforme o modo de condução ou mesmo as preferências do condutor.

    Volvo XC40 Recharge
    Painel de instrumentos é em TFT e 12,3 polegadas Fernando Pires/Quatro Rodas

    A boa ergonomia e conforto proporcionado pelos assentos revestidos em couro, aliado ao volante, ambos ajustáveis eletricamente, não é estendida aos ocupantes traseiros.

    Volvo XC40 Recharge
    Bancos revestidos em couro trazem conforto a bordo e contribuem para a boa ergonomia Fernando Pires/Quatro Rodas

    Lá atrás há o túnel central bem elevado, pois abriga as baterias e impede que um terceiro ocupante se acomode confortavelmente. Além disso, os assentos são mais curtos e os encostos são bem verticais.

    Volvo XC40 Recharge
    Túnel central elevado impede 5° passageiro de viajar com conforto Fernando Pires/Quatro Rodas

    A versão Momentum, mesmo sendo a mais básica, traz pacote de equipamentos de segurança bem completo. Há assistente ativo de manutenção em faixa, alerta de colisão frontal com frenagem automática, sensor de chuva, retrovisores eletrocrômicos e farol alto automático. A intermediária Inscription soma direção semi autônoma, leitor de placas, alertas de ponto cego e de colisão traseira e ACC.

    Volvo XC40 Recharge
    Tela da central multimídia de 9″ tem operação intuitiva Fernando Pires/Quatro Rodas

    A boa notícia da linha 2021 é que será necessário desembolsar menos para ter um XC40 híbrido na garagem, exatos R$ 244.950 – bem menos que os R$ 279.950 que você tinha que pagar pela versão topo de linha R-Design (até então a única com motorização híbrida).

    Mas, esse preço ainda fica acima dos rivais que custam R$ 233.990 no caso do Lexus UX e R$ 241.990 para o Toyota Rav4 – lembrando que eles são híbridos puros. Em termos de conteúdo, a briga é boa. E nem colocamos aqui os SUVs alemães premium: ainda não são híbridos, mas devem acompanhar a Volvo em breve. Eu não queria estar na pele do XC40 nos próximos anos. 

    Teste – Volvo XC40 Recharge Momentum

    Aceleração

    • 0 a 100 km/h: 7,59 s
    • 0 a 1.000 m: 28,6 s – 177,7 km/h
    • Velocidade máxima: 180 km/h* (limitada eletrônicamente)

    Retomadas

    • D 40 a 80 km/h: 3,1 s
    • D 60 a 100 km/h: 4,6 s
    • D 80 a 120 km/h: 5 s

    Frenagens
    60/80/120 km/h a 0: 14/24,5/55,5 m

    Consumo

    • Urbano: 25 km/l
    • Rodoviário: 22,3 km/l

    Preço
    R$ 244.950

    Ficha técnica

    Motor: gasolina, dianteiro, transversal, 3 cil., 1.477 cm3; 180 cv a 5.800 rpm, 43,3 kgfm a 1.500 rpm; motor elétrico, 82 cv; potência combinada, 262 cv
    Câmbio: dupla embreagem, 7 marchas, dianteira
    Direção: elétrica
    Suspensão: McPherson (dianteira) / multilink (traseira)
    Freios: disco ventilado (dianteiro) disco sólido (traseiro)
    Pneus: 235/50 R19
    Peso: 1.871 kg
    Dimensões: comprimento, 442,5 cm; largura, 186,3 cm; altura, 165,2 cm; entre-eixos, 270,2 cm; tanque, 49 l; porta–malas, 460 l

    Não pode ir à banca comprar, mas não quer perder os conteúdos exclusivos da Quatro Rodas? Clique aqui e tenha o acesso digital.

    QR - CAPA 742 - FEVEREIRO

    Continua após a publicidade
    Publicidade