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Nova Spin é melhor que o C3 Aircross? Comparamos os 7 lugares mais baratos

Novo Citroën C3 Aircross e a nova Chevrolet Spin 2025 se enfrentam na pista de testes. Qual o melhor carro de sete lugares do Brasil abaixo dos R$ 150.000?

Por Isadora Carvalho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 18 Maio 2024, 12h06 - Publicado em 27 mar 2024, 12h00

A Chevrolet Spin está prestes a completar 12 anos à venda no Brasil e em mais de uma década ela já passou por diversas fases de mercado. Quando foi lançada era apenas uma entre outras tantas minivans, como Fiat Idea, Nissan Livina e C3 Picasso, mas nos últimos anos se viu sozinha nesse segmento e durante um bom tempo carregou a bandeira de carro sete lugares mais barato do Brasil.

A verdade é que a categoria das minivans ficou tão desprestigiada que nem a própria Chevrolet a categoriza como tal, e sim como um crossover, uma mistura de minivan com SUV.

A bandeira de sete lugares mais barato foi perdida no fim de fevereiro, com o lançamento do Citroën C3 Aircross na versão sete lugares por a partir de R$ 117.990. A General Motors tratou de lançar a reestilização profunda que fez na Spin 2025 e agora ganha o título de sete lugares mais equipado (pelo menos até os R$ 150.000), além de ter ficado bem atraente tanto por fora quanto por dentro.

Chevrolet Spin 2025
No GM, há novas molduras para as caixas de roda e soleira (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Aproveitamos que os dois foram lançados em datas tão próximas e alinhamos as versões mais completas da Spin e do Aircross para descobrirmos qual dos dois carros de sete lugares tem o melhor custo/benefício e quais são as qualidades e defeitos de cada um.

Chevrolet Spin tem mudanças significativas

É importante pontuar que a origem dos dois carros é distinta. Enquanto a Chevrolet Spin nasceu com uma plataforma idealizada para ser uma minivan, o C3 Aircross é derivado de um hatch, o Citroën C3.

Chevrolet Spin 2025
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

As mudanças na nova Spin deixaram o design mais agradável, principalmente na dianteira. Ela segue o estilo da Montana e tem faróis com luzes diurnas de led finas na parte superior e interligados aos faróis principais abaixo. Eles são full-led, item inédito em um modelo mais acessível da marca. Segundo a Chevrolet, esse conjunto óptico oferece três vezes mais luminosidade do que o modelo anterior com aumento de 145% de alcance.

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A Spin 2025 também tem novas entradas de ar nas extremidades do para-choque e capô mais elevado para conferir status de SUV. A grade é nova e os apliques mudam de cor conforme a configuração. Outro elemento que difere de acordo com a versão é o friso que interliga as lanternas, que agora são de led. A tampa do porta-malas é inteiramente nova, assim como o para-choque com refletores instalados na vertical, bem nas extremidades, que ajudam a evidenciar o alargamento das bitolas.

Citroen C3
A altura é de SUV, mas tem 34 cm a mais que o C3 (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Em estilo o Aircross também não faz feio e apresenta o mesmo conjunto óptico do C3 com DRLs de led que acompanham a grade e emolduram os faróis halógenos – eles agradam e ajudam a trazer mais sofisticação. As lanternas são em formato de C e invadem a lateral e são interligadas por um friso (preto brilhante na versão Shine).

Em relação às dimensões, o Citroën C3 Aircross sofreu uma alteração completa ao compará-lo com o C3, do qual deriva, ganhou 11,5 cm no entre-eixos (267 cm) e 34 cm no comprimento (432 cm). Porém, nesse quesito, a Spin sai ganhando, ela é maior em todas as dimensões, exceto no entre-eixos.

Chevrolet Spin 2025
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

É a Spin que apresenta a cabine mais espaçosa (ela é maior na maioria das dimensões) e, nesse segmento, esse quesito ganha um peso extra, considerando o espaço para pernas. Enquanto a Spin oferece 96 cm na terceira fileira, o Aircross tem 71 cm.

Chevrolet Spin mantém o motor de sempre

Segundo a Chevrolet, foi por meio de clínicas com proprietários de Spin que tomaram a decisão de continuar equipando o modelo com o antigo motor 1.8 aspirado (derivado da Família 1, que remete aos Chevrolet Corsa dos anos de 1990), de 111 cv e 17,7 kgfm, combinado com a transmissão automática de seis marchas – só a versão de entrada, LT (R$ 119.990) tem câmbio manual de seis marchas.

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Chevrolet Spin 2025
Foi o consumidor quem preferiu o bom e velho motor 1.8 aspirado (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Na Spin 2025, esse motor recebeu um novo módulo de gerenciamento eletrônico, com o dobro da capacidade de processamento (incluindo o controle de partida a frio); que é o mesmo do Tracker, mas com uma nova calibração, trouxe uma redução de até 11% no consumo de combustível, segundo a marca. Outro benefício: atender a nova fase PL8 do programa de controle de emissões, Proconve, que entrará em vigor em 2025.

Chevrolet Spin 2025
Interior ganhou um banho de loja com nova multimídia MyLink com integração com o quadro de instrumentos digital; as informações podem ser transmitidas para a tela da central. A operação é intuitiva, os grafismos modernos, há conexão Wi-Fi e pareamento sem fio. (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Não tivemos a oportunidade de avaliar o consumo da Spin em nosso ciclo QUATRO RODAS porque testamos o carro no campo de provas da GM, em Indaiatuba (SP). Mas, ao compararmos os números dos testes realizados pelo Inmetro (PBEV), houve melhora na média urbana do modelo anterior para o novo, de 9,8 km/l para 10,5 km/l (com gasolina). E, na estrada, o ganho foi de 12,3 km/l para 13,4 km/l.

Chevrolet Spin 2025
Assentos da Spin são novos e mais confortáveis (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Ainda segundo o Inmetro, a Spin foi mais econômica que o rival na estrada, já que o Aircross cravou 12 km/l no ciclo rodoviário e empatou na cidade, com o Citroën ficando com a média de 10,6 km/l.

Chevrolet Spin 2025
Banco traseiro da Spin corre sobre trilhos (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Como não existe almoço grátis, ficar mais econômico e emitir menos tem seu preço: nos testes de desempenho, a nova Spin foi mais lenta que a versão anterior. Fez de 0 a 100 km/h em 14,2 segundos, enquanto a anterior acelerou em 12,5 segundos.

Chevrolet Spin 2025
Só o lado direito concede acesso (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Na chamada pista D1, do campo de provas – que simula trechos de serra, estradas planas e também com diversos tipos de piso em bom e mau estado de conservação – não senti diferença de desempenho na Spin, com acelerações progressivas, graças à chegada do torque máximo aos 2.600 rpm.

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Citroën C3 Aircross se garante com motor turbo

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Lanternas em formato de C são exclusivas. Vidro vigia é reduzido (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Esse perde e ganha verificado pelos números de desempenho e consumo mostra como o motor Chevrolet se tornou um cobertor curto. Principalmente, quando se alinha a Spin ao Aircross, o qual é equipado com o motor 1.0 GSE turbo, de três cilindros (herdado do Fiat Pulse), que rende 130 cv de potência e 20,4 kgfm de torque, acoplado ao câmbio CVT de sete marchas simuladas. São 19 cv e 2,7 kgfm a mais.

Aircross
Motor do C3 Aircross é o Turbo 200 de 130 cv (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O Citroën consumiu mais na estrada, mas sem dar vexame, e empatou em consumo na cidade, atendendo os mesmos padrões de emissões, e ainda apresentou melhor desempenho em pista.

Em nosso teste, a versão topo de linha (Shine) do Aircross fez em 11,8 segundos o 0 a 100 km/h. E suas retomadas de velocidade também foram melhores que as da Spin (confira tabela abaixo).

Aircross
A cabine é mais simples, com muitos elementos do C3, o que evidencia o foco em ser um carro barato. São bem-vindos a central multimídia de 10” com conexão sem fio com smartphones e o quadro de instrumentos digital com grafismos modernos. (Fernando Pires/Quatro Rodas)

A dinâmica dos sete lugares

O que mais impressionou positivamente na Spin foi a melhora conseguida na estabilidade da carroceria e no comportamento dinâmico, como um todo. E atribuo esse benefício à recalibração dos amortecedores e ao alargamento das bitolas (3,4 cm mais largas).

C3 Aircross
Banco apoia bem o corpo do motorista (Fernando Pires/Quatro Rodas)

No trecho com o asfalto remendado da pista D1, em Indaiatuba (SP), pude sentir o sistema de suspensão trabalhar para filtrar as imperfeições, mesmo nos buracos maiores, por onde as rodas passavam sem que houvesse batidas secas. No contorno de curvas sucessivas, a 70 km/h de velocidade, a carroceria praticamente não rolava, apesar de a Spin ter ficado 1,6 cm mais alta.

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Outro ponto que merece destaque, a bordo da Chevrolet, é o conforto dos bancos, que são novos e trazem espumas de múltipla densidade que favorecem a ergonomia.

C3 Aircross
Há ainda um bom espaço para pernas (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O Aircross, por sua vez, também tem bom comportamento dinâmico e é igualmente elogiável pelo conjunto de suspensão, que prioriza o conforto filtrando as emendas do asfalto e sustentando o peso da carroceria, de modo que o motorista pode contornar as curvas com boa estabilidade e sensação de segurança.

C3 Aircross
Bancos extras podem ser retirados (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Falando de vida a bordo, as estratégias em termos de conteúdo são diferentes nas duas marcas. Enquanto a Chevrolet quer modernizar o seu carro, que já sentia o peso da idade, com design atraente e tecnologia embarcada, a Citroën, que tem um projeto mais novo, foca no que acredita que é essencial oferecer nessa categoria: muito espaço interno, além do rendimento do motor e do bom comportamento dinâmico.

Aircross
Aircross usa central multimídia de 10 polegadas que também tem Android Auto e Apple Carplay sem fio (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Quando se fala de conteúdo, porém, pesa na balança quem tem mais para entregar. Neste comparativo: a Spin. Na versão topo de linha, a Spin traz frenagem autônoma de emergência, alerta de saída de faixa, de ponto cego e de colisão e até indicador de distância do carro da frente em segundos, item inédito.

Chevrolet Spin 2025
Spin tem nova central multimídia MyLink com 11 polegadas e WiFi 4G (Fernando Pires/Quatro Rodas)

A novidade também são os seis airbags, incluindo os de cortina que protegem até mesmo os passageiros da terceira fileira. E estreia na Spin a nova geração da central multimídia MyLink, que traz tela de 11” com operação intuitiva e há uma interação com o quadro de instrumentos digital de 8”. Ao volante, parece que as duas telas são uma só e isso traz sofisticação para a cabine, além de melhorar a ergonomia, pois ambas ficam localizadas no campo de visão do motorista. O acabamento é esmerado, com adoção de partes emborrachadas.

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Chevrolet Spin 2025
(Fernando Pires/Quatro Rodas)
Chevrolet Spin 2025
(Fernando Pires/Quatro Rodas)
Chevrolet Spin 2025
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

Já no Citroën C3 Aircross, mesmo na versão mais cara, não há tecnologias de auxílio à condução e há só quatro airbags. É elogiável que o modelo traga quadro de instrumentos digital de 7” e central multimídia de 10”, mas o interior, herdado do C3, é bem simples, com excesso de plástico rígido. Ao compararmos as duas cabines, é fácil chegar à conclusão de que a Spin pertence até a uma categoria superior.

Quadro de instrumentos digital do Citroën C3 Aircross
Quadro de instrumentos digital do Citroën C3 Aircross (Fernando Pires/Quatro Rodas)
Quadro de instrumentos digital da Chevrolet Spin 2025
Quadro de instrumentos digital da Chevrolet Spin 2025 (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Para não dizer que não existem equipamentos exclusivos no Aircross, há uma espécie de ventilador de teto para ajudar a climatizar melhor a cabine, mas ele é mais barulhento do que devia, e os dois bancos extras são removíveis com o foco em versatilidade e espaço do porta-malas. Contudo, não é a solução mais conveniente, e sim mais barata.

A Spin continua com o rebatimento tradicional da terceira fileira por meio de duas alças e com ela rebatida tem 553 litros de porta-malas, enquanto o Aircross, sem a presença dos dois bancos, traz uma capacidade menor, com 493 litros. Com os sete assentos montados, sobram 50 litros no Citroën e 162 litros na Chevrolet – mais que o triplo.

Aircross
As bolsas que acomodam cada um dos bancos são acessórios. Sobram 50 litros com sete ocupantes. (Fernando Pires/Quatro Rodas)
Aircross
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

Aircross

O preço da nova Chevrolet Spin Premier 2025 é R$ 144.990, ou R$ 8.400 mais cara que a versão Shine de sete lugares do Citroën C3 Aircross, que custa R$ 136.590.

Porém, mesmo sendo mais cara, é a Spin que vence o comparativo pelo conjunto da obra: é mais bem equipada, tem mais espaço interno e traz uma vida a bordo superior graças ao acabamento melhorado, Wi-Fi embarcado e central multimídia de última geração. Ela perde em desempenho para o rival e era desejável que tivesse um motor mais moderno, mas o bom e velho aspirado recebeu melhorias e ainda dá conta do recado. No tempo dele, claro.

Veredicto Quatro Rodas – A recém-lançada Spin 2025 mudou para melhor e ficou mais atraente, melhorou a dinâmica e é rica em equipamentos, desbancando o rival C3 Aircross.

Ficha Técnica – Chevrolet Spin Premier 2025

Motor: flex, diant., transv., 4 cil. em linha, 1.796 cm³; 8V, 111/106 cv a 5.200 rpm, 17,7/16,8 kgfm a 2.600/2.800 rpm
Câmbio: automático, 6 marchas, tração dianteira
Direção: elétrica
Suspensão: McPherson (dianteira) e eixo de torção (traseira)
Freios: disco ventilado (diant.) e tambor (tras.)
Pneus: 205/60 R16
Peso: 1.292 kg
Dimensões: compr., 442 cm; larg., 195,3 cm; alt., 169,8 cm; entre-eixos, 262 cm; porta-malas, 553 litros, tanque, 53 litros

Ficha Técnica – Citroën C3 Aircross 2024

Motor: flex, dianteiro, transversal, três cilindros, turbo, 999 cm3, 12V, turbo, 130/125 cv a 5.750 rpm, 20,4 kgfm a 1.750 rpm
Câmbio: CVT, 7 marchas, tração dianteira
Direção: elétrica
Suspensão: McPherson (dianteira) e eixo de torção (traseira)
Freios: disco ventilado (diant.) e tambor (tras.)
Pneus: 215/60 R17
Peso: 1.272 kg
Dimensões: compr., 432 cm; larg., 179,6 cm; alt., 165,5 cm; entre-eixos, 267,5 cm; porta-malas, 493 litros; tanque, 47 litros

Teste de desempenho Quatro Rodas

Chevrolet Spin 1.8 AT Citroën C3 Aircross 1.0T CVT
Aceleração
0 a 100 km/h 14,2 s 11,8 s
0 a 1.000 m 35,6 s – 144,2 km/h 33,7 s – 154,3 km/h
Velocidade máxima n/d n/d
Retomadas
D 40 a 80 km/h 6,5 s 5 s
D 60 a 100 km/h 8,4 s 6,5 s
D 80 a 120 km/h 11,6 s 8,8 s
Frenagens
60/80/120 km/h a 0 15,4/27,7/61,9 m 14,4/26,7/60 m
Consumo
Urbano* 10,5 km/l 10,6 km/l
Rodoviário* 13,4 km/l 12 km/l
Ruído interno
Neutro/RPM máx. 43,6/74,1 dBA 45,3/72,4 dBA
80/120 km/h 61,3/73,2 dBA 60,9/73,2 dBA
Aferição
Velocidade real a 100 km/h 97 km/h 94 km/h
Rotação do motor a 100 km/h em 5a marcha 2.000 rpm 2.000 rpm
Volante 2,7 voltas 2,7 voltas
Seu Bolso
Preço R$ 144.990 R$136.590
Concessionárias 600 182
Garantia 3 anos 3 anos

Condições de teste: alt. 624/660 m; temp., 34/36,5 °C; umid. relat., 54 /50%; press., 765/757 mmHg
*Números de consumo do Inmetro (PBEV).

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