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Nissan Versa

Na linha 2015, o sedã compacto da Nissan passoua ser produzido no Brasil e ganhou novo visual, motor 1.0 e mais equipamentos e versões

Por Paulo Campo Grande - 22 abr 2015, 12h48
testes

Na apresentação do Versa 2015, os executivos da Nissan se referiam ao carro como se ele fosse inteiramente novo. Não é. Lançado em 2011, o modelo chega agora reestilizado. O discurso da fábrica é compreensível, no entanto. O Versa mudou bastante. Além das tradicionais alterações visuais, na grade frontal e nos para-choques, o sedã ganhou painel remodelado, novos equipamentos (como o sistema de acesso à internet NissanConnect) e duas opções de motor, 1.0 e 1.6 (antes, só havia 1.6). Não é só isso. Na linha 2015, passou a ser produzido no Brasil – o anterior vinha do México. É o segundo modelo a sair da nova fábrica da empresa, em Resende (RJ). O primeiro foi o March.

Na nacionalização, o sedã compacto ganhou mais relevância com o aumento do número de versões. Antes havia três: S, SV e SL, todas 1.6. Agora são cinco: básica e S (1.0) e SV, SL e Unique (1.6). Os preços vão de R$ 41 990 a R$ 54 990. Desde a versão de entrada, o Versa vem com direção elétrica, ar-condicionado, ABS com EBD e BAS, computador de bordo, banco do motorista e coluna de direção com ajuste de altura, vidros dianteiros, travas e retrovisores externos elétricos e alarme.

A versão Unique, que nós mostramos aqui, acrescenta ainda ar-condicionado automático digital, central multimídia com NissanConnect, Bluetooth, CD player, GPS e câmera de ré, rodas de liga leve e bancos revestidos parcialmente de couro. Os motores 1.0, de três cilindros (77 cv), e 1.6, de quatro (111 cv), têm bloco de alumínio, são flex e contam com cabeçote multiválvulas, comando de válvulas variáveis na admissão e sistema de partida a frio Flex Start (sem tanquinho de partida a frio).

Na pista de testes, a versão 1.6 avaliada se saiu bem nos ensaios, com um consumo de 11,8 km/l na cidade e 16,2 na estrada, com gasolina. Além desse rendimento, o Versa se revelou um carro bom para o dia a dia. O espaço interno continua a ser seu ponto forte, mas a posição de dirigir também agradou, graças aos novos bancos, mais firmes e com maiores apoios laterais. Segundo a Nissan, na nacionalização, a engenharia aproveitou para aperfeiçoar o carro, de acordo com as necessidades e preferências dos consumidores. A direção, por exemplo, foi recalibrada para ter uma assistência maior nas baixas velocidades e menor nas mais altas.

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Os executivos da Nissan também foram enfáticos ao mencionar a preocupação com a qualidade. Nesse caso, porém, o discurso nem sempre encontrou sustentação real. Entre os pontos positivos, há o trilho do banco do motorista com ajuste milimétrico e portas com duas borrachas de vedação. Mas há também os negativos, como reflexo do painel no para-brisa, cinto de segurança que atrapalha o ajuste da inclinação do banco, o plástico do painel que não esconde as marcas do compartimento do airbag e, na unidade avaliada, a alavanca de regulagem de altura do banco do motorista que emperrava.

Apesar da ênfase e do ânimo dos executivos da marca, o Versa continua a ser um sedã de entrada

com acabamento e qualidade de construção típicos desse segmento.

VEREDICTO

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O Versa continua espaçoso como sempre e aumentou seu custo-benefício. Ganhou motor 1.0 e ficou mais confortável e gostoso de dirigir.

★★★★

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