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Longa duração: levamos nosso Chevrolet Onix Plus para investigar panes

Bateria descarregada sem motivo aparente e falha ao dar partida acometem nosso Onix Plus, mas nada ficou registrado em seus módulos eletrônicos

Por Henrique Rodriguez Atualizado em 18 out 2020, 23h31 - Publicado em 19 out 2020, 08h00
Leonardo Barboza/Quatro Rodas

O mês foi movimentado para nosso Chevrolet Onix Plus. A bateria, que suportou o momento mais intenso do isolamento social, descarregou de um dia para o outro.

“Difícil dizer se algo ficou ligado, pois a central desliga ao abrir a porta, os faróis são temporizados e os sistemas costumam ter proteção para preservar a carga. A bateria do Onix Turbo é forte, tem 70 Ah, e mesmo assim nem a chave presencial nem o alarme funcionaram. Precisei destrancar o carro com a chave física”, conta o repórter Gabriel Aguiar.

O resgate do seguro deu carga e não houve mais problemas com a bateria. Mas o computador de bordo pediu a reprogramação dos vidros elétricos na partida, pois a função “um toque” só estava funcionando no vidro dianteiro direito. 

Reprogramação dos vidros elétricos

Muitos proprietários entraram em contato com QUATRO RODAS a respeito da perda de memória da programação dos vidros elétricos dos Onix e Onix Plus. Também encontramos um boletim da GM para sua rede de concessionárias explicando em quais circunstâncias isso pode ser necessário.

  • Diferente de outros carros da Chevrolet, a família Onix (incluso o novo Tracker) tem a função “um toque” dos vidros baseado no tempo de acionamento dos interruptores e não por estágio duplo. A programação é necessária justamente para que esta função esteja disponível nos interruptores e também no acionamento na chave.

    De acordo com o boletim, divulgado do fim de 2019, “o painel de instrumentos pode indicar a necessidade de fazer o aprendizado (na forma escrita para os modelos LT, LTZ e Premier, ou na forma dos códigos 59, 60, 61 e 62 para as versões LS) se ocorrer:

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    • Qualquer desconexão da bateria;
    • Acionamento do interruptor para fechar ou abrir os vidros de forma repetida e em um curto intervalo de tempo;
    • Acionamento do anti-esmagamento, por 2 vezes, independente do intervalo que ocorra entre os acionamentos;
    • Esforço excessivo durante os acionamentos para fechar, podendo ter uma anomalia física, como guarnição/canaleta mal posicionada.

    Operações do sistema: Ao acionar o controle remoto para o fechamento e os vidros estiverem aprendidos, os mesmos iniciam o fechamento, caso seja acionado e for acionado mais 1 vez durante o fechamento do vidro, o mesmo irá parar o processo. O vidro fica aberto na posição que estava, e volta a fechar se acionar o controle novamente. Em caso de perda do aprendizado de uma das portas, basta fechar totalmente o vidro e segurar o interruptor por 2s.”

    Nossas tentativas de configuração foram muitas, baseadas na operação indicada pelo carro, mas só o piloto de teste Leonardo Barboza, em sua segunda tentativa, conseguiu concluir o procedimento com sucesso. Isso também serviu para notar que os vidros traseiros estão bem mais lentos.

    Leonardo Barboza/Quatro Rodas

    De qualquer forma, é importante o proprietário procurar um concessionário Chevrolet caso o procedimento informado no computador de bordo não funcione. E isso vale para qualquer falha apresentada pelo carro: comunique a fabricante via 0800 para que ela tenha noção da dimensão do número de ocorrências similares.

    Dificuldade na partida

    Em viagem a Araçariguama (SP), o técnico Fabio Fukuda, da Fukuda Motorcenter, teve dificuldade na volta. “Deu um estouro no coletor de admissão, a luz de injeção acendeu e o motor não pegou. Isso é sinal de que houve excesso de combustível naquele momento, ou de desgaste da vela, o que não é o caso do Onix ainda. Na segunda tentativa pegou normalmente.”

    Descobrimos que um dos recalls brancos feitos na última revisão foram para evitar leitura errada do sensor de oxigênio secundário, que faria a luz de injeção acender. O outro, evitaria dificuldade de partida do motor, mas devido ao imobilizador.

    Então aproveitamos a ida à concessionária Absoluta para trocar o filtro de cabine (R$ 68 e R$ 25 de mão de obra), que ficou pendente no serviço de 20.000 km, e pedimos uma verificação no scanner em busca de registros de erros. O scanner foi conectado ao carro mas nenhum erro foi identificado em seus módulos eletrônicos.

    Chevrolet Onix Plus – 23.622 km

    Ficha técnica:
    Versão: Premier 1.0 12V Turbo
    Motor: 3 cilindros, dianteiro, transversal, 999 cm3, 12V, turbo, 116/116 cv a 5.500 rpm, 16,8/16,3 mkgf
    a 2.000 rpm
    Câmbio: Automático, 6 marchas, tração dianteira
    Seguro: R$ 1.112 (Perfil Quatro Rodas)
    Revisões: Até 60.000 km – R$ 3.012
    Gasto no mês: Combustível: R$ 1.008
    Filtro de cabine: R$ 93
    Consumo: No mês: 13,1 km/l com 36,8% de rodagem na cidade
    Desde dez/19: 12,2 km/l com 28,1% de rodagem na cidade
    Combustível: Flex (gasolina)

     

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