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Longa Duração: câmbio do Tiggo 5X começa a patinar e “brigar” com ladeiras

Hesitação do câmbio ao subir ladeiras segue incomodando, mesmo após passar pela segunda revisão - que foi mais barata do que o previsto

Por Péricles Malheiros - Atualizado em 7 jan 2020, 08h00 - Publicado em 7 jan 2020, 07h00
Câmbio continua hesitando na hora de encarar uma ladeira Christian Castanho/Quatro Rodas

O que começou com reclamações esporádicas, notadas por três integrantes da equipe de QUATRO RODAS, hoje já é uma anotação constante no diário de bordo e quase unânime.

Ao entrar em baixa velocidade numa via ladeira acima, o câmbio demora para reduzir de segunda para primeira.

O problema é agravado pelo fato de que o câmbio insiste em tentar vencer a inclinação, gerando uma forte trepidação e muito ruído já que o descompasso faz com que a rotação do motor se eleve sem que haja transmissão efetiva de fora para o eixo dianteiro. Somente quando o movimento praticamente cessa é que a primeira é engatada.

“No caminho de casa até a escola da minha filha, encaro exatamente essa condição. De tanto ouvir buzinadas de outros motoristas, mudei o jeito de dirigir. Quando vou sair da rua plana e entrar na ladeira acima, engato a primeira manualmente”, conta o nosso editor de arte Fabio Black.

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O câmbio, fornecido pela Getrag, é uma evolução do Powershift, conforme apontado exclusivamente por QUATRO RODAS, e cujos problemas ainda causam arrepios nos consumidores e na própria Ford.

Que, para acalmar os ânimos diante de tanta reclamação de seus clientes, acabou promovendo o reparo gratuitamente e ampliando o prazo de garantia dos carros de três para cinco anos.

No Tiggo 5X, pelo menos até agora, os incômodos relativos ao câmbio são muito menos alarmantes.

O que desanima mesmo é a incapacidade da rede de colocar um fim no que tem funcionado inadequadamente.

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Tanto na primeira revisão como agora, na segunda, feita na Nova Chery, em São José dos Campos (SP), relatamos o desentendimento entre motor e câmbio ao encarar uma ladeira.

A resposta foi a mesma (“fizemos uma atualização da central eletrônica”), assim como a nossa decepção diante da inocuidade da manutenção.

“Talvez por efeito psicológico, até achei que o desempenho melhorou, mas bastou levar minha filha à escola para o Tiggo patinar, vibrar e demorar para iniciar a subida na marcha certa. E tome buzinada”, conta Black, que avaliou o SUV após as duas revisões.

E não foi só ele que notou: outros integrantes da redação relataram que não sentiram melhoria.

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Mas de uma coisa não podemos reclamar: todos os serviços da revisão foram prestados a contento e recebemos até um descontinho: apesar de o site da Chery indicar R$ 665, pagamos R$ 632.

Entre os extras, película nos vidros (R$ 350) e alinhamento e balanceamento (R$ 166).

Tiggo 5X – 20.202 km

Ficha técnica:  Chery Tiggo 5X
Versão: TXS 1.5 16V Turbo
Motor: 4 cilindros, dianteiro, transversal, 16V, turbo, 150/147 cv a 5.500 rpm, 21,4 mkgf a 1.750 rpm
Câmbio: Automatizado, dupla embreagem, 6 marchas
Combustível: flex (gasolina)
Seguro: 1.817 (Perfil Quatro Rodas)
Consumo: No mês: 8,2 km/l com 36,1% de rodagem na cidade

Desde jul/2019: 8,8 km/l com 27,5% de rodagem na cidade

Revisões: Até 60.000 km – R$ 3.691
Gastos no mês: Combustível: R$ 1.481
Revisão: R$ 632
Alinhamento: R$ 166
Película: R$ 350

 

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