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Longa Duração: a misteriosa luz de emergência no painel do Renault Kwid

Com o Prius batido, Kwid encara viagem de 3.000 km para o DF. Consumo, freios e luz de emergência são destaques, nem todos positivos

Por Péricles Malheiros - Atualizado em 27 nov 2019, 12h09 - Publicado em 30 abr 2019, 07h00
Kwid em Planaltina (DF).Viagem de mais de 1.000 km Péricles Malheiros/Quatro Rodas

O mês anterior encerrou com o Toyota Prius às vésperas de uma viagem, mas um acidente mudou os planos.

“Minha saída rumo a Sobradinho (DF) estava marcada para algumas horas após a colisão. Sensibilizado com o fato de que eu estava indo para o aniversário do meu filho, o repórter Henrique Rodriguez cedeu o Renault Kwid com o qual iria para o Rio de Janeiro”, diz Péricles Malheiros, editor de Longa Duração.

“O trecho da ida exigiu uma dose extra de paciência e cuidado. Um tanto leve, o carro sofre com a ação de ventos laterais, acima de 100, 110 km/h”, acrescenta.

“Mas nada se compara ao freio. Com ação inicial lenta em relação à pressão sobre o pedal e pouco efetiva em frenagens longas, é preciso muita cautela na estrada. Tomei alguns sustos ao me aproximar de lombadas mal sinalizadas”, completa Péricles.

Mas o editor também ressaltou alguns pontos fortes do Kwid:

“Sob chuva intensa, os pneus estreitos (165/70 R13) davam poucos sinais da quilometragem avançada, perdendo contato com a pista somente em trechos com grande volume de água, mas voltando ao controle rapidamente, sem surpresas.”

Dentro do que se pode esperar de um carro de baixo custo, até que o Kwid empolgou nosso editor:

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“Não deu sustos em curvas, foi bem nas retomadas e, em alguns trechos, fez média superior a 18 km/l de gasolina, carregado e com ar-condicionado ligado.”

Sinal de alerta

Luz de alerta: ativação inadvertida Alexandre Battibugli/Quatro Rodas

O único problema foi o acendimento de uma luz de emergência no painel, relacionada ao sistema de bloqueio de partida.

Segundo o manual, quando ela permanece acesa após a tentativa de ignição, indica que não houve a identificação do código da chave e pode, assim, não permitir a partida do motor.

Entretanto, quando acende depois que o veículo já foi ligado, significa que pode haver uma falha no funcionamento geral do sistema. Atentos a isso e seguindo a orientação do próprio manual, procuramos uma concessionária já no Distrito Federal.

“Não se preocupe: é só uma falha do sensor de posição do pedal do acelerador. Já tenho 17 peças [de outros clientes com o mesmo problema] encomendadas. Pode retornar a São Paulo sem medo”, disse o consultor da autorizada France Colorado, de Sobradinho (DF).

Como o carro se aproxima dos 50.000 km, pediremos uma solução para a luz de alerta na revisão.

Renault Kwid – 46.932 km

Consumo

  • No mês:14 km/l com 8,4% de rodagem na cidade
  • Desde mar/18: 15,2 km/l com 25,9% de rodagem na cidade
  • Combustível: flex (gasolina)

Ficha técnica

  • Versão: 1.0 12V Intense
  • Motor: 3 cil., diant., transv., 999 cm3, 12V, 70/66 cv a 5.500 rpm, 9,8/9,4 mkgf a 4.250 rpm
  • Câmbio: manual, 5 marchas
  • Seguro (perfil QUATRO RODAS): R$ 2.493
  • Revisões (até 60.000 Km): R$ 2.688
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