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KTM Super Duke 990

A novidade para 2012 é a opção de cor oliva: a moto continua atual e divertida

Por Ismael Baubeta | fotos: Christian Castanho e Marco de Bari Atualizado em 9 nov 2016, 11h56 - Publicado em 17 fev 2012, 16h23
KTM Super Duke 990

A KTM Super Duke 990 chega em 2012 oferecendo a cor verde-oliva como opcional ao tradicionalíssimo laranja, oficial da marca. Tecnicamente, o modelo segue idêntico.

O design moderno da Super Duke, a qualidade de construção e acabamento e a fina tecnologia aplicada pela marca de Mattighoffen vêm conquistando novos consumidores. A empresa anunciou o início de produção em Manaus para este primeiro trimestre.

A Super Duke 990 é pequena para uma “mil”. Compacta e alta (tem 85 cm no banco), ganha em agilidade e no uso urbano. O tanque, ao estilo vulcão, de linhas retilíneas, acentua a impressão de maior altura. Ao montar, essa impressão desaparece. A silhueta esguia a faz encaixar muito bem entre as pernas, facilitando a pilotagem e o jogo de corpo.

A KTM mantém as linhas retas e os ângulos acentuados nas abas laterais e no para-lama dianteiro, que tem uma dobra longitudinal de fora a fora. O farol tem forma de escudo e é encaixado numa peça em preto fosco pontiaguda como um par de ferrões. No topo do conjunto, uma minúscula carenagem protege o painel: combinação de contagiros analógico redondo com velocímetro e demais informações em LCD.

O design do spoiler do radiador de óleo embaixo do motor, onde o preto predomina, segue a linha de ângulos e pontas agressivas à frente. O quadro em treliça tubular fica exposto. Ele envolve o motor, confere rigidez ao conjunto ciclístico e valoriza o visual.

A traseira é compacta. O banco é ladeado por duas laterais de plástico combinadas com peças de aço escovado que protegem as ponteiras. O garupa tem que tomar cuidado para não encostar as mãos no escape quente. No fim do banco, uma pequena lanterna de leds e o minúsculo para-lama: quase um mero suporte de placa.

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O visual é atraente, mas é elemento coadjuvante: o pacote técnico é o protagonista. O motorzão LC8, de 999 cc V2 a 75 graus com oito válvulas e duplo comando no cabeçote, desenvolve excelentes 120 cv a 9 000 rpm e torque de 10,2 mkgf a 7 000. Exige respeito e alguma experiência para a tocada mais radical, proporcionando as emoções vertiginosas de uma montanha-russa.

As suspensões White Power – marca da própria KTM – copiam com facilidade as imperfeições do asfalto e oferecem todo tipo de regulagem: pré-carga de mola, compressão e retorno da passagem hidráulica, adaptando-se a cada estilo de pilotagem e a diferentes utilizações, como cidade, estrada ou pista.

Para conter toda a volúpia do V2 “mil” foram montados dois discos de 320 mm de diâmetro na dianteira, mordidos por pinças radiais de quatro pistões da italiana Brembo. Na traseira, um disco de 240 mm com pinça de dois pistões dá conta do recado, plenamente. Os freios são potentes e têm pegada de superesportiva, exigindo certo cuidado e progressividade na pressão dos comandos – para tirar o melhor proveito e não exagerar na dose.

Andar com essa KTM faz sentir as octanas na corrente sanguínea, superdivertido. Nas saídas dos semáforos, o mundo ao redor parece congelado, a roda teima em sair do asfalto e as curvas chegam rápido.

É muito fácil colocá-la na trajetória ideal: as mudanças de sentido são bem rápidas e ariscas. É um estilo de tocada que merece atenção, porque a moto balança quando há muitas irregularidades no piso, característica de modelos com entre-eixos curto.

Os ótimos pneus Pirelli Super Corsa têm aderência para chegar ao limite de inclinação sem preocupações. A Super Duke é definitivamente uma delícia de pilotar. Ficou bonita na cor verde, sem dúvida, mas o laranja tem o apelo das pistas e da identidade da marca.

VEREDICTO

Diversão garantida, exclusividade, excelente tecnologia e acabamento e montagem no Brasil em breve. Seguro barato e pouco visada. As motos da marca austríaca devem se tornar mais presentes no mercado brasileiro a partir da anunciada montagem em Manaus.

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