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Jeep Commander é mais que um Compass de 7 lugares e estreia por R$ 199.990

Primeiro Jeep desenvolvido fora dos EUA estreia com dois motores, duas versões e sem opcionais para brigar com SUVs médios e grandes

Por Henrique Rodriguez Atualizado em 26 ago 2021, 12h19 - Publicado em 26 ago 2021, 10h00
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Divulgação/Jeep

Toda a expectativa por um Compass de sete lugares, anos atrás, não era infundada. O projeto original previa adaptar uma terceira fila de assentos no SUV médio e só. Dá para dizer que o Jeep Commander, o primeiro carro da marca concebido e desenvolvido fora dos Estados Unidos, saiu muito melhor que a encomenda.

De cara, vale dizer que o Jeep Commander será vendido em apenas duas versões: Limited e Overland, ambas sem opcionais. O que o cliente poderá escolher é as cores do acabamento interno e as cores da carroceria, sem custo extra, e o motor (o 1.3 GSE Turbo flex de 185 cv ou o 2.0 Multujet, turbodiesel, de 170 cv). Os preços partem dos R$ 199.990 na Limited flex e chegam aos R$ 279.990 na Overland diesel.

Confira todos os preços do Jeep Commander 2022:

  • Commander Limited 1.3 Turbo – R$ 199.990
  • Commander Overland 1.3 Turbo – R$ 219.990
  • Commander Limited 2.0 TD 4X4 – R$ 259.990
  • Commander Overland 2.0 TD 4X4 – R$ 279.990

O Commander entra em pré-venda hoje, mediante sinal de R$ 5.000, e dura até 7 de outubro. A promessa da Jeep é faturar essas unidades até 31 de outubro.

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Divulgação/Jeep

A estratégia é clara: concorrer tanto com os Caoa Chery Tiggo 8 (R$ 185.890), Mitsubishi Outlander (de R$ 208.990 a R$ 283.990) e Volkswagen Tiguan R-Line (R$ 236.090), quanto ser uma alternativa mais versátil e tecnológica que os SUVs com chassis, Chevrolet Trailblazer (R$ 325.090) e Toyota SW4 (de R$ 252.590 a R$ 359.790).

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    Quais as diferenças entre Compass e Commander?

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    Divulgação/Jeep

    A Jeep diz que tudo muda, pelo menos na estrutura. Embora a plataforma seja a conhecida Small Wide, presente, também, em Fiat Toro e Jeep Renegade, o Commander tem sua própria variante. Bitolas dianteira e traseira foram ampliadas em 4 cm, o que se traduz em carroceria 3,9 cm mais larga (especialmente na traseira, chegando a 1,82 m) e obrigou a Jeep a criar conjuntos de suspensões (sempre McPherson nos dois eixos), coxins e sistema de direção específicos para o SUV de sete lugares.

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    Divulgação/Jeep

    Nada da lataria é compartilhado com o Compass. Até porque o Commander também é 4,3 cm mais alto (1,68 m) e 34,5 cm mais comprido – são 4,77 m no total. Deste ganho, 16 cm ficaram no entre-eixos mais longo, que chega a 2,79 m. E grande parte dos 18,5 cm restantes foram para o balanço traseiro, para permitir a instalação da terceira fila de assentos sem comprometer tanto o porta-malas.

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    Divulgação/Jeep

    Por falar no compartimento, sua capacidade mínima, com a terceira fila de assentos armada, tem 233 litros (2l a menos que no Fiat Mobi). Ao rebater os bancos extras, o assoalho fica plano e a capacidade aumenta para 661 litros líquidos. Rebata a segunda fila e o total será de 1.760 litros.

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    Divulgação/Jeep

    Também tentaram dar alguma personalidade ao visual. Na frente, os faróis full-led com setas sequenciais (como no Tiggo 8) são exclusivos e visualmente integrados com a grade, formando um conjunto que remete ao novo Grand Cherokee L. Destaque para as barras prateadas com efeito de aço escovado que envolvem os faróis e também aparece no para-choque, interligando visualmente as luzes diurnas de leds – que, por sinal, não substituem os faróis de neblina, que não foram esquecidos.

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    Divulgação/Jeep

    A lateral exibe linha se cintura reta e uma longa moldura prateada para os vidros que acaba na base da última coluna, bem larga. O teto é sempre pintado de preto. A traseira também é exclusiva do Commander 2022, com lanternas estreitinhas e instaladas rente ao vidro traseiro. Tampa do porta-malas e para-choque também são exclusivos.

    O que é igual no Commander e no Compass?

    O motor 1.3 GSE turbo de 185 cv e 27,5 kgfm (a 1.750 rpm) e o câmbio automático de seis marchas são rigorosamente iguais, muda apenas o mapa de resposta dos dois. O painel também é o mesmo, sempre com quadro de instrumentos digital e com a central multimídia com tela de 10,1 polegadas. A diferença fica por conta dos apliques de suede na faixa central do painel e na aplicação de couro na lateral do console central, que fica ligeiramente mais largo.

    O acabamento dos bancos também é exclusivo do Commander. Para o Limited, há opção de acabamento interno preto ou cinza claro. Para o Overland, a escolha é entre cinza claro e marrom.

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    Divulgação/Jeep

    Voltando aos motores, o 2.0 Multijet turbodiesel manteve os 170 cv, mas ganhou mais torque. São 38,78 kgfm ante os 35,7 kgfm disponível em Compass e Toro. Assim como no SUV médio, o Commander depende de Arla 32 para alcançar as exigências de emissões do PL7, mas foi a adoção de novo turbocompressor e novo mapa de calibração que fizeram a diferença. Contudo, o Commander também tem volante do motor e conversor de torque exclusivos.

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    Divulgação/Jeep

    O câmbio é automático de nove marchas e a tração 4×4 com distribuição de força entre os eixos automática e modos de operação predefinidos estão mantidos. E também tiveram sua programação ajustada para o SUV maior e mais pesado. A propósito, a versão diesel chega aos 1.908 kg – 145 kg a mais que um Compass Trailhawk.

    Como é o espaço no Jeep Commander?

    Para motorista e carona praticamente não há diferença. Na segunda fila, porém, há mais espaço para ombros e cabeça e especialmente para as pernas. Ela ainda pode correr 14 cm em trilhos, tanto para facilitar o acesso à terceira fila quanto para negociar o espaço para as pernas de quem vai ali.

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    Divulgação/Jeep

    A propósito, se fosse apenas um Compass mais longo o Commander seria apertado nos últimos dois bancos. Mas não é. Ainda que um adulto de 1,80 m fique praticamente sentado de cócoras ali, por conta do assento baixo, há espaço para colocar os pés sob a segunda fila e é possível reclinar o encosto. E quem vai na frente não precisa se apertar para sobrar espaço atrás.

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    Divulgação/Jeep

    A turma do fundão ainda tem a disposição porta-copos, porta-objetos e uma tomada USB exclusiva. Além disso, a saída de ar-condicionado para os bancos traseiros, localizada entre os dianteiros, tem ventilador exclusivo para fazer com que o ar fresco chegue até a última fileira.

    Como o Jeep Commander anda?

    Quase como um Compass. Quase. O motorista não percebe ao volante o puxadinho na traseira, como em outros carros da categoria. Seja em manobras, seja pelo peso deslocado para trás que diminuiria o momento de inércia do carro. Tudo isso foi compensado pelo entre-eixos maior, pelas bitolas mais largas e especialmente pela suspensão com acerto específico.

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    Divulgação/Jeep

    Na prática, o Jeep Commander tem rodar mais suave que o do Compass. A primeira fase de compressão da suspensão filtra melhor as pequenas imperfeições do piso e isso torna o rodar menos áspero. Ao mesmo tempo, a traseira não chegou a ficar boba ou molenga demais ao fazer curvas mais fortes ou em alta velocidade.

    Esse comportamento da suspensão também é importante no off-road, onde o Commander preserva as principais qualidades do Compass. Com 21,4 cm de vão livre, o Commander diesel perde só 0,4 cm na comparação com um Compass Trailhawk.

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    Divulgação/Jeep

    A questão é que o entre-eixos 16 cm mais longo deixa o meio do carro mais vulnerável a raspões no topo de uma rampa, por exemplo. No Commander flex o vão livre é de 20,9 cm e o ângulo de ataque é de 21°, 5° a menos que no diesel por conta de alteração no para-choque frontal.

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    Divulgação/Jeep

    No Commander turboflex há mais fôlego nas saídas do que no Compass. E isso foi proposital: a alteração nos mapas de motor, pedais e direção foram definidos par mitigar qualquer sensação letárgica que o motor poderia transmitir por conta do peso maior. E as sensações ficam ainda melhores com o modo Sport ativado.

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    Divulgação/Jeep

    Além de ficar mais bem disposto e afeito às altas rotações, o Commander assume uma postura mais permissiva dos controles de tração e estabilidade. Por exemplo, no circuito onde tivemos contato com o carro, era possível contornar uma curva a mais de 100 km/h quando em modo Sport. No modo Normal, os controles de segurança “seguravam” a entrega de força a partir dos 80 km/h.

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    Divulgação/Jeep

    Nas acelerações, nenhum dos motores sofre. A Jeep ainda não liberou os carros para nosso teste exclusivo em pista, mas declara aceleração de 0 a 100 km/h em 11,6 s para o Overland diesel e em 10,4 s (gasolina) e 9,5 s (álcool) para o Limited flex.

    Como é o consumo do Jeep Commander?

    Os números divulgados pela Jeep, de homologação junto ao Conpet, são os seguintes:

    Commander 1.3 Turbo flex:

    • Urbano: 9,8 km/l (gasolina)/ 6,9 km/l (etanol)
    • Estrada: 11,8 km/l (gasolina)/ 8,3 km/l (etanol)

    Commander 2.0 diesel:

    • Urbano: 10,3 km/l
    • Estrada: 12,9 km/l

    Versões e equipamentos de série do Jeep Commander:

    Commander Limited:

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    Divulgação/Jeep

    Desde a versão Limited há rodas de liga leve de 18 polegafas, farói full Led, bancos em couro e suede preto e acabamento interno preto, quadro de instrumentos digital de 10,25”, central multimídia de 10,1” com plataforma Adventure Intelligence e espelhamento sem fio, carregador de celular por indução, chave presencial, banco dianteiro com ajustes elétricos e abertura elétrica do porta-malas. Além dos sete airbags e dos sistemas de direção autônoma (assistente de permanência em faixa, alerta de pontos cegos, piloto automático adaptativo, etc…)

    A versão T270 turbo flex 4×2 tem Traction Control+, enquanto a diesel tem modo 4×4 Low, seletor de terrenos com três modos (Sand/Mud, Snow e Auto) e Hill Descent Control.

    Commander Overland:

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    Divulgação/Jeep

    Soma rodas liga leve de 19” e bancos em couro e suede marrom, além do teto solar panorâmico, sistema de som premium Harman Kardon, banco de passageiro elétrico, porta-malas com sensor de presença e tomadas de 127v.  Ela ainda traz Adventure Intelligence Plus com Alexa embarcada. A configuração TD380, além de tudo que há na Limited Turbo Diesel, tem molduras inferiores na mesma cor do veículo e Jeep Off-Road Pages.

    Ficha Técnica – Jeep Commander Limited 1.3 GSE Turbo

    • Motor: flex, dianteiro, transversal, 4 cil., 16V, turbo, 1.332 cm³, 185/180 cv a 3.750 rpm, 27,5 kgfm a 1.750
    • Câmbio: automático, 6 marchas, tração dianteira
    • Suspensão: McPherson
    • Freios: disco ventilado (dianteira) e disco sólido (traseira)
    • Direção: elétrica
    • Rodas e pneus: liga leve, 235/50 R19
    • Dimensões: comprimento, 476,9 cm; largura, 185,9 cm; altura, 168 cm; entre-eixos, 279,4 cm; porta-malas, 233-661-1.760 l; peso, 1.715 kg

    Ficha Técnica – Jeep Commander Overland 2.0 Turbodiesel

    • Motor: diesel, dianteiro, transversal, 4 cilindros, 16V, 1.956 cm³, 170cv e 38,7 kgfm 
    • Câmbio: automático, 9 marchas, tração 4×4
    • Suspensão: McPherson
    • Freios: disco ventilado (dianteira) e disco sólido (traseira)
    • Direção: elétrica
    • Rodas e pneus: liga leve, 235/50 R19
    • Dimensões: comprimento, 476,9 cm; altura, 170 cm; largura, 185,9 cm; entre-eixos, 279,4 cm; ; porta-malas, 233-661-1.760 l; peso, 1.908 kg

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    Capa quatro rodas 748 agosto 2021

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