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Fim do mistério?

Por Redação 23 ago 2011, 20h35

Por Péricles Malheiros

8472 km

Na edição passada, contamos a peregrinação do J3 por concessionárias JAC. Foram quatro visitas a duas autorizadas de São Paulo, a JAC Brás Leme e a JAC Nações Unidas. Todas em vão: nenhuma delas conseguiu encontrar a razão para as repetidas queimas de fusível dos vidros elétricos. Tentamos até uma oficina autoelétrica independente, a São José, mas o diagnóstico foi desanimador: “Fiz uma análise visual e suspeitei apenas do conector do chicote do vidro elétrico da porta traseira direita, que parecia avariado”, disse o técnico Rubens Umekita. Bem observado: esse componente havia sido apontado como a causa do problema também pela JAC Nações Unidas, o que explicava os sinais de violação.

Sem saída, procuramos uma terceira concessionária, a JAC Alphaville, em Barueri, cidade vizinha de São Paulo. O trauma após tantas idas e vindas atrás de uma solução ainda não nos permite comemorar, mas, 15 dias depois de sair da concessionária, o defeito parecia solucionado. “Depois de detectar o problema, rodamos em diversas condições. Passamos por buracos, torcemos a carroceria em valetas e lombadas e acionamos outros equipamentos e nada de o fusível queimar”, disse o consultor técnico da JAC Alphaville. “Mas qual era o problema?”, perguntamos. “O conector do chicote do vidro elétrico da porta traseira direita. Aliás, deu para ver que a peça já foi mexida”, respondeu. Ou seja, se esse for de fato o defeito, a JAC Nações Unidas errou ainda mais feio, pois tentou reparar uma peça que deveria ter sido trocada.

De volta à normalidade, o hatch rodou 31,2% de sua quilometragem em trechos urbanos, o menor percentual desde a estreia no Longa Duração, em maio de 2011. E arrancou elogios de quem o pilotou na estrada: “Além de confortável, ele se mostrou seguro na chuva. As palhetas tipo flat-blade são eficientes mesmo sob chuva intensa”, disse o fotógrafo Silvio Gioia.

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Principais ocorrências:

8003 km: substituição do chicote do vidro elétrico da porta traseira direita

Consumo:

No mês (31,2% na cidade): Gasolina – 12,5 km/l

Desde maio/11 (39,6% na cidade): Gasolina – 11,3 km/l


Palhetas flat-blade são mais eficientes que as convencionais. Mas são caras: 118 reais o par (esq.); Ao desligar a ignição, o rádio volta a tocar as músicas do início da lista salva no pendrive (dir.).

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