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Trajetória da equipe Fittipaldi na F1 vai virar filme

Única equipe brasileira de F-1, a Escuderia Fittipaldi ganhará em 2017 um filme que conta os bastidores da sua história no automobilismo

Por Isadora Carvalho - 3 jan 2017, 16h10
Emerson e Wilsinho trabalham na fabricação do primeiro chassi em 1974
Emerson e Wilsinho trabalham na fabricação do primeiro chassi em 1974 Cláudio Laranjeira

A carreira de Emerson Fittipaldi foi marcada por pioneirismos. Um deles foi ser o primeiro piloto brasileiro campeão mundial de Fórmula 1. O outro, não menos importante, foi ser responsável pela criação da primeira equipe brasileira na categoria: a Escuderia Fittipaldi, também conhecida por Copersucar, nome do seu principal patrocinador.

Sua história foi cercada por muita polêmica e surpresas. E para contar com riqueza um dos capítulos mais importantes do Brasil na Fórmula 1, será lançado em 2017 o filme As Asas de Ícaro – A Verdadeira História da Equipe Fittipaldi.

Foram oito anos no grid, entre 1975 e 1982, e agora, depois de 34 anos do seu fim, todos os envolvidos ganharam a chance de contar o seu ponto de vista.

“O filme desmistifica histórias que mostravam a equipe como um grande fracasso e vai contar como tudo aconteceu na realidade”, diz Wilson Fittipaldi, irmão de Emerson e ex-chefe de equipe e piloto no primeiro ano. “Sofremos muita pressão por bons resultados, afinal tínhamos como piloto o Emerson, bicampeão mundial e que havia abandonado a McLaren para seguir um sonho.”

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Teste do primeiro carro em Interlagos, a poucos dias da estreia, em 1975
Teste do primeiro carro em Interlagos, a poucos dias da estreia, em 1975 Cláudio Laranjeira

Além da explicação do seus percalços, o documentário também relata histórias emocionantes. A mais emblemática é a conquista do segundo lugar no GP do Brasil de 1978, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Com o Emerson ao volante, o time conquistou o quinto lugar no grid, mas no domingo, quando deram a primeira partida, descobriram um problema no motor de arranque.

“Seriam pelo menos 40 minutos no conserto e perderíamos a largada. Porém, tínhamos um carro reserva, que havia passado pelos mesmos ajustes do original, e decidimos arriscar”, relata Wilsinho. “Para nossa surpresa, o fórmula reserva, que nunca tinha andado, nos levou ao segundo lugar, o nosso melhor resultado da Fórmula 1.”

Emerson comemora o 2º lugar no GP do Brasil de 1978
Emerson comemora o 2º lugar no GP do Brasil de 1978 José Pinto

Entre os principais depoimentos estão o do engenheiro e projetista Ricardo Divila e dos pilotos Ingo Hoffmann, Alex Dias Ribeiro e Chico Serra, além dos jornalistas Lito Cavalcanti e Castilho de Andrade.

Ricardo Divila foi o projetista de todos os modelos da equipe Fittipaldi
Ricardo Divila foi o projetista de todos os modelos da equipe Fittipaldi Cláudio Laranjeira/Quatro Rodas

O longa com assinatura do diretor Fernando Dourado e da Itoby Filmes estreia no primeiro semestre de 2017, junto com um livro com imagens inéditas do fotógrafo especialista em automobilismo Claudio Larangeira.

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