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Teste: Ford Ranger Storm chama mais atenção pelo preço que pelo visual

Versão cheia de adereços é mais barata que a XLS e tem motor mais forte, a melhor suspensão da linha e elementos visuais importados do mundo inteiro

Por Henrique Rodriguez - Atualizado em 3 abr 2020, 14h03 - Publicado em 31 mar 2020, 14h15
Versão de produção abriu mão de para-choque dianteiro mais ousado Fernando Pires/Quatro Rodas

Do conceito apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo de 2018 para a versão de produção, muita coisa mudou na Ford Ranger Storm.

Saíram os faróis com leds diurnos integrados, o para-choque dianteiro com parte central preta e peça simulando quebra-mato, os borrachões laterais e o enorme adesivo preto fosco que quase envolvia toda a caçamba.

Ranger Storm Concept Ford/Divulgação

É que o projeto mudou. Se a Ranger Storm que vimos há quase dois anos parecia querer se afirmar como uma opção topo de linha para concorrer com a Chevrolet S10 High Country, a versão de produção leva aquela pegada aventureira para um patamar de preço intermediário.

O santoantonio
da Storm é preparado para cargas mais pesadas Fernando Pires/Quatro Rodas

A Ford diz que o foco são pessoas que abrem mão dos recursos tecnológicos das versões mais completas, mas não da força.

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Isso explica a Storm ser baseada na versão XLS, vendida apenas com motor 2.2 turbodiesel de 160 cv, mas ter recebido o motor das XLT e Limited, um cinco cilindros 3.2 turbodiesel com 200 cv, câmbio automático de seis marchas e tração 4×4 com bloqueio do diferencial traseiro.

Snorkel e capota marítima são acessórios e custam juntos R$ 5.660, mas serão brindes para os 60 primeiros proprietários Fernando Pires/Quatro Rodas

O acerto da suspensão também vem das versões mais caras e garante rodar confortável mesmo sem carga.

Com tudo isso, a Ranger Storm ainda é mais barata. Custa R$ 150.990, contra os R$ 151.790 pedidos pela XLS 2.2 4X4 com câmbio manual (a Ford garante que não pretende reduzir os preços das XLS).

Fernando Pires/Quatro Rodas

E não pense que a lista de equipamentos justifica, pois tem tudo que as XLS tem: central multimídia Sync3 com tela de oito polegadas, quadro de instrumentos com duas telas coloridas, ar-condicionado automático de duas zonas, sete airbags, câmera de ré, sensor de estacionamento e controles de estabilidade e de tração.

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Grade da versão Storm é inspirada na Ranger Raptor, mas não abre mão do logo da Ford Fernando Pires/Quatro Rodas

A Storm não é focada no trabalho, mas na praticidade. Por isso, os elementos que sobraram do conceito são os úteis. As molduras nas caixas de roda não só protegem a região, como também reforçam a estrutura e a junção entre para-lamas e para-choques.

Rodas aro 17 são reforçadas, assim como os pneus Fernando Pires/Quatro Rodas

O santoantônio emprestado pela Ranger FX4 americana é fixado em pontos estruturais da caçamba e suporta mais carga que o normal. Os estribos laterais também são reforçados.

Até os adesivos na base das portas e no capô têm durabilidade acima da média, já pesando que a picape ficará mais tempo exposta ao Sol do que os dermatologistas recomendam.

Pacote da versão XLS garante quadro de instrumentos com telas coloridas Fernando Pires/Quatro Rodas

Há mais elementos importados. As lanternas com laterais escurecidas vêm da Ranger Wildtrack, versão aventureira produzida na Ásia, enquanto as rodas aro 17 com pintura preta são sul-africanas.

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Versão tem central Sync3 e ar-condicionado automático de duas zonas Fernando Pires/Quatro Rodas

Elas são reforçadas e favorecem a limpeza, uma característica compartilhada com os pneus Pirelli Scorpion AT+, 60% off-road, que estão sendo lançados junto com esta versão.

Além de sulcos que expulsam lama e pedras com facilidade, têm laterais reforçadas para evitar cortes – um risco que existe tanto no off-road quanto dentro de algumas cidades brasileiras.

A Ranger só tem bancos de couro a partir da versão XLT Fernando Pires/Quatro Rodas

O que há de tão especial neles é fazer tudo isso sem prejudicar o conforto de rodar e o consumo.

Em nossa pista, a Ranger Storm registrou média urbana de 9,1 km/l e rodoviária de 10,9 km/l, contra 8,8 km/l e 11 km/l, respectivamente, da versão Limited. E só de o cliente não ter que trocar os pneus já representa uma economia.

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Seletor de tração é eletrônico Fernando Pires/Quatro Rodas

Considerando o que entrega e o preço, a Ranger Storm é quase imbatível. Nuvens negras se aproximam da Nissan Frontier Attack (R$ 160.850), única rival que consegue se aproximar em proposta e preço.

Teste – Ford Ranger XLS Storm

Aceleração
0 a 100 km/h: 11,2 s
0 a 1.000 m: 32,9 s – 156,8 km/h
Velocidade máxima: n/d

Retomada (em D)
40 a 80 km/h: 4,9 s
60 a 100 km/h: 6,5 s
80 a 120 km/h: 8,6 s

Frenagens
60/80/120 km/h – 0 m: 16,2/28,1/64,2 m

Consumo
Urbano: 9,1 km/l
Rodoviário: 10,9 km/l

Molduras das caixas de roda deixam o visual mais robusto e são estruturais Fernando Pires/Quatro Rodas

Ficha técnica – Ford Ranger XLS Storm 3.2 4X4 AT

  • Preço: R$ 150.990
  • Motor: diesel, dianteiro, longitudinal, 5 cil., 20V, turbo, 3.198 cm3; 200 cv a 3.000 rpm, 47,9 mkgf a 1.750 rpm
  • Câmbio: automático, 6 marchas, tração 4×4 sob demanda
  • Suspensão: McPherson (dianteiro) / eixo rígido (traseiro)
  • Freios: disco ventilado (dianteiro) / tambor (traseiro)
  • Direção: elétrica, 12,2 (diam. giro)
  • Rodas e pneus: liga leve, 265/65 R17
  • Dimensões: comprimento, 535,4 cm; altura, 182,1 cm; largura, 197,7 cm; entre-eixos, 322 cm; vaõ livre do solo, 23,2 cm; ângulos de ataque/saída, 28°/27°; peso, 2.230 kg; tanque, 80l; caçamba, 1.180 l; capacidade de carga, 1.040 kg
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