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SP deixa de arrecadar R$ 55 milhões em multas por causa do coronavírus

Dados divulgados pela prefeitura mostram que cidade registrou 317 mil multas a menos que o registrado nos meses de março e abril de 2019

Por Daniel Telles
3 jun 2020, 07h00
Radares de velocidade têm trabalhado menos na quarentena (Michael Melo/Quatro Rodas)

A quarentena pela pandemia do novo coronavírus começou oficialmente em São Paulo no dia 21 de março, com orientação para a população permanecer em suas casas e proibição do funcionamento de atividades não essenciais.

O decreto foi flexibilizado na última segunda-feira (1º), com liberação de comércios de rua e shoppings centers em quase todo estado.

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Entretanto, QUATRO RODAS reforça a recomendação de que é necessário permanecer em casa o máximo de tempo possível para que a curva de contágio de fato diminua.

Na capital paulista, a diminuição no fluxo de veículos foi visível principalmente no final de março e durante todo o mês de abril, quando as taxas de isolamento social foram as mais altas.

Com menos carros nas ruas, um dos reflexos diretos foi a queda na arrecadação da prefeitura com multas de trânsito.

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geral
Infrações caíram 63% no mês de abril em São Paulo (SP) (Acervo/Quatro Rodas)

Segundo dados preliminares do FMDT (Fundo Municipal de Desenvolvimento de Trânsito), em março de 2019 foram aplicadas 358.029 multas de trânsito na cidade. O mesmo mês deste ano registrou 300.851 infrações, ou seja, 57.178 multas a menos.

Quanto à arrecadação, no terceiro mês de 2019 foram R$ 102.625.126,90 recebidos em multas. Já no mesmo período deste ano, o montante caiu para R$ 90.054.321,66, um déficit de mais de R$ 12 milhões.

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A disparidade dos meses de abril chama ainda mais a atenção. Nesse mês, em 2019, foram arrecadados R$ 117.989.642,47 provenientes de 414.427 multas emitidas.

Já no mesmo período de 2020 a CET (companhia municipal de trânsito) aplicou 154.396 multas, número 63% menor que o do ano anterior. Com isso, os cofres da prefeitura receberam R$ 75.454.456,01, R$ 42,5 milhões a menos que em 2019.

Vale ressaltar que o rodízio veicular esteve suspenso na cidade durante o período e só retornou em maio, primeiro de maneira expandida e depois da forma convencional.

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Valor foi revertido à fiscalização, engenharia de tráfego e corredores de ônibus

Parte das receitas foi empregada na construção e reforma de corredores de ônibus (Pexels/Divulgação)

O site do FMDT também elucida para quais setores os valores arrecadados com multas são revertidos.

No mês de março deste ano, por exemplo, dos R$ 90 milhões recebidos, R$ 77 milhões foram usados em serviços de engenharia de tráfego.

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No mesmo período, R$ 23,2 milhões foram empregados em manutenção e operação do controle e fiscalização de tráfego. O valor é maior que o arrecadado, pois a prefeitura pode empregar recursos de outras áreas no trânsito.

Já em abril, dos R$ 75,4 milhões em multas, R$ 67,8 milhões foram empregados em engenharia de tráfego. Outros R$ 7,6 milhões foram destinados à ampliação e reformas de corredores de ônibus.

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