Seguradora devolve até 50% da apólice para quem não bater o carro

Segurados podem receber de volta uma parte do dinheiro pago na contratação do serviço após 12 meses de participação em grupos exclusivos

(Renato Bacci/Quatro Rodas)

Seguradoras são uma espécie de mal necessário no universo automotivo. Ruim com elas, pior sem. E vida que segue.

A startup Youse está chegando ao mercado com algumas propostas diferentes. Uma delas é devolver ao cliente uma parte do valor da apólice, caso não haja sinistros. Ou seja, se você não bater o carro, uma parte do dinheiro pago volta para o bolso do dono.

Outra novidade do serviço: não é necessário ter corretor. O serviço é todo online, então a Youse promete simplificar a parte burocrática.

Para aderir ao programa de recompensas “Youse Friends”, é necessário que os clientes interessados formem grupo – a partir de duas pessoas já está valendo.

Funciona assim: cada segurado do grupo para um valor de mensalidade, como R$ 100, por exemplo. Se o grupo tiver 20 pessoas, são R$ 2.000 levantados todo mês. Metade desse valor fica sob a guarda da Youse.

Ao final do ano, se nenhum dos participantes tiver se envolvido em sinistros, cada um dos integrantes recebe de volta R$ 600.

Esse sistema, conhecido por “cashback”, já está funcionando em um modelo piloto desde abril. Segundo a empresa, já existem cerca de 3.000 grupos – a maioria formados por duas ou três pessoas.

“Nossa principal intenção com o programa é fomentar as boas atitudes no trânsito e a economia colaborativa”, diz Patrick Larnaudie, gerente de novos negócios da Youse.

Como funciona

Quanto mais gente reunida, maior é a fatia que a empresa coloca no “cofrinho”. Para duas pessoas, a parcela é de 5%; para três, de 10%, e assim por diante, até chegar ao máximo de 50% para as equipes com 20 ou mais pessoas.

Ao final de 12 meses, se ninguém acionar o seguro, cada um recebe a sua parte proporcional na quantia acumulada.

Se alguns seguros forem acionados, mas ainda sobrar dinheiro no caixa do grupo, o pagamento é feito de forma proporcional. Caso o saldo seja zero, ou negativo, ninguém recebe estornos.

De acordo com a empresa, a adesão ao programa é gratuita e os seguros continuam sendo individuais. Em caso de sinistro, o pagamento da franquia fica por conta de cada segurado e não é abatido da reserva.

Diferenciais do seguro online

O seguro online se diferencia dos seguros tradicionais em alguns aspectos. O primeiro é a forma de pagamento: a assinatura mensal é debitada no cartão de crédito.

Também há possibilidade de fazer personalizações da abrangência do serviço. O consumidor pode escolher, por exemplo, se prefere cobertura apenas para colisões de pequena monta ou casos de perda total.

É possível incluir proteção para outros tipo de danos materiais, cobertura de terceiros e até gastos hospitalares. A customização pode tornar os valores mais atrativos do que a média do mercado.

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  1. Alex Moreira

    Isso não é um seguro, porque não tem registro na SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) que é o órgão do governo que regula e fiscaliza o mercado segurador, e caso o cliente tenha problemas com esse tal seguro não poderá reclamar juridicamente como seguro porque não é um seguro registrado na SUSEP. Outro ponto é que não tem o intermédio do Corretor de Seguros, que é o profissional legalizado e registrado na SUSEP para orientar o segurado e cuidar dos direitos do segurado dentro da seguradora (direitos esse desde que esteja amparo perante a lei e que esteja dentro do contrato entre as partes). Sabemos que na maioria dos sinistros de colisão sempre tem problemas em liberação de peças entre outros, e o Corretor de Seguros sempre consegue resolver o problema dessas situações e muitas vezes sem o cliente saber que teve esse problema. Fazer seguro sem corretor é o mesmo que a pessoa processar sem advogado. Esse produto não é recomendado porque o barato no Brasil já está provado que sempre sai caro. É mais fácil buscar um rastreador com seguro do que fazer esse tipo de seguro estranho. Vai a dica.

  2. RODRIGO FARIA

    Reportagem desconstrutiva!!! Incentivam pessoas que nao tem informacao de um mercado, a consumir um produto de ideologia ilegal, sem qualquer amparo do mercado regulador!!! A profissional de seguros se faz extremamente necessario, principalmente quando há o sinistro!! Quem ja teve, sabe como é resolver sozinho. Valorizem o corretor de seguros, ou morrerao no prejuizo sempre!

  3. Ivan Gonçalves

    Lamentável que uma revista tão conceituada como essa continue a denegrir a imagem de um profissional que há anos luta para reparar e manter o equilíbrio financeiro de inúmeras famílias e a sociedade como um todo. Acreditamos que existe a necessidade de atualização em todos os segmentos, inclusive no setor de seguros, porém tal mudança não pode ser danosa e menos ainda falaciosa ao consumidor. Como pode uma seguradora (CAIXA) vender seu produto através da plataforma, que inicialmente era “seguradora”, e dizer que não há corretor ou intermediário? A própria plataforma (YOUSE), já é um intermediário, inclusive com custo altíssimo, pois não é barato fazer tantos anúncios. Gostaríamos de saber se no momento em que o cliente realmente precisar, a Youse irá defender os direitos do segurado ou tenderá a defender sua holding? Outra informação que também não é passada e me parecesse que a revista, com o objetivo de manter o anunciante, não faz questão de levantar, é a afirmação que o seguro dessa empresa é o mais barato, o que na verdade não é, pois mesmo com o corretor de seguros, produtos de outras seguradoras ficam mais em conta quando comparado com os mesmos moldes; a grande diferença é que a Youse oferece produtos que podem ser prejudiciais ao consumidor, pois muitas vezes desconhece o segmento de seguros e não sabe exatamente o que está comprando. Existe sim mercado para todos sobreviverem de seguros, pois é um dos segmentos mais importantes do mercado, o que não é possível é que uma revista apoie e divulgue erroneamente falácias de uma empresa que não segue nenhuma das regras estabelecidas pelos órgãos reguladores. Liberdade de expressão não pode de forma alguma ser confundida com liberdade de omissão.