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Que tal dirigir usando o poder da mente?

Tecnologia da Nissan utiliza ondas cerebrais para antecipar manobras que o motorista pretende realizar

Por Ulisses Cavalcante - 19 fev 2018, 16h25
Tecnologia pode habilitar veículos a interpretar sinais cerebrais do motorista Divulgação/Nissan

A Nissan desenvolve uma tecnologia que interpreta os sinais cerebrais do motorista para auxiliar a direção.

Sem dar detalhes sobre como o sistema funciona ou quais seriam as aplicações em um futuro próximo, o Brain2Vehicle (B2V) foi apresentado durante a CES – a maior feira de tecnologia do mundo, realizada em Las Vegas (Eua).

Sensores instalados em uma espécie de capacete lêem ondas cerebrais que são produzidas milissegundos antes da execução dos movimentos.

Condutores poderão interagir com o carro por ondas cerebrais Divulgação/Nissan

Ao realizar uma manobra ao volante, como uma mudança de faixa, há um tempo quase imperceptível entre o ato de pensar e da efetiva ação muscular do corpo – cerca de 300 milissegundos. É nesse espaço que o B2V atua.

“Essa tecnologia não lê pensamentos”, diz Lucian Gheorghe, pesquisador-chefe da Nissan. De acordo com o cientista, esses sinais são emitidos e podem ser captados e interpretados.

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Resultado prático da pesquisa ainda não foi demonstrado Divulgação/Nissan

Para a Nissan, o objetivo do Brain2Vehicle é melhorar a qualidade da condução. Ao analisar o comportamento do motorista, a tecnologia pode ser relevante para ajudar carros autônomos a compreenderem a forma de dirigir do dono do veículo.

Motoristas inexperientes ou inseguros seriam os grandes beneficiados pelo B2V. Ao realizar a mudança de faixa em uma via de alta velocidade, o B2V pode antecipar a intenção do condutor e ajudar na execução da manobra, evitando acidentes.

Objetivo é acelerar os tempos de reação do motorista. Na imagem em 3D, protótipo do capacete de sensores Divulgação/Nissan

Frenagens também podem ser executadas com antecipação, garantindo a parada alguns metros antes do ponto “normal”, sem auxílio da inteligência artificial.

Essa tecnologia serviria, portanto, para corrigir falhas ao volante e complementar o movimento necessário para a execução das manobras. Um dos sinais monitorados é a diferença entre a intenção da manobra e o movimento realizado.

Lucian Gheorghe, pesquisador-chefe da Nissan no projeto Brain2Vehicle Divulgação/Nissan

O B2V corrige divergências entre esses dois momentos, se detectar por meio do monitoramento das ondas cerebrais, que algo não está acontecendo conforme o motorista pensou.

Segundo a Nissan, esse sistema poderia ser um aliado em carros autônomos com função manual. E traria prazer ao dirigir por devolver ao motorista a sensação de que está no controle.

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