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Quanto mais caro o carro, menos educado será o motorista, diz pesquisa

Estudo norte-americano aponta que motoristas de veículos de luxo tendem a respeitar menos as demais pessoas ao seu redor no trânsito

Por Guilherme Silva 3 mar 2020, 14h20
Reprodução/Internet

Um estudo divulgado pela Universidade de Nevada, nos Estados Unidos, concluiu que os motoristas de carros mais caros têm maior probabilidade de serem menos educados – e até mesmo racistas – enquanto dirigem.

A pesquisa, reportada pela rede de televisão americana CNN, mostrou que para cada US$ 1.000 pago a mais no valor do veículo, as chances de o motorista parar para dar preferência a um pedestre que quer atravessar a rua na faixa diminuem 3%.

Para chegar a esses resultados, os pesquisadores pediram para quatro voluntários atravessarem uma rua centenas de vezes. Os participantes do experimento foram um homem e uma mulher brancos e outro casal de negros.

As travessias (ou tentativas) foram gravadas antes de serem analisadas as atitudes dos motoristas de acordo com seus carros.

A pesquisa concluiu que os veículos pararam 31% das vezes para as mulheres e para as pessoas brancas, enquanto 25% pararam para o casal de negros e 24% deixaram os voluntários homens atravessarem.

  • Segundo o relatório, os motoristas de veículos mais caros “sentem um senso de superioridade em relação às outras pessoas que usam as ruas”.

    Além disso, o valor mais elevado dos carros estaria ligado à “baixa habilidade de interpretar pensamentos e sentimentos de outras pessoas”, resultando na “falta de empatia pelos pedestres”.

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