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Os tesouros automotivos do Museu Fangio na Argentina

Em Balcarce, cidade natal de Juan Manuel Fangio, museu dedicado ao piloto pentacampeão mundial é visita obrigatória para quem gosta de carros

Por Paulo Campo Grande - Atualizado em 28 abr 2017, 14h32 - Publicado em 30 out 2015, 16h02
Mercedes de diferentes épocas e categorias
Mercedes de diferentes épocas e categorias divulgação/Quatro Rodas

Quem gosta de carros e visita a Argentina tem algumas atrações conhecidas – viajar a bordo de um clássico táxi Peugeot 504 talvez seja a mais popular delas. Mas a grande atração automobilística da Argentina não está na capital. Está em Balcarce, a 410 km de distância, onde fica o Museu do Automobilismo Juan Manuel Fangio.

Balcarce é uma típica cidade do interior, onde a vida acontece em torno da praça central. É justamente aí, na Plaza Libertad, que fica o museu. Por fora, ele parece um simples prédio antigo, mas ao conhecê-lo você vai se surpreender. Enquanto a fachada é a de uma construção do início do século passado, seu interior foi inteiramente reconstruído – o museu foi inaugurado em 1986.

Trio vitorioso: Ferrari (azul), Lancia-Ferrari e Maserati
Trio vitorioso: Ferrari (azul), Lancia-Ferrari e Maserati divulgação/Quatro Rodas

Assim que passa pela entrada, o visitante encontra uma estrutura moderna de concreto, com seis andares circulares e um pátio central livre que permite visualizar uma parte de cada pavimento.

O museu mantido pela Fundação Fangio, com o suporte de empresas como Mercedes-Benz e TagHeuer, ocupa 5.000 m² com todo o acervo colecionado pelo piloto, incluindo troféus, medalhas, fotos, recortes de jornais, roupas, capacetes, ferramentas e, obviamente, carros.

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Ao todo, são 45 veículos, incluindo o único exemplar existente no mundo do legendário Maserati 250F. Com o modelo, Fangio conquistou o quinto campeonato de Fórmula 1, em 1957, em Nürburgring, na Alemanha, em uma espetacular corrida de recuperação.

O Maserati ganhou em Nürburgring
O Maserati ganhou em Nürburgring divulgação/Quatro Rodas

É impressionante ver a precariedade do carro, no que diz respeito à segurança, sabendo que ele era capaz de atingir velocidades próximas de 300 km/h. Nem os pneus estreitos ou a ausência de proteção na cabine intimidavam os pilotos da época.

Entre os destaques há o Lancia-Ferrari D50, que venceu a temporada de 1956 e as Flechas Prateadas campeãs em 1954 (original) e 1955 (réplica).

Mercedes W 196R foi o campeão da F-1 de 1995
Mercedes W 196R foi o campeão da F-1 de 1955 divulgação/Quatro Rodas

A Mercedes é a marca mais bem representada. Além de carros de corrida de diferentes épocas, a alemã se faz presente com protótipos como o esportivo C111 de 1970 e também com modelos de uso pessoal de Fangio, como o 300 SL conversível.

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Do início da carreira, há os Chevrolet TC 1940 e Simca-Gordini 1949, entre outros.

Chevrolet 1940: vencedor de corrida de rua
Chevrolet 1940: vencedor de corrida de rua divulgação/Quatro Rodas

No segundo piso, existe a réplica de uma oficina mecânica dos anos 30. E, no sexto, uma reprodução do escritório do piloto na fábrica argentina da Mercedes. Fangio tinha o título de presidente honorário vitalício da empresa.

No quinto pavimento, existe um espaço dedicado à amizade e admiração mútua entre Fangio e o brasileiro Ayrton Senna, onde se podem ver fotos dos dois juntos e o McLaren MP4/3 1988 que foi pilotado por Senna. Só isso já vale a visita.

Fangio e Senna: admiração mútua
Fangio e Senna: admiração mútua divulgação/Quatro Rodas

O museu funciona de segunda a sexta, das 10h às 17h, e sábados, domingos e feriados até 18h. O ingresso custa 55 pesos (R$ 20) para crianças e 85 (R$ 31,50) adultos. Mais informações: museofangio.com

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