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O mapa dos clássicos

Um guia rápido sobre o que esperar e o que não perder para quem for visitar o Salão Internacional de Veículos Antigos neste fim de semana

Por Fabiano Pereira Atualizado em 9 nov 2016, 12h09 - Publicado em 24 nov 2012, 13h51
classicos

O melhor de um evento como o Salão Internacional de Veículos Antigos, que acontece até domingo (25) no Pavilhão de Exposições Anhembi, é poder conferir algumas das peças mais raras e valiosas das mais nobres e exclusivas garagens de colecionadores brasileiros entre as cerca de 280 expostas. Embora o elenco de carros ali reunido também contemple clássicos nacionais e estrangeiros vistos regularmente em encontros de carros antigos pelo país afora, é nos pouco ou nunca visto que reside o encanto de uma exibição organizada como o apoio da Federação Brasileira dos Veículos Antigos.

>> Veja a primeira parte da galeria de raridades do Salão de Veículos Antigos

>> Confira a segunda parte da galeria de clássicos do Salão de Veículos Antigos

Os anos 20 e 30 estão bem representados por marcas americanas como Cadillac, Ford e Dodge, mas também pelas extintas De Soto, Pierce-Arrow, Graham-Paige, Hupmobile e Erskine. Um Talbot DC 10 1923 francês e um Fiat 509 A são excentricidades européias contemporâneas, assim como o roadster American Austin levado ao estande da fabricante de baterias Diamante.

Um dos grupos mais raros e interessantes são os de Rolls-Royce e Cadillac que vão do início do século XX aos anos 40, mas que ficou sem identificações… Ainda dos anos 40, pode-se conferir carros da Ford e Mercury, um raro Lincoln Cosmopolitan, um MG TC, mas surpreende mesmo o imponente Rolls-Royce Silver Wraith 1949 desse grupo, onde também está exposto um Cadillac 1906, o carro mais antigo do evento.

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Dos anos 50 e 60 é a maioria dos clássicos importados presentes. Além dos sempre populares Chevrolet Bel-Air, Corvette e a picape 3100 “Boca-de-Sapo”, Ford Thunderbird, Fairlane e Ranchero, Cadillac Coupe de Ville e Buick Special, estão lá modelos europeus admirados da década de 50, como Alfa Romeo Giulietta Sprint, Mercedes-Benz 300S cupê e 300 ‘Adenauer’, MG TD e A e Renault 4CV “Rabo-Quente”.

Não faltaram excentricidades como o argentino Kaiser Carabela 1958 e Isetta 300 1959, parente próximo do nosso Romi-Isetta. Forte candidato a maior destaque do evento é o elegante Alfa Romeo 6C 2500 1950, com carroceria feita pela encarroçadora Boneschi, prática que era um símbolo de status comum em modelos de alto luxo antes da Segunda Guerra Mundial.

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Os clássicos dos anos 60 representam a parte mais expressiva da frota estacionada no pavilhão. Jaguar E-Type e S-Type, Triumph Spitfire, Mercedes 250 SE e SL ‘Pagoda’, BMW 2000 CS, Chevrolet Impala e Corvette, um Dodge Charger R/T como o celebrizado pelo filme Bullitt e vários Ford Mustang. Vale gastar mais tempo observando a esporádica visão dos esportivos italianos Iso Grifo e Alfa Giulia SS. Chama atenção o sóbrio sedã Rover 100 inglês e duas Ferrari não identificadas (logo elas..) da mesma década.

Esportivos dos anos 70 é o que não falta, como um Ferrari 365 GTB 4 ‘Daytona’, 308 GTB e Dino 308 GT4, um Lamborghini Espada e um Urraco, Porsche 911 Turbo Carrera, MG B, Alfa Romeo Monstreal, DeTomaso Longchamp, além de um raro Datsun 280 ZX japonês, sucesso no mercado americano. Dos anos 60 e 70 também são os principais destaques brasileiros do evento.

Como a importação de carros era extremamente restrita na época, o segmento fora-de-série cresceu com marcas com a Puma, presente com um GT com motor DKW e outro da fase Volkswagen. Um Uirapuru e um Santa Matilde conversíveis marcam presença como raridades, papel que um Karmann Ghia também se teto também cumpre bem. Vale conferir o Fúria GT, exemplar único, o Lorena GT, o Emme 422 T com seu motor Lotus e o elétrico Gurgel Itaipu, este sem restauro.

Vários clássicos da nossa indústria estão presentes, como VW Fusca, SP-2 e 1600 Sedan “Zé-do-Caixão”, Chevrolet Opala e 3100 Brasil, Ford Galaxie, F-100 e Corcel, Dodge Charger e Dart, Simca Chambord, Aero-Willys, FNM 2000 e Alfa Romeo 2300. Exemplares raros dignos das melhores coleções são o VW Pé-de-Boi 1965 e a Brasília 1980 com quatro portas, assim como a primeira e última série do Opala, de 1969 e 1992, respectivamente. Carros para todos os gostos e idades.

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