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Nissan fechará sete fábricas e poderá demitir até 20.000 para sair de crise

Nissan tem plano para sanear custos em diversas áreas da empresa, desde o tempo de desenvolvimento dos novos carros ao tamanho da folha de pagamento

Por Cristiane Barreto
17 Maio 2025, 16h28 •
Nissan New Lineup 2026-2027 US
 (Divulgação/Nissan)
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  • A Nissan divulgou um novo plano de reestruturação global, denominado Re:Nissan, nesta semana. Trata-se da sua reação ao prejuízo recorde de 5 bilhões no ano fiscal de 2024 e ao risco crescente de um colapso financeiro. 

    A meta da Nissan é obter lucro operacional e ter fluxo de caixa livre positivo na divisão de automóveis até o ano fiscal de 2026; atingir um total de 500 bilhões de ienes (aproximadamente R$19,4 bilhões) em economias de custos em comparação a 2024; contenção de custos fixos e variáveis; e redução de 20.000 postos de trabalho; e a diminuição de 17 para 10 fábricas até o ano fiscal de 2027.

    A Nissan anunciou mais de 10.000 demissões que, junto às anteriores, já somam cerca de 20.000, que representa aproximadamente 15% da força de trabalho global da empresa. 

    nissan kicks platinum CVT 2025

    As fracas vendas de 2024 foram agravadas por encargos contábeis, custos de reestruturação e tarifas, que dificultaram ainda mais a situação da empresa, em especial nos Estados Unidos. 

    Em março, o ex-presidente e CEO, Makoto Uchida, renunciou depois que as negociações de fusão com a Honda fracassaram e a Nissan teve que iniciar uma busca por um novo parceiro estratégico. Desde então, Ivan Espinosa assumiu o comando e está tentando estabilizar a empresa. 

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    Nissan Frontier 2026

    Teaser da Nissan Frontier 2026

    Re:Nissan: o que está em pauta?

    A reestruturação depende de uma redução de custos variáveis, o que levará à suspensão temporária de alguns projetos futuros; realocação de 3.000 pessoas para redução de despesas; reestruturação da cadeia de suprimentos, reduzindo o número de fornecedores para concentrar volumes;  e a criação de uma área de transformação com 300 especialistas focados em decisões de custo. 

    A produção também será afetada. De 17 fábricas, a Nissan ficará somente com 10 até 2027,  e encerrou projetos como, por exemplo, a fábrica de baterias de ferro-lítio, que está localizada em Kyushu (Japão). Por último, ajustará turnos, realizará cortes e reorganizará equipes.

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    A fabricante japonesa passará a focar em reduzir a complexidade e os custos de engenharia, diminuirá o número de plataformas de veículos de 13 para 7 até 2035 e reduzirá o desenvolvimento para 37 meses no caso de um veículo de uma nova linha e 30 meses para os modelos seguintes.

    Nissan Leaf
    Nissan Leaf (Divulgação/Nissan)

    Entre os modelos esperados para essa nova fase estão o novo Nissan Skyline, um SUV global de porte médio e um SUV compacto da marca Infiniti, a divisão de luxo da Nissan. 

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    A empresa também diz que buscará estratégias que foquem nas necessidades específicas de cada região. Essa abordagem prioriza mercados chave como Estados Unidos, Japão, China, Europa, Oriente Médio e México. O comunicado, no entanto, não cita o Brasil, que continuará, de certa forma, dependente do México.

    A empresa diz que seguirá colaborando com Renault e Mitsubishi no desenvolvimento de produtos conjuntos, como o novo carro elétrico baseado na próxima geração do Leaf, que será vendido pela Mitsubishi nos Estados Unidos. 

    Ex-presidente comenta sobre o assunto

    Carlos Ghosn, ex-presidente da Renault-Nissan, que fugiu do Japão dentro de uma caixa, em 2019, comentou sobre os atuais problemas da empresa. Em entrevista ao canal francês BFM Business, Ghosn descreveu a situação da Nissan como “desesperadora”.

    Carlos Ghosn sempre alegou que japoneses tentaram se vingar por seus planos de fundir a Nissan com empresas estrangeiras
    Carlos Ghosn sempre alegou que japoneses tentaram se vingar por seus planos de fundir a Nissan com empresas estrangeiras (Norsk Elbilforening/Flickr)
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    Ghosn afirmou que os problemas enfrentados pela empresa são culpa dos gestores que assumiram o cargo depois dele, e ainda criticou a “lentidão das decisões”.

    Segundo ele, a empresa chegou ao ponto de “suplicar ajuda a um de seus maiores concorrentes no Japão”, fazendo referência ao fracasso da fusão com a Honda. O ex-CEO ainda comparou a situação com uma hipotética aliança entre Renault e Peugeot na França, e que não faria sentido.

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