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Maxiscooters

Os modelos não param de crescer: já há versões com motor V2 de 839 cc

Por Eduardo Viotti Atualizado em 9 nov 2016, 11h58 - Publicado em 17 jul 2012, 17h44
Maxiscooters

É provável que não seja do seu tempo, mas pode acreditar: a Honda CB 400, nos anos 80, chamava atenção pelo porte. O Suzuki Burgman 400, na década passada, causava o mesmo impacto. E, se depender das fábricas e do apetite dos consumidores, os scooters gigantes têm tudo para se tornar as próximas atrações de peso.

É que, acostumados ao conforto e à praticidade dos scooters, pródigos em nichos para objetos, um exército de motonetistas procura atingir mais status, desempenho e velocidade – mas não quer abrir mão da praticidade e do câmbio automático. Além dos pilotos oriundos dos scooters, o automatismo também cativa o motorista norte-americano, que prefere as caixas de mudança automáticas ou automatizadas.

É só juntar as peças e está montado o cenário para o crescimento do segmento – e dos próprios scooters.

Essa massa começou a crescer nos anos 80, com os scooters de 250 cc, considerados gigantes em um universo de motores dois-tempos de 50 a 125 cc. A Honda lançou no início daquela década a família CH, conhecida como Elite nos Estados Unidos e como Spacy em outros mercados. O CH 250 foi o precursor dos scooters de maior porte, seguido pelo CN 250 em 1986, com diferentes nomes, como Helix (nos Estados Unidos), Fusion e Spazio. Muitos outros se seguiram, em rápida progressão, e hoje há scooters realmente grandes. Consideramos maxiscooters apenas aqueles com motor acima de 400 cc.

Acima de todos estão o Gilera GP 800 e o Aprilia SRV 850, que partilham o mesmoV2 de 839 cc, mas há uma profusão de modelos com 400, 500, 650 e 700 cc. Isso, é claro, se não considerarmos os crossovers e motocicletas com câmbio automatizado, também direcionados aos mesmos consumidores. São exemplos a Honda VFR 1200F com DCT, a Aprilia Mana 850 (que nunca veio oficialmente ao Brasil) e a crossover Honda DN-01, misto de scooter e moto descontinuada em 2010.

No Brasil, ainda não se ouve a explosão que já ecoa nos Estados Unidos e na Europa. O segmento é dominado pela J. Toledo Suzuki, que mantém no mercado, há anos, scooters com mais de 400 cc. A Piaggio também importa em pequena escala o inovador triciclo MP3, mas, sem rede de revendas e sem presença no mercado, os provocadores scooters italianos não decolaram. Muito diferente, vale dizer, do que ocorre na Europa, onde os Piaggio MP3 de 400 e 500 cc são um enorme sucesso.

Os Burgman 400 (26 900 reais) e 650 (39 900 reais) são montados em Manaus e oferecem conforto e tecnologia, permitindo viagens com muita segurança. A versão de 650 cc e 55 cv a 7000 rpm tem câmbio automatizado eletrônico que permite mudanças manuais ou automáticas, além de escolha entre modos esportivo e econômico.

A BMW acaba de colocar à venda no exterior dois maxiscooters, o C 600 Sport e o C 650 GT, com o mesmo motor twin de 650 cc. É possível que cheguem ao mercado brasileiro, embora a marca não admita oficialmente. O 600 Sport, obviamente, tem uma pegada mais esportiva, e o 650 GT é direcionado às viagens longas, como indica o GranTurismo expresso na sigla.

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A Honda vai nessa toada com seu Silver Wing, que tem motor inline twin de 582 cc, ABS e muita eletrônica embarcada. Custa cerca de 9300 dólares nos Estados Unidos, menos de 18000 reais ao câmbio comercial.

TIRANOSSAURO MAX

A Yamaha oferece no exterior o Majesty 400 ABS e o TMax 530. O Majesty tem motor monocilíndrico de 395 cc, refrigerado a água, e transmissão por embreagem centrífuga com correia em V. O TMax é a nova sensação do segmento dos scooters anabolizados, com seu porte de tiranossauro em quadro de alumínio, rodas de 15 polegadas e três discos de freio com ABS. O motor é bicilíndrico de 46 cv a 6750 rpm e torque de 5,3 mkgf a 5 250 giros.

A Kawasaki mantém acordo de cooperação com a Kymco, e é por intermédio da marca verde que o Xciting Ri 500 e o MyRoad 700 podem chegar até nós. O Xciting custa cerca de 6300 dólares nos Estados Unidos (em torno de 11 500 reais ao câmbio comercial).

A também taiwanesa Sym – associada à Dafra em Manaus – tem o maxiscooter Maxsym 400i, com rodas de 15 polegadas na frente e 14 atrás.

Os italianos seguem como os grandes artífices do conceito de motonetas, até mesmo as musculosas.A Piaggio, gigante do setor, acaba de lançar uma nova família de scooters peso pesado, batizada de X10, com versões de 350 cc (33 cv e 3,2 mkgf ) e 500 cc ( 50 cv e 4,2 mkgf ).

Do mesmo grupo Piaggio, que reivindica a invenção do conceito com a Vespa, o maior dos maxiscooters é o Aprilia SRV 850, com um motor V2 de 839,3 cc de dois cilindros a 90 graus, 76 cv a 7750 rpm e torque de 7,8 mkgf a 6000 rpm. É o mais potente scooter produzido em série de todos os tempos.

Ainda do grupo Piaggio, a Gilera produz diversos maxiscooters.A estrela da marca é o GP 800, com o mesmo V2 do Aprilia SRV 850. Ele custa na Itália 9 630 euros, o que dá, ao câmbio comercial, cerca de 23 500 reais. Permite viagens com espaço e conforto, com seu para-brisa bem alto.

Assim são os scooters gigantes: estradeiros que mantêm o apelo da praticidade, têm muito espaço a ocupar no mercado brasileiro. Afinal, mesmo o mais radical dos pilotos gosta de rodar no dia a dia com a bagagem protegida de chuva e de tombos – importante para quem leva laptop, por exemplo, além de câmeras e smartphones -, com porta-objetos e tomadas elétricas ao alcance da mão, além de confortavelmente instalado numa poltrona rolante.

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