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GM demite funcionários e põe em risco Cruze e outros cinco modelos nos EUA

Montadora pretende fechar cinco fábricas na América do Norte e deve abrir mão de mais de 14.000 funcionários

Por Thais Villaça - 26 nov 2018, 20h28
Cruze é um dos seis carros que a GM encerrará a produção nos EUA Chevrolet/Divulgação

A General Motors anunciou nesta segunda-feira (26) uma enorme reestruturação em seus negócios na América do Norte.

A companhia pretende fechar cinco fábricas nos EUA e no Canadá, além de demitir mais de 14.000 funcionários – uma redução de 15% no quadro de trabalhadores –, para se readequar à atual realidade do mercado.

Fábrica de Lordstown (Ohio), onde o Cruze é produzido, será fechada Chevrolet/Divulgação

A empresa afirma que tomará essas medidas para investir em arquiteturas de próxima geração de veículos elétricos e autônomos, uma vez o mercado tradicional de modelos à combustão apresenta declínio, especialmente entre os carros de passeio, que registraram queda de 13,2% nos Estados Unidos em 2018.

Com o fechamento das fábricas, modelos como Chevrolet Cruze, cujas vendas despencaram 27% neste ano, Impala, Volt, Cadillac CT6, XTS e Buick LaCrosse deixarão de ser produzidos no país.

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Pioneiro entre tecnologias de carros elétricos da Chevrolet, Volt também será eliminado Chevrolet/Divulgação

Devem ser encerradas as atividades nas fábricas de Detroit, Ohio e Ontário (Canadá) e nas fábricas de motores em Maryland e Michigan.

Outra fábrica já havia sido fechada em Gunsan, na Coreia do Sul, em maio deste ano. Segundo a montadora, mais duas fábricas de fora dos EUA serão limadas no fim de 2019.

A GM espera gastar entre US$ 3 bilhões e US$ 3,8 bilhões para indenizar funcionários pelos cortes, mas acredita que as ações devem gerar uma economia de US$ 6 bilhões até o fim de 2020.

O belo Cadillac XTS é outro na fila de cortes da montadora Cadillac/Divulgação

Na contramão dessa realidade, as fábricas da montadora que produzem SUVs e picapes estão operando com capacidade total. O segmento registrou aumento de 8,3% neste ano no país.

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A CEO da GM, Mary Barra, deve se reunir com conselheiros econômicas da Casa Branca para discutir as medidas.

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