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Exclusivo: GM impõe redução de 4% em valores pagos a fornecedores

Plano de reestruturação inclui postura agressiva para otimizar custos também com empresas que produzem componentes a seus carros

Por Leonardo Felix - Atualizado em 27 fev 2019, 10h19 - Publicado em 27 fev 2019, 09h00
Dona da marca Chevrolet está jogando duro com fornecedores Divulgação/Chevrolet

A General Motors continua agressiva em seu plano de reestruturação financeira no Brasil, consequência de três anos seguidos de prejuízo declarado na operação, que levou a companhia até a ameaçar deixar o nosso mercado.

Algumas das ações já haviam sido publicadas. Ei-las:

Redução de oito benefícios a trabalhadores da fábrica de São José dos Campos (SP); redução de um ponto percentual nas comissões pagas a concessionários; negociações de subsídios fiscais junto ao governo estadual de São Paulo.

Faltava, ainda, saber o que estava sendo negociado com fornecedores de componentes para os veículos produzidos pela Chevrolet no país. Não falta mais.

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QUATRO RODAS apurou junto a fontes ligadas ao setor de autopeças que a empresa está impondo uma redução de 4% nos preços pagos pela maioria das peças que compõem seus automóveis.

GM quer pagar 4% a menos em todos os componentes fornecidos por terceiros Divulgação/Chevrolet

Ou seja, se uma fornecedora de baterias vinha recebendo R$ 100 por unidade entregue, passaria a receber R$ 96 a partir da atualização do acordo.

Ainda não está claro quantos fornecedores teriam aceitado ou não a proposta.

Uma das fontes, porém, relata que a proposta deixou as empresas em situação difícil. Por um lado, aceitá-la incidirá numa redução substancial de suas margens. Por outro, recusá-la poderá levá-las a serem preteridas em concorrências por futuros contratos.

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Vale lembrar que entre os fornecedores da GM no Brasil estão Bosch (eletrônica de motor), LG (central multimídia), Magneti Marelli (escapamento, pedais e amortecedores), 3M (adesivos gráficos) e Mahle (comando de válvulas e compressor do ar-condicionado).

Procurada, a GM informou que “não comentará o caso”, mas admitiu que “segue em negociações com sindicatos, concessionários, governos e fornecedores” em seu plano de reestruturação.

Nossa reportagem entrou também em contato com o Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), mas não obteve retorno até a publicação deste artigo.

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