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Como o Príncipe Charles passou a abastecer seu Aston Martin com vinho

Militante pelo meio ambiente, o filho de Elizabeth II também lutou para que o trem da família real fosse movido a óleo de cozinha usado

Por Guilherme Fontana 21 jul 2021, 17h21
aston martin
Na Inglaterra, o “L” é só para quem acabou de tirar a habilitação. Mas se você for da família real, pode pedir uma exceção Divulgação/Aston Martin

Próximo a assumir o trono da Inglaterra, o Príncipe Charles é conhecido por sua luta em defesa ao meio ambiente, mesmo que isso resulte em engenhocas mirabolantes. É assim que podemos definir a conversão realizada a pedido de Charles em seu Aston Martin DB6, um presente de sua mãe, a Rainha Elizabeth, em seu aniversário de 21 anos.

O clássico passou a ser abastecido com nada menos do que vinho branco.

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Em 2008, quando motores elétricos ainda não eram realidade, o Príncipe de Gales procurou pela Aston Martin para que encontrassem uma alternativa que tornasse seu carro mais ecológico. Os engenheiros da marca descobriram, então, que seus modelos poderiam rodar com o excedente de vinho branco inglês misturado com soro de leite, sendo classificado como um bioetanol.

  • Mesmo assim, a fabricante pediu ao príncipe que não trocasse o combustível, alegando que a mudança poderia causar graves danos ao veículo. Ele não acatou a fabricante. “Bem, então eu não vou dirigir”, teria dito à marca, segundo o jornal inglês Telegraph.

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    DB6 (1965): bastante parecido com seu antecessor DB5, ele trouxe melhorias na aerodinâmica, na mecânica e até nos equipamentos divulgação/Divulgação

    Como a Aston Martin não queria ficar sem a imagem de um membro da realeza dirigindo um de seus carros, seguiu em frente nas pesquisas até determinar que a nova mistura não apenas funcionaria no DB6 de Charles, como ainda tornaria o carro mais potente do que com gasolina. “E também tem um cheiro delicioso enquanto você está dirigindo”, disse o príncipe ao Telegraph.

    Na época, a meta de Charles era reduzir suas emissões de carbono em 12,5% para os 4 anos posteriores, conforme determinada o Protocolo de Kyoto. Com o novo combustível, o carro pode ter reduzido as emissões em 85% em suas poucas viagens (cerca de 480 quilômetros por ano). Além disso, em 2008, o preço do bioetanol gerado a partir do vinho ainda era mais barato do que a gasolina, reduzindo também os custos.

    Nem o Queen’s Royal Train, o trem oficial da realeza britânica, escapou das ideias ecologicamente corretas de Charles. Ele insistiu até que o transporte passasse a ser abastecido com óleo de cozinha usado – bem menos sofisticado do que o vinho do Aston DB6. Mas ponderou: “mas eu não sei, dizem que entope o motor ou algo assim”, disse ao jornal inglês.

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