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Carro automático salta de 12% para 50% do mercado brasileiro em 10 anos

Brasileiro cada vez mais compra automóveis dotados de caixas que dispensam troca manua, além de outros equipamentos de conforto

Por Leonardo Felix Atualizado em 10 fev 2020, 09h36 - Publicado em 10 fev 2020, 07h00
Câmbio automático de seis marchas do VW Virtus Christian Castanho/Quatro Rodas

A indústria automotiva brasileira amargou um prejuízo de R$ 100 bilhões na última década.

Ainda assim, se viu pressionada por novas legislações, programas de melhoria de eficiência energética e demandas dos consumidores a aprimorar a tecnologia dos carros vendidos no país.

Um estudo divulgado na semana passada pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) apontou como os veículos nacionais evoluíram sob o ponto de vista de tecnologia e emissões.

De 2010 a 19, as características dos veículos leves comercializados no país mudaram substancialmente. Um dos maiores exemplos é a presença crescente de itens como câmbio automático, central multimídia e ar-condicionado.

A evolução de alguns itens de segurança e comodidade nos carros brasileiros de 2010 a 19 Anfavea/Reprodução

Segundo o levantamento, se há dez anos apenas 12% dos carros zero-quilômetro vendidos no país dispensavam o pedal da embreagem, em 2019 o percentual chegou a 49%.

O controle eletrônico de estabilidade, que passou a ser obrigatório em novos projetos este ano e totalmente mandatório no mercado em 2022, saltou de 7% para 44% de presença nas vendas de veículos novos.

  • A central multimídia, de 3% para 40%; a câmera de ré, de 2% para 36%; o controle de velocidade de cruzeiro, de 10% para 45%; o ar-condicionado, de 31% para 97%.

    Também há uma diferença importante na preferência dos brasileiros pelas cores. Se em 2010 36% dos carros 0km comercializados tinham cor prata, seguidos por 26% da cor preta, em 19 o branco dominou o mercado com 43%.

    A evolução da preferência de cores do consumidor brasileiro Anfavea/Reprodução
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