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Bugatti Bolide é hiperesportivo de 1.850 cv que promete superar 500 km/h

Modelo feito à moda antiga perde todos os itens supérfluos para baixa peso e dispensa motores híbridos ou elétricos

Por Joaquim Oliveira / Press-Inform
28 out 2020, 14h56
São 1.850 cv e 118,6 kgfm gerados pelo motor W16 8.0 (Divulgação/Bugatti)

O novo Bugatti Bolide surgiu após os responsáveis pelo projeto descartarem tudo que não fosse necessário. Em cima disso, a equipe de Achim Anscheidt ainda ficou livre para criar o desenho sem nenhuma rédea além dos próprios sonhos.

O hiperesportivo tem 4,76 m de comprimento e “apenas” 1,3 tonelada. Se não é pouco na balança, graças ao motor W16 8.0 de 1.850 cv – a relação peso/potência é de 0,67 kg/cv – e 118,6 kgfm, consegue superar os 500 km/h para a velocidade máxima.

“Nos perguntamos como poderíamos representar esse conjunto mecânico como símbolo técnico da nossa empresa em sua forma mais pura, com pouco mais do que quatro rodas, volante e dois bancos”, diz Stephan Winkelmann, presidente da Bugatti.

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Os engenheiros da marca conseguiram criar um modelo que acelera de 0 a 500 km/h em 20,1 s. Mais que isso, o novo Bolide precisaria de apenas 3m07,1 s para completar uma volta em La Serthe, Le Mans, ou 5m23,1s no circuito de Nordschleife.

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Altura é de apenas 1 metro, enquanto o comprimento tem 4,76 m (Divulgação/Bugatti)

“Essa é a resposta definitiva para quem duvidava que seríamos capazes de criar um carro adequado às pistas e que respeitasse todos requisitos de segurança estipulados pela FIA”, garante Stefan Ellrott, diretor de desenvolvimento técnico da Bugatti.

No hiperesportivo, essa receita inclui, além do próprio motor já citado, sistema de tração integral, câmbio automático de dupla embreagem com sete marchas e estrutura de fibra de carbono com rigidez digna de naves espaciais (6.750 Newton por mm2).

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Asa traseira gera até 1.800 kg com o carro a 320 km/h (Divulgação/Bugatti)

Ainda há recursos como o revestimento externo do teto com otimização de fluxo – que é particularmente impressionante: quando o carro está devagar, permanece lisa; ao acelerar, forma bolhas para reduzir a resistência em 10% e melhorar o fluxo de ar.

“Voando” a 320 km/h, a força gerada pela asa traseira é de 1.800 kg e pela asa dianteira é de 800 kg. Também aumentou 60% a proporção de fibra de carbono visível comparado a outros Bugatti e só 40% do Bolide é pintado – em French Racing Blue.

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Para entrar na cabine, é preciso deslizar com o corpo sobre a soleira (Divulgação/Bugatti)

Com apenas 1 metro de altura, a exemplo do histórico Type 35, o novo hiperesportivo da marca é 30 cm mais baixo que o Chiron. Para entrar e sair da cabine, é preciso fazer como nos carros da LMP1: abrindo as portas e deslizando sobre a soleira.

Itens como extintores de incêndio, reboque, reabastecimento sob pressão com bolsa de combustível, rodas com porca central, janelas de policarbonato e sistema de cintos de segurança com seis pontos estão de acordo com regulamentos de Le Mans.

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Será que os franceses querem antecipar um possível carro de competições com o Bolide? Provavelmente não, porque os híbridos estrearão na corrida de resistência mais famosa do mundo em 2022. E, com o motor gigante, faltou espaço para eletrificação.

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