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Anfavea diz que dólar alto prejudica indústria

Apesar da valorização, presidente da associação mantém otimismo

Por Vitor Matsubara Atualizado em 9 nov 2016, 12h41 - Publicado em 2 set 2013, 20h52
sustentabilidade

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) , Luiz Moan, afirmou que a atual cotação do dólar a aproximadamente R$ 2,40 pode prejudicar o setor automotivo a curto prazo.

“Gosto muito do patamar que está hoje. Apesar de nos punir com o aumento do custo no curto prazo, no médio e longo prazos estimula a exportação e a competitividade das montadoras e até das autopeças será reconquistada”, afirmou Moan.

Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, o executivo prevê que a volatilidade cambial deve ser menor e que o dólar deve ficar em torno de R$ 2,40 até o final do ano. Neste cenário, Moan acredita que caberá a cada marca definir se repassará ou não o aumento de custos de produção decorrente da valorização da moeda americana. “Não tenho ideia de como será a alta do custo, pois depende do nível participação de importados e da negociação com fornecedores”.

Cauteloso, o presidente da Anfavea evitou falar no desempenho do setor automotivo em agosto deste ano, cujas vendas devem ser inferiores às do mesmo mês de 2012, quando a indústria bateu um recorde histórico com mais de 400 mil unidades vendidas. Enquanto a Anfavea divulgará seu balanço de agosto no próximo dia 5, a Fenabrave já publicou seu resumo mensal, apontando queda de 3,4% nos emplacamentos mensais.

Apesar de todos os fatores internos e externos que podem afetar o desempenho das montadoras, Moan adotou uma postura mais otimista, dizendo ter “convicção que teremos mais um recorde de vendas e produção este ano”.

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