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Guia de Usados: Honda CR-V

Sólido e valente como deve ser um SUV, ele consegue ser espaçoso e fácil de guiar como uma minivan

Por Felipe Bitu - Atualizado em 23 jul 2018, 17h21 - Publicado em 25 ago 2013, 16h59
Terceira geração do CR-V estreou no Brasil em 2007 Marco de Bari/Quatro Rodas

Confortável, espaçoso e robusto, o CR-V de terceira geração chegou ao Brasil em 2007, aliando a versatilidade do SUV ao consumo da perua.

Definido como crossover, oferece a dirigibilidade típica de um veículo de passeio e conquistou seu público graças à confiabilidade da marca e ao bom nível de itens de série.

Vendas do modelo dispararam após a importação do México Christian Castanho/Quatro Rodas

Importado do Japão, estreou sem alarde, mas o mercado logo reconheceu suas virtudes: espaço para cinco adultos e porta-malas de 524 litros.

A versão única EX mantinha o confiável sistema de 4×4 da geração anterior, trazendo ainda airbags dianteiros, laterais e de cortina, ar digital de duas zonas e banco traseiro corrediço e reclinável.

Acabamento interno é simples, mas materiais têm bons encaixes Marco de Bari/Quatro Rodas

Suas vendas dispararam na linha 2008, importada do México em duas versões: a LX trazia airbags frontais e ar manual, perdendo tração integral (só dianteira), controle de estabilidade e faróis de neblina. A EX-L mantinha o padrão da antiga EX e ainda trazia teto solar e bancos de couro.

Bem construído, o CR-V apresenta acabamento simples, porém com materiais de boa qualidade e arremates bem-feitos. Entre os vários porta-objetos, destaque para o porta-óculos no teto, com um espelho embutido, muito útil para monitorar crianças no banco traseiro.

Porta-óculos no teto tem espelho para vigiar crianças no banco de trás Marcos Camargo/Quatro Rodas

Independentemente da versão, a mecânica é a mesma: motor 2.0 todo de alumínio, com comando de válvulas variável i-VTEC.

Com 150 cv, oferece desempenho tímido para seus 1.595 kg, o que é compensado pelo bom trabalho do câmbio automático de cinco marchas dotado com o sistema Grade Logic Control, que usa marchas mais baixas em descidas.

Assoalho é plano na segunda fileira de bancos Marcos Camargo/Quatro Rodas

Em 2010, essa geração ganhou uma maquiagem leve, com novos capô, para-choque e grade de barras cromadas. Os retrovisores ficaram maiores e os para-sóis receberam espelhos iluminados. O EX-L ganhou novas rodas, disqueteira para seis CDs e sensor de faróis e de chuva.

Com peças relativamente baratas, ótima reputação no pós-venda e seguro abaixo da média, o CR-V está entre as melhores escolhas do mercado de SUVs usados.

Porta-malas tem 524 litros e divisória de plástico Marcos Camargo/Quatro Rodas

FUJA DA ROUBADA

O CR-V não apresenta problemas crônicos, mas sua suspensão pede atenção especial: se estiver desalinhada ou com partes avariadas, os pneus terão durabilidade comprometida e, em casos extremos, não chegam aos 10.000 km. Cada um não sai por menos de 1.000 reais.

NÓS DISSEMOS

Maio de 2008

“O motorista conta com um segundo retrovisor no console de teto para acompanhar o comportamento da turma no banco traseiro.

Como a alavanca do câmbio fica no painel, sobra mais espaço entre os bancos. Há dois grandes compartimentos para as quinquilharias.

O único pênalti, na dianteira, é o posicionamento do pedal do freio de estacionamento, bem acima do descansa-pé. Os passageiros de trás têm o piso plano e os cintos de segurança de três pontos dão as boas-vindas aos ocupantes.

No acabamento, o CR-V demonstra um cuidado maior na seleção dos materiais e na confecção das peças, bem como no isolamento acústico da cabine.”

PREÇO DOS USADOS (FIPE)

LX 4×2

2008: R$ 38.362
2009: R$ 41.255
2010: R$ 43.187
2011: R$ 44.658

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EX-L 4×4

2008: R$ 41.888
2009: R$ 44.700
2010: R$ 49.668
2011: R$ 53.342

PENSE TAMBÉM EM UM…

Hyundai Tucson

Hyundai Tucson tem até versões com motor V6 Marco de Bari/Quatro Rodas

Pode não ter a mesma qualidade de construção do CR-V, mas o Tucson é igualmente robusto e confiável, destacando-se pela dirigibilidade e pelo generoso pacote de equipamentos.

O GLS 2.0 oferece câmbio automático sequencial de quatro marchas e ar-condicionado digital. Para quem não abre mão de desempenho, há o V6 de 2,7 litros e 180 cv, sempre com tração 4×4, podendo vir com opcionais como teto solar, airbags laterais e de cortina, bancos de couro e controle de tração.

Mesmo se o preço estiver convidativo, evite a versão mais simples, a GL, que não traz os freios com ABS.

ONDE O BICHO PEGA

 

Cuidado com estalos e trepidações da alavanca de câmbio Marco de Bari/Quatro Rodas

Acabamento interno: Apesar dos materiais de boa qualidade, é bom verificar o estado dos diversos porta-objetos espalhados pelo interior do CR-V: algumas peças plásticas são difíceis de encontrar e não custam pouco. A prateleira do porta-malas deve estar com a fixação em ordem para evitar ruídos internos.

Câmbio automático: A alavanca precisa deslizar suavemente pelo trilho e o engate das marchas deve ser suave e sem trepidações durante as trocas de marcha. Não estranhe a retenção de marchas em descidas: é o sistema Grade Logic Control, que usa uma marcha mais reduzida nessas situações.

Discos de freio: Grande e pesado, o CR-V pode apresentar empenamento dos discos de freio. É um defeito fácil de ser diagnosticado: basta uma volta no quarteirão para perceber a forte trepidação no pedal de freio durante o uso.

Corpo de borboleta: Quando sujo, compromete o tempo de resposta do motor e em casos extremos pode até alterar o nível de emissões, causando a reprovação do veículo em inspeções veiculares. Simples e eficaz, a limpeza custa em torno de 50 reais.

 

A VOZ DO DONO

“Muito espaçoso, o Honda CR-V é um carro para quem busca conforto para a família: o câmbio de cinco marchas é maravilhoso e suas trocas são suaves, quase imperceptíveis.

Com ótima dirigibilidade, ele transmite muita segurança e tem desempenho adequado à proposta do modelo. Só não gosto do sistema de som: poderia ser melhor.”

Gesiel Vieira Bailhão, 30 anos, empresário, São Paulo (SP)

O QUE EU ADORO

“É um familiar por excelência: espaçoso, confortável, com direção leve e precisa, cabe em vagas apertadas e oferece vários porta-trecos no interior. E faz 13 km/l na estrada.”

Fernanda Carneiro, 32 anos, gerente de marketing, São Paulo (SP)

O QUE EU ODEIO

“Poderia ter um motor maior, pois é lento nas arrancadas. As revisões são caras e a durabilidade da bateria não é das melhores: já fiquei na mão com o meu CR-V.”

Hilde Queiroz, 38 anos, consultora de sistemas, São Paulo (SP)

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