Guia de Usados: Honda Civic (9ª geração)

Admirado por suas qualidades, o sedã nipo-brasileiro não esquenta pátio de loja nem interior de oficina

Honda Civic (4ªgeração)

Apresentada em 2011, a nona geração do Honda Civic (quarta no Brasil) representou uma grande evolução sobre o antecessor, conhecido como “New Civic”: ele continuou agradando em estilo (menos ousado, é verdade), desempenho, economia e conforto, mas ficou mais robusto e ganhou um porta-malas maior, que saltou de 340 para 449 litros.

Bem equipado, o Civic traz airbags frontais, ABS, cintos de três pontos para todos os ocupantes, alarme, trio elétrico, ar-condicionado, computador de bordo, volante multifuncional, câmera de ré e rodas de aro 16.

Esse pacote integra a versão LXS, cujo único opcional é a transmissão automática de cinco velocidades. Quem optar pela LXL leva bancos de couro, faróis automáticos, repetidores nos retrovisores, grade dianteira brilhante e comandos para troca de marchas no volante (com transmissão automática).

A versão top EXS reúne ainda: ESP, airbags laterais, central multimídia e teto solar. Nos modelos 2012 e 2013, todas as versões são 1.8 flex (139/140 cv).

Honda Civic LXR Interior manteve as linhas básicas da geração anterior, com painel dividido em dois níveis, mas ganhou computador de bordo

Interior manteve as linhas básicas da geração anterior, com painel dividido em dois níveis, mas ganhou computador de bordo (Christian Castanho/Quatro Rodas)

As principais novidades de 2014 foram as versões LXR e EXR, que substituíram as LXL e EXS e receberam o motor de 2.0 (150/155 cv), com câmbio automático de cinco marchas e sistema de partida a frio. O LXS ganhou câmbio manual de seis marchas e o LXR, faróis de neblina.

No modelo 2015, a versão LXR recebeu um discreto retoque: a grade passou a ter um grande friso cromado, os faróis de neblina foram redesenhados e as rodas ficaram maiores, com acabamento diamantado e aro de 17 polegadas. A versão LXS, enfim, ganhou a partida a frio FlexOne (sem tanquinho), enquanto a EXR foi apresentada apenas no modelo 2016.

O sucesso entre o público e a crítica explicam o elevado valor de revenda do Civic: há uma legião de interessados em pagar bem por um exemplar em boas condições, muitas vezes dentro do período da garantia de três anos. Com fama de inquebrável, ele não perde tempo nas oficinas: suas peças são acessíveis e facilmente encontradas na rede autorizada, famosa pela qualidade dos serviços.

Honda Civic (4ªgeração)

A VOZ DO DONO

  • Nome: Márcio José de Oliveira
  • Idade: 42 anos
  • Profissão: investigador de polícia
  • Cidade: Piracicaba (SP)

O que eu adoro: “A dirigibilidade é singular: motor com boas respostas, direção direta e suspensão firme. O nível de equipamentos é adequado e o conforto é garantido pelo acabamento e o nível de ruído.”

O que eu odeio: “O caráter esportivo do carro cobra seu preço em pisos irregulares, e o consumo urbano poderia ser melhor. A rede oferece um ótimo atendimento de pós-venda, mas o valor das revisões aumentou substancialmente.”

NÓS DISSEMOS

Fevereiro de 2013: “Comparando os números de pista da versão 2.0 LXR com a antiga 1.8 LXL, vê-se que houve discreta melhora no desempenho. No consumo, o ganho é mais sensível. (…) A transmissão manual fez valer sua maior rapidez nas trocas e levou o Civic 1.8 a acelerar em um tempo mais baixo que o 2.0 automático.”

 

ONDE O BICHO PEGA

Honda Civic (4ªgeração)

Pneus

Desgaste irregular pode indicar problemas de alinhamento. Com suspensão independente nas quatro rodas, o Civic também exige o serviço de alinhamento do eixo traseiro.

Suspensão e transmissão

Ao rodar, tente identificar estalos e vibrações estranhas: podem vir do coxim do motor, dos batentes dos amortecedores ou mesmo das juntas homocinéticas.

Câmbio automático

Verifique se a alavanca corre perfeitamente: a queima do fusível da lâmpada de freio bloqueia o câmbio, problema de fácil solução. Também não deve haver trancos ao alternar o engate das posições D e R.

Recall 1

Para a substituição dos insufladores dos airbags frontais. Ele envolve os seguintes modelos: 2012, chassi de 200001 até 400051; 2013, chassi de 201449 até 226272; 2014, chassi de 100157 até 186692; 2015, chassi de 200140 até 207030

Recall 2

Para trocar o sensor de nível de combustível. Envolve os modelos: 2012, chassi de CZ200001 até CZ400062; 2013, chassi de DZ200001 até DZ226341; 2014, chassi de EZ100003 até EZ300013; 2015, chassi de FZ200001 até FZ219512.

Preço médio dos usados (FIPE)

2012 2013 2014 2015
LXS 1.8 manual R$ 46.304 R$ 48.248 R$ 50.448 R$ 56.143
LXS 1.8 automático R$ 48.101 R$ 49.706 R$ 53.433 R$ 58.387
LXL 1.8 manual R$ 45.475 R$ 49.097
LXL 1.8 automático R$ 49.194 R$ 52.191
EXS 1.8 automático R$ 52.328 R$ 56.453
LXR 2.0 automático R$ 56.699 R$ 62.388
EXR 2.0 automático R$ 58.775

Preço das peças

original paralelo
Para-choques (dianteiro) R$ 908 R$ 480
Farol (cada um) R$ 1.185 R$ 540
Retrovisor (cada um) R$ 807 R$ 600
Discos de freio (par) R$ 700 R$ 240
Pastilhas de freio (jogo) R$ 290 R$ 110
Kit de embreagem R$ 1.721 R$ 990
Amortecedores (os quatro) R$ 1.704 R$ 1.250
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