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Comparativo: 208 e-GT, 500e, Zoe e Cooper S E dão choque de realidade

Os novos elétricos compactos, que estão chegando agora, têm grandes diferenças. Mas todos, cada um à sua maneira, buscam conquistar seu espaço no mercado

Por Guilherme Fontana Atualizado em 19 set 2021, 15h48 - Publicado em 17 set 2021, 17h59
208 e-GT, 500e, Zoe e Cooper S E
Lançamentos têm predicados diferentes, mas propostas e preços semelhantes Fernando Pires/Quatro Rodas

Mais do que a grande quantidade de novos elétricos no Brasil, que inspirou esta edição, a chegada quase que simultânea de quatro fortes oponentes foi o cenário perfeito para um embate.

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Primeiro do quarteto a chegar, o Zoe é vendido em duas versões, a Zen, de R$ 204.990, e a Intense, que participa deste comparativo e sai por R$ 229.990. O Mini Cooper veio em seguida, com três níveis que vão de R$ 239.990 a R$ 269.990.

A versão escolhida foi a intermediária, batizada de Top, e que custa R$ 264.999. O Fiat 500e também já está à venda no Brasil. Em versão única, a Icon, o italiano sai por R$ 239.990. Já o Peugeot 208 e-GT só chegará no final de setembro e, até o fechamento desta edição, não tinha preço definido.

  • Os novos hatches movidos a eletricidade se aproximam por dimensões semelhantes, o divertido torque instantâneo, visual diferenciado e alto nível de tecnologia – o que ajuda a elevar os preços.

    No caso do comparativo, os modelos custam entre R$ 200.000 e R$ 270.000. Além disso, eles chegam com diferentes propostas que mexem com o emocional de seus potenciais compradores – que só poderão procurar por eles em lojas específicas de cada uma das marcas.

    Mesmo que a realidade da eletrificação ainda esteja distante para a maior parte dos brasileiros, estes são os modelos que representarão a linha de frente da tecnologia, a vanguarda que fará o primeiro contato com as pessoas nas ruas (do Sudeste do país, principalmente).

    Feitas as apresentações, vamos ao comparativo. Entre esportivos e citycars, qual elétrico leva a melhor?

    4º – Mini Cooper S E

    Mini Cooper S E
    Versão elétrica se diferencia pelos logos e demais detalhes amarelos Fernando Pires/Quatro Rodas

    De cara, dá para dizer que o Mini é o mais sofisticado entre os modelos deste comparativo. O hatch tem acabamento exemplar, com materiais emborrachados por todos os lados e ótimos arremates das peças, sem vãos exagerados ou rebarbas.

    Os bancos vão pelo mesmo caminho e podem variar no revestimento. Na unidade avaliada, eles eram de couro com detalhes laterais em Alcantara. Por fora ele mantém o clássico visual dos Mini, mas se diferencia por detalhes em amarelo e rodas com desenho nada convencional e, claro, controverso.

    Mini Cooper S E
    Painel do Mini tem ótimo acabamento e estilo de sobra, marcado pelos elementos circulares espalhados pela cabine Fernando Pires/Quatro Rodas

    O painel do modelo é sua marca registrada com o grande círculo central iluminado, que pode mudar de cor de acordo com o modo de condução e ou de alguma função selecionada. No meio do círculo fica a central multimídia, compatível apenas com Apple CarPlay, que pode se conectar sem fio. Não ter o Android Auto é uma decisão um tanto equivocada.

    Ele também se destaca em tecnologia e nível de equipamentos, com faróis de LED, assistente de estacionamento, head-up display, sistema de som Harman-Kardon, serviço de concierge e teto solar panorâmico. Já espaço não é uma das virtudes do Mini, embora as dimensões internas sejam melhores que as do 500e. O porta-malas, por exemplo, tem 211 litros – contra 185 litros do 500e.

    MINI S E
    Espaço não é o foco do Mini e porta-malas de 211 litros só é menor que o do rival da Fiat; os bancos podem variar o acabamento Fernando Pires/Quatro Rodas

    Apesar de ser mais alto e mais pesado em relação às versões a gasolina, o Mini elétrico mantém a pegada esportiva. A direção é direta, mas transmite uma sensação de peso inexistente nos demais.

    Além disso, a suspensão é rígida e faz os ocupantes sofrerem com as imperfeições do asfalto. A pouca altura em relação ao solo deixa o Cooper raspar a dianteira com facilidade em valetas e elevações.

    MINI S E
    As rodas, de 17 polegadas, têm desenho fora do comum com direito a relevos e borda amarela Fernando Pires/Quatro Rodas

    Não dá para colocar defeito no desempenho do modelo, que tem o motor mais forte do quarteto: são 184 cv de potência e 27,5 kgfm de torque. Eles levam o britânico de 0 a 100 km/h em 7,4 s e garantem retomadas rápidas. O grande problema está na autonomia, com alcance de apenas 234 km. Na prática, esse número só é alcançado com certo esforço para poupar a bateria, que parece esvaziar mais rápido do que deveria.

    O rodar desconfortável para centros urbanos e a baixa autonomia, que não permite escapadas mais longas com o risco de não ter bateria para voltar, deixam o Mini Cooper elétrico em último lugar no comparativo.

    Mini S E
    Estilo clássico do Mini permanece e só os mais atentos notarão o logo da versão e a ausência do escapamento Fernando Pires/Quatro Rodas

    Ficha Técnica – Mini Cooper S E

    Motor: elétrico, dianteiro, 184 cv, 27,5 kgfm
    Câmbio: automático, 1 marcha, tração dianteira
    Suspensão: independente, McPherson (diant.), multilink (tras.)
    Freios: disco nas quatro rodas Pneus: 205/45 R17
    Dimensões: comprimento, 385 cm; largura, 172,7 cm; altura, 143,2 cm; entre-eixos, 249,5 cm; porta-malas, 211 l; peso, 1.365 kg
    Autonomia: 234 km

    MINI S E
    Motor é o mais potente entre os rivais, com 184 cv Fernando Pires/Quatro Rodas

    Teste de desempenho – Mini Cooper S E

    • Aceleração:
      0 a 100 km/h: 7,4 s
      0 a 1.000 m: 30 s – 150,5 km/h
    • Velocidade Máxima:
      150 km/h
    • Retomada:
      D 40 a 80 km/h: 2,9 s
      D 60 a 100 km/h: 3,8 s
      D 80 a 120 km/h: 4,8 s
    • Frenagens:
      60/80/120 km/h -14/25,3/58,4 m
    • Ruído Interno
      Neutro/rpm máx.: -/- dBA
      80/120 km/h: 67/70,7 dBA
    • Consumo:
      Urbano: 7,7 km/kWh
      Rodoviário: 6,5 km/kWh
    • Aferição
      Velocidade real a 100 km/h: 98 km/h
      Rotação do motor a 100 km/h: –
      Seu bolso
      Preço básico: R$ 264.999
      Garantia: 3 anos
      Concessionárias: 22

    3º – Renault Zoe

    Zoe
    Visual do Zoe foge do comum, apesar de não ter exageros Fernando Pires/Quatro Rodas

    O compacto da Renault é o dono do melhor espaço interno, acomodando de forma suficiente quem vai atrás, desde que os ocupantes não tenham mais de 1,80 metro.

    Logo atrás, o porta-malas é o maior do comparativo, com 338 litros, superior até em relação aos hatches compactos a combustão vendidos no Brasil, entre eles o Chevrolet Onix, com 303 litros. Ele também tem a melhor autonomia, com 385 km declarados.

    Por dentro, apesar do bom acabamento que dá direito a materiais emborrachados, tecido na parte central do painel e bancos de boa aparência, o Zoe tem desenho e soluções mais simples, evidenciando seu caráter de baixo custo. Os exemplos começam nos apoios de cabeça como extensão do encosto dos bancos e sem regulagem de altura.

    ZOE
    Interior é bem acabado, com direito a tecido no painel, mas o desenho deixa evidente o menor custo do Zoe Fernando Pires/Quatro Rodas

    A lista de equipamentos é boa, mas só isso. A versão testada inclui quadro de instrumentos digital, central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay, faróis e lanternas de LED, piloto automático, sensores de chuva, luminosidade, pontos cegos e pressão dos pneus.

    Porém, não há conectividade sem fio ou carregador por indução, e oferta de apenas quatro airbags. Além disso, inexiste qualquer recurso de condução semiautônoma, como piloto automático adaptativo, alerta de saída de faixa, leitura de placas ou frenagem automática.

    ZOE
    Modelo exibe o maior espaço interno do comparativo, incluindo o porta-malas; bancos dianteiros não têm regulagem de altura Fernando Pires/Quatro Rodas

     

    Vale considerar que o Zoe é o mais barato do comparativo, mas, por R$ 10.000 a mais, o Fiat 500e dispõe destes e de muitos outros itens de tecnologia.

    Ele atende ao propósito de ser um carro urbano com um bom acerto de suspensão, focada no conforto, e com boa altura em relação ao solo. Porém, além de ser possível ouvir a movimentação dos amortecedores, imperfeições mais acentuadas no asfalto transmitem pancadas mais secas aos ocupantes.

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    Mesmo assim, mantém a proposta de maciez e passa muito longe da aspereza encontrada no Mini. A posição de dirigir é alta e a direção tem respostas suaves, sem nenhuma pretensão esportiva.

    ZOE
    Rodas de 16 polegadas são bonitas e garantem mais conforto ao Zoe Fernando Pires/Quatro Rodas

    Essa falta de esportividade também vem nos números de desempenho. Equipado com motor de 135 cv e 25 kgfm, em nossos testes, ele foi de 0 a 100 km/h em 9,1 segundos, 0,4 mais lento do que o 500e, que é menos potente, mas também mais leve.

    O Zoe fica em terceiro lugar por ser mais simples mesmo na versão topo de linha, que encosta no preço cobrado pelos rivais mais refinados.

    ZOE
    Traseira segue o desenho “diferentão” da dianteira; luzes de seta são sequenciais, como nos Audi Fernando Pires/Quatro Rodas

    Ficha Técnica – Renault Zoe

    Motor: elétrico, dianteiro, 135 cv, 25 kgfm
    Câmbio: automático, 1 marcha, tração dianteira
    Suspensão: indep., McPherson (diant.), eixo de torção (tras.)
    Freios: disco nas quatro rodas
    Pneus: 195/55 R16
    Dimensões: comprimento, 408,7 cm; largura, 178,7 cm; altura, 158,2 cm; entre-eixos, 258,8 cm; porta-malas, 338 l; peso, 1.555 kg
    Autonomia: 385 km

    ZOE
    Mesmo com bons números de potência e torque, o Zoe foi o mais lento entre os rivais Fernando Pires/Quatro Rodas

    Teste de desempenho – Renault Zoe

    • Aceleração:
      0 a 100 km/h: 9,1 s
      0 a 1.000 m: 32 s – 142,6 km/h
    • Velocidade Máxima: 140 km/h
    • Retomada:
      D 40 a 80 km/h: 3,6 s
      D 60 a 100 km/h: 4,8 s
      D 80 a 120 km/h: 6,3 s
    • Frenagens:
      60/80/120 km/h -14,4/25,5/59,4 m
    • Ruído Interno
      Neutro/rpm máx.: -/- dBA
      80/120 km/h: 62/70,1 dBA
    • Consumo:
      Urbano: 4,9 km/kWh
      Rodoviário: 4,5 km/kWh
    • Aferição
      Velocidade real a 100 km/h: 97 km/h
      Rotação do motor a 100 km/h: –
      Seu bolso
      Preço básico: R$ 229.990
      Garantia: 3 anos
      Concessionárias: 295

    2º – Fiat 500e

    Fiat 500 E
    O Fiat 500 foi eletrificado, mas não perdeu seu charme retrô Fernando Pires/Quatro Rodas

    Assim como o Renault Zoe, o 500e se propõe a ser um legítimo carro urbano. Ele não apenas cumpre seu objetivo como ainda se sai melhor do que o rival graças ao seu conjunto de suspensão, que prima pelo conforto com maciez e boa absorção dos impactos. Além disso, os amortecedores trabalham em silêncio, importante para um carro elétrico. A boa altura em relação ao solo também é uma virtude do 500e.

    O desempenho do italiano igualmente surpreende. Mesmo sendo o mais fraco do quarteto, com 118 cv de potência e 22,4 kgfm de torque, ele é mais rápido do que o terceiro colocado, que é mais potente.

    Fiat 500 E
    Interior do 500e mistura nostalgia e modernidade; quadro de instrumentos é digital e a porção central do painel repete a cor da carroceria Fernando Pires/Quatro Rodas

    Em nossos testes, o 500e foi de 0 a 100 km/h em 8,7 s – 0,4 s a menos do que o Zoe. As acelerações do Fiat até empolgam, mas são mais progressivas em relação a Mini e 208, apesar de, na prática, os números serem muito próximos aos do Peugeot.

    A direção é leve, mas transmite solidez, e a posição de dirigir é alta. Em contrapartida, ele é o único do comparativo equipado com freios traseiros a tambor e é o menos espaçoso. Quem vai nos bancos da frente até tem boa acomodação, mas, atrás, as pernas pressionam os bancos dianteiros e a cabeça raspa no teto. O porta-malas também é pequeno: são apenas 185 litros.

    Fiat 500 E
    Espaço é o principal ponto fraco do 500e: é praticamente impossível levar um adulto nos bancos de trás e porta-malas tem 185 litros Fernando Pires/Quatro Rodas

    O 500e cativa pelos detalhes e pela nostalgia, que faz uma bela ponte com a modernidade. O exterior mantém boa parte das características das gerações passadas, como os faróis em dois pares, agora de LED. De lado, se destacam o repetidor de seta, que surge do capô, e a maçaneta embutida.

    O interior vai pelo mesmo caminho, com uma aparência minimalista e repetindo a cor da carroceria no painel – que não tem materiais emborrachados, mas acabamento de boa aparência e bons encaixes.

    FIAT 500E
    Rodas de 16 polegadas chegam a ser simples, mas completam o ar clássico do modelo Fernando Pires/Quatro Rodas

    Um dos diferenciais está na abertura das portas por botão. O nível de tecnologia também o coloca à frente do Renault, com preços semelhantes nas versões testadas.

    No Fiat, há piloto automático adaptativo, frenagem automática, leitura de placas de velocidade, faróis altos automáticos, central com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, carregador de celulares por indução e teto solar.

    Quando chega aos 21 km/h, o 500e toca, do lado externo, como alerta de segurança aos pedestres, a melodia de Nino Rota feita para o filme Amarcord. Isso só reforça o apelo clássico do pequeno bambino.

    FIAT 500E
    Traseira mantém linhas das antigas gerações; a pintura, chamada de Verde Oceano, varia entre tons de verde e azul, de acordo com a incidência de luz Fernando Pires/Quatro Rodas

    Ficha Técnica – Fiat 500e

    Motor: elétrico, dianteiro, 118 cv, 22,4 kgfm
    Câmbio: automático, 1 marcha, tração dianteira
    Suspensão: indep., McPherson (diant.), eixo de torção (tras.)
    Freios: disco (diant.), tambor (tras.)
    Pneus: 195/55 R16
    Dimensões: comprimento, 363,1 cm; largura, 168,3 cm; altura, 152,7 cm; entre-eixos, 232,2 cm; porta-malas, 185 l; peso, 1.352 kg
    Autonomia: 320 km

    FIAT 500E
    Mesmo sendo o menos potente, o 500e tem desempenho superior ao do Zoe Fernando Pires/Quatro Rodas

    Teste de desempenho – Fiat 500e

    • Aceleração:
      0 a 100 km/h: 8,7 s
      0 a 1.000 m: 31,2 s – 147,7 km/h
    • Velocidade Máxima: 150 km/h
    • Retomada:
      D 40 a 80 km/h: 3,5 s
      D 60 a 100 km/h: 4,6 s
      D 80 a 120 km/h: 6 s
    • Frenagens:
      60/80/120 km/h -14/25,8/59 m
    • Ruído Interno
      Neutro/rpm máx.: -/- dBA
      80/120 km/h: 61,5/70,4 dBA
    • Consumo:
      Urbano: 6,4 km/kWh
      Rodoviário: 6,2 km/kWh
    • Aferição
      Velocidade real a 100 km/h: 98 km/h
      Rotação do motor a 100 km/h: –
      Seu bolso
      Preço básico: R$ 239.990
      Garantia: 3 anos
      Concessionárias: 520

    1º – Peugeot 208 e-GT

    Peugeot 208 E-GT
    Dono do desenho mais atraente, o 208 chama atenção Fernando Pires/Quatro Rodas

    Prometido ao Brasil há um ano, o 208 e-GT finalmente chegará por aqui no fim de setembro. Por isso, ele é o único sem preço definido até o fechamento desta edição – a estimativa é de que o modelo custe cerca de R$ 260.000, valor próximo da versão intermediária do Mini Cooper S E.

    O preço alto é justificado pelos níveis de acabamento e tecnologia, além da diversão que esse francês importado da Eslováquia pode proporcionar ao condutor.

    O 208 se propõe a oferecer uma nova experiência visual com desenhos atraentes por dentro e por fora. Na parte de fora, ele se diferencia das versões a combustão com belas rodas de 17 polegadas, arcos pretos nos para-lamas, luz de neblina traseira e grade com traços na cor da carroceria.

    Peugeot 208 E-GT
    Interior com ares futuristas e ótimo acabamento é a marca registrada do 208; visualização do painel é feita por cima do volante Fernando Pires/Quatro Rodas

    Por dentro, o painel tem materiais emborrachados com costuras aparentes em azul e verde e uma faixa central que imita fibra de carbono. Os bancos, muito bonitos, são esportivos e têm uma interessante mistura de tecidos.

    O quadro de instrumentos digital exibe efeito 3D e a central, tela de 10”. Só incomoda a posição da alavanca do piloto automático, atrás do volante.

    A lista de equipamentos também é farta, com piloto automático adaptativo, frenagem automática, leitura de placas de velocidade, faróis e lanternas de led, freio de estacionamento elétrico, teto panorâmico e carregador por indução.

    Peugeot 208 E-GT
    Os bancos seguem a proposta esportiva com grandes abas laterais e revestimento premium; o porta-malas tem 265 litros Fernando Pires/Quatro Rodas

    Poderia ter ajustes elétricos ao menos no banco do motorista. Espaço não é problema no 208, apesar de ter medidas menos generosas do que as do Zoe. É possível viajar no banco traseiro com conforto e o porta-malas leva suficientes 265 litros.

    O grande chamariz do 208 está na dirigibilidade, que pode assumir duas facetas: ser amigável ou atender plenamente à sua proposta esportiva. Caso queira explorar os 136 cv de potência e os 26,5 kgfm de torque, a diversão é garantida.

    PEUGEOT 208 E-GT
    Rodas de 17 polegadas são bonitas e esportivas; arco em preto nos para-lamas é exclusividade do 208 elétrico Fernando Pires/Quatro Rodas

    Em acelerações mais fundas o hatch chega a destracionar por receber todo o torque de uma vez. Assim, ele vai de 0 a 100 km/h em 8,5 s. Porém, embora seja um legítimo esportivo, ele é mais confortável do que aparenta.

    A suspensão é macia e silenciosa, e compensa muito bem os pneus de perfil baixo. Só é preciso cuidado com a baixa altura em relação ao solo – por isso, o modelo ganha uma adaptação local para proteger as baterias, localizadas no assoalho.

    Pelo conjunto da obra, o 208 e-GT vence o comparativo.

    Peugeot 208 E-GT
    208 e-GT mantém a esportividade visual mesmo sem ter saída de escape Fernando Pires/Quatro Rodas

    Ficha Técnica – Peugeot 208 e-GT

    Motor: elétrico, dianteiro, 136 cv, 26,5 kgfm
    Câmbio: automático, 1 marcha, tração dianteira
    Suspensão: indep., McPherson (diant.), eixo de torção (tras.)
    Freios: disco nas quatro rodas
    Pneus: 205/45 R17
    Dimensões: comprimento, 405,5 cm; largura, 196 cm; altura, 143 cm; entre-eixos, 253,8 cm; porta-malas, 265 l; peso, 1.530 kg
    Autonomia: 340 km

    PEUGEOT 208 E-GT
    Motor não é o mais potente, mas garante desempenho exemplar ao 208 elétrico. Rodas de 17 polegadas têm desenho esportivo Fernando Pires/Quatro Rodas

    Teste de desempenho – Peugeot 208 e-GT

    • Aceleração:
      0 a 100 km/h: 8,5 s
      0 a 1.000 m: 30,8 s – 150 km/h
    • Velocidade Máxima: 150 km/h (dado de fábrica)
    • Retomada:
      D 40 a 80 km/h: 3,3 s
      D 60 a 100 km/h: 4,6 s
      D 80 a 120 km/h: 6 s
    • Frenagens:
      60/80/120 km/h -14/25,7/59,6 m
    • Ruído Interno
      Neutro/rpm máx.: -/- dBA
      80/120 km/h: 60,1/67,5 dBA
    • Consumo:
      Urbano: 7,8 km/kWh
      Rodoviário: 6,2 km/kWh
    • Aferição
      Velocidade real a 100 km/h: 98 km/h
      Rotação do motor a 100 km/h: –
      Seu bolso
      Preço básico: R$ 260.000 (estimado)
      Garantia: 3 anos
      Concessionárias: 118

    Veredicto:

    O 208 é o vencedor por entregar diversão e alto desempenho, mas também ser amigável no uso urbano. Além disso, se destaca pelo nível de tecnologia, bom acabamento e espaço suficiente para ocupantes e bagagens. O Fiat 500e fica em segundo pelo espaço restrito, enquanto a simplicidade do Zoe o coloca em terceiro. O Mini se prejudica pela autonomia.

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    CAPA quatro rodas setembro edição 749
    A edição 749 de QUATRO RODAS já está nas bancas! arte/Quatro Rodas
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