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Séries especiais: mico de mercado ou mais por menos?

As séries especiais podem ser uma boa compra de carro zero - e ficam ainda melhor quando viram usados

Por Guilherme Fontana - Atualizado em 5 jun 2018, 21h44 - Publicado em 12 fev 2016, 13h53
Séries especiais
Arte/Quatro Rodas

Se por um lado a série especial é a chance da montadora de dar um gás em um determinado modelo (às vezes, em final de carreira ou que está vendendo pouco), por outro pode ser a oportunidade de o consumidor comprar um carro mais equipado pagando menos.

Recentemente, a Jeep lançou o Renegade Limited que, por R$ 7.000 a mais, acrescenta airbags laterais, de cortina e de joelho, quadro de instrumentos com uma tela digital configurável e bancos de couro. Vale a pena, pois, separados, os itens custariam acima de R$ 14.000.

Com vendas bem abaixo dos concorrentes, o Fiat Linea acabou de ganhar a série Blackmotion (R$ 70 000). A edição recebeu central multimídia com navegador e câmera de ré. Se um Linea Absolute fosse equipado com esses itens como opcionais, o preço seria de R$ 76 021 – 8,6 % mais caro.

Há casos, porém, em que a série é mais perfumaria do que conteúdo. O recém-lançado Renault Sandero Rip Curl parte de R$ 54 650, R$ 850 extras em relação ao Stepway, no qual ele se baseia, oferecendo apenas detalhes visuais exclusivos. Assim segue também o Chevrolet Cobalt Graphite, edição limitada que custava R$ 2 300 a mais do que sua versão de base LTZ.

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O bom negócio das séries especiais se reflete mais quando os veículos chegam ao mercado de usados. Como têm pacotes de equipamentos fechados, eles facilitam o garimpo do comprador. Afinal, o interessado terá sempre a certeza dos itens de série  que vai encontrar em cada carro antes sem precisar checá-lo ao vivo.

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