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Os riscos de adaptar cintos de três pontos em carros antigos

A palavra "adaptação" e "segurança" nunca andam juntas

Por Fábio Black 2 ago 2021, 12h15
Propaganda do Jeep, da Willys, publicada na revista Seleções.
Adaptações não resolvem os problemas de segurança dos projetos antigos Divulgação/Quatro Rodas
Tenho um veículo antigo com cintos laterais traseiros de dois pontos e gostaria de saber se é seguro fazer uma adaptação de cinto de segurança retrátil de três pontos?

Fernando Naccari, São Paulo (SP)

A resposta para sua questão está na própria pergunta, quando você fala em fazer uma adaptação. Adaptações não combinam com segurança.

Consultamos o engenheiro Oliver Schulze, da SAE Brasil, e ele nos disse que não basta simplesmente fixar o cinto em qualquer local da carroceria. Ao projetar um veículo, as montadoras fazem diversos testes para avaliar a correta fixação e calibração do cinto.

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Segundo ele, um cinto deve ser fixado em pontos que, muitas vezes, devem suportar forças superiores a 1.000 kgf de tração. E, depois de testado e aprovado, o sistema ainda passa por mais testes para garantir o correto funcionamento, mesmo após vários anos de uso.

“Portanto, não podemos recomendar a instalação de um cinto de três pontos em um veículo que não foi projetado para isto”, afirma o especialista.

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