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O que muda em carros elétricos nos testes de impacto?

As principais alterações levam em conta o posicionamento e o tamanho das baterias de alta tensão

Por Da Redação Atualizado em 3 set 2018, 15h03 - Publicado em 3 set 2018, 14h52
A ausência de motor na frente exigiu reforços extras no BMW i3 Divulgação/BMW

Quais as diferenças no desenvolvimento de um veículo elétrico para adequá-lo aos testes de impacto? – Gustavo Mérida, Vitória (ES) 

As principais mudanças em um veículo elétrico levam em conta o posicionamento e o tamanho das baterias de alta tensão.

Por serem grandes e pesadas, elas geralmente são colocadas no assoalho, que precisa ser reforçado para suportar essa carga que normalmente não existe em automóveis convencionais.

Além disso, os acumuladores de íon-lítio precisam ter proteção extra contra impactos, pois perfurações ou danos mais severos na bateria podem ocasionar incêndios intensos e difíceis de serem controlados.

Jaguar I-Pace
Todas as baterias do Jaguar I-Pace ficam no assoalho do SUV Divulgação/Jaguar

Além disso, em modelos com motor elétrico traseiro (como o BMW i3 ou o Tesla Model 3), é preciso compensar a ausência de uma sólida massa de metal na dianteira ao levar em conta a legislação de testes de impacto.

Com um obstáculo a menos para absorver a energia em uma colisão (o motor a combustão), a estrutura frontal precisa ser reforçada para manter a integridade do habitáculo.

  • A diferença também ocorre em menor proporção em veículos com motor dianteiro, pois o propulsor elétrico é consideravelmente menor e mais leve que um conjunto a combustão.

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