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O fim do calorão

Ar-condicionado virou de série até em versões básicas. Só VW e Fiat têm carros sem o item

Por Gustavo Henrique Ruffo Atualizado em 22 abr 2021, 23h11 - Publicado em 3 set 2015, 17h09

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Para a alegria de muita gente, carro novo sem ar-condicionado virou peça de museu. Até o Chevrolet Celta, um dos mais simples do mercado, já vem com o item. Hoje só duas marcas no Brasil, VW e Fiat, oferecem modelos sem ar, e mesmo assim em versões básicas. Há uma exceção, na Chevrolet, com a Montana, apenas porque ela é uma picape mais voltada a frotistas.

A Fiat vende Uno Vivace, Palio Fire, Siena EL (1.0 e 1.4), Weekend Attractive e Weekend Trekking, além de veículos de trabalho (Doblò Cargo, Strada Working e Fiorino). Isso por serem modelos disponíveis em venda direta, para frotistas – só eles compram hoje carro sem ar, segundo os vendedores. Para o varejo, os clientes exigem o ar. Na VW, ele é opcional no Take Up!, Gol Special e Gol e Voyage Trendline, mas o item nunca vem sozinho. Inclui ao menos direção hidráulica, em pacotes que começam em R$ 3 910.

E já se nota um outro fenômeno: as versões básicas de muitos modelos podem não trazer travas nem

vidros elétricos, mas o condicionador de ar está sempre lá. É o caso do Hyundai HB20. A versão Comfort, de R$ 38 595, não tem trava e vidros elétricos, itens que só estão disponíveis, assim como a direção hidráulica, a partir da Comfort Style, a R$ 41 865. Mas já oferece o ar.

Outro que segue esse exemplo é o Nissan March. A versão de entrada, 1.0 Conforto, custa R$ 36 990 e traz direção e ar de série. Travas e vidros elétricos estão disponíveis apenas na S, vendida a R$ 38 990.

Tudo indica que o ar-condicionado está para se tornar em breve item obrigatório no Brasil.

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