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O downsizing pode afetar a durabilidade dos motores?

Na teoria, não. Na prática, também

Por Redação - Atualizado em 30 jun 2018, 13h55 - Publicado em 11 abr 2016, 15h01
Motor 1.0 Kappa do Hyundai HB20
Motores 1.0 de três cilindros como o do HB20 possuem durabilidade equivalente à dos tradicionais Divulgação/Hyundai

Com a onda do downsizing, extraindo-se mais potência de motores menores, como fica a durabilidade? – Caio Granja, Vitória da Conquista (BA)

Os motores até recentemente desenvolviam potências específicas baixas, com cerca de 50 a 60 cv/litro na versão a gasolina e 30 a 40 cv/litro na diesel.

Com o advento da injeção indireta e mais tarde a direta common-rail, turbos variáveis e computadores de alta capacidade de gerenciamento, o salto em potência foi enorme, passando dos 100 cv/litro na gasolina e beirando isso no diesel.

Boa parte dos esforços adicionais no motor foi absorvida por limites de segurança generosos praticados no passado.

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Entretanto, alguns componentes sofreram mais, como pistões, bronzinas, anéis, sistema de resfriamento e lubrificação. Por isso estes tiveram de ser redesenhados ou receberam novos materiais para sobreviver a essas cargas operacionais mais altas.

Nada que os fabricantes desses componentes desconhecessem. Quando Renault, Fiat, Ferrari e Mercedes fazem motores para a Fórmula 1 com potências específicas na ordem de 315 cv/litro a 18.000 rpm, elas estão desenvolvendo as tecnologias que serão necessárias alguns anos à frente para serem competitivas em seus modelos de rua.

Como referência, aqui na QUATRO RODAS, no teste de Longa Duração, já colocamos à prova alguns modelos que seguem essa tendência.

Equipados com motores 1.0 de três cilindros com alta potência específica, VW Up! e Smart ForTwo terminaram os 60.000 km com seus motores em ótimas condições. Outro exemplo, o Peugeot 3008 com motor 1.6 THP também teve a mecânica aprovada.

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