Especial Óleo Lubrificante: é vantagem usar óleo de baixa viscosidade?

Os novos óleos de baixa viscosidade oferecem maior proteção e menor consumo de combustível, mas não são para todos

No motor antigo, dá pra usar o óleo da versão atual?

No motor antigo, dá pra usar o óleo da versão atual? (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Na última mudança da família Chevrolet Onix e Prisma, na linha 2017, a GM efetuou uma redução de atrito dos motores 1.0 e 1.4 com o objetivo de diminuir o consumo.

Como o conjunto de pistões, bielas e anéis foi redesenhado, a marca optou também por mudar a especificação do óleo, que era de 5W30 e foi para 0W20.

Como explicamos antes, isso significa que o novo lubrificante tem menor viscosidade, ou seja, é mais fino.

Posso então usar esse óleo mais moderno no motor antigo? E esse problema é cada vez mais comum, com carros de projeto antigo recebendo modernos lubrificantes redutores de atrito.

De acordo com a Castrol, esses óleos garantem maior proteção contra o desgaste e a formação de borra, além de contribuir para a economia de combustível – fato pelo qual a Chevrolet optou pela mudança.

É por isso que carros mais modernos, ou com motores antigos que foram aperfeiçoados, normalmente usam lubrificantes de viscosidade mais baixa.

A Shell, por sua vez, diz que a indústria de lubrificantes acompanha o desenvolvimento dos motores, implementando novas exigências e necessidades de performance dos projetos modernos.

Em geral, as novas especificações superam as anteriores e podem, portanto, ser usadas em motores mais antigos sem problemas.

Porém, é preciso sempre respeitar o requerimento de viscosidade, que nos carros antigos costuma ser mais alto – SAE 5W30 contra 0W20, como no caso do Onix. Então, o motor antigo não deve ser abastecido com o novo óleo de baixa viscosidade.

Um dos cuidados que o cliente deve tomar, diz a Petrobras, é que as concessionárias tendem a comercializar somente o lubrificante do motor dos modelos atuais à venda, por uma questão de otimização de estoque. Isso porque há um fluxo menor de veículos com mais de cinco anos para realizar revisões na revenda.

Acontece que esse veículo pode estar na terceira ou quarta geração de motor. Ou seja, o mesmo carro que dez anos atrás usava um óleo SEA 15W40, quatro anos depois recebeu um novo motor que já usava um óleo SAE 10W30.

Agora, no modelo atual que está nas lojas, o motor teve mais uma atualização e, visando à economia de combustível, passou a requerer um lubrificante SAE 0W20. Na hora de fazer a troca, então, deve ser respeitada a geração do motor.

Em função da diferença de viscosidade, usar lubrificante errado pode provocar danos ao motor e aumentar o consumo de combustível, além do consumo do próprio lubrificante.

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