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Correio Técnico: Por que a maioria dos SUVs e picapes têm tração traseira?

Característica tem função prática e econômica, mas cobra seu preço no espaço interno

Por Rodrigo Ribeiro - Atualizado em 30 dez 2019, 08h00 - Publicado em 30 dez 2019, 07h00
Muitas picapes e SUVs com tração traseira usam eixo rígido Silvio Goia/Quatro Rodas

Por que os projetos de picapes e SUVs possuem tração na traseira? – Paulo César Magalhães Pereira, Nova Iguaçu (RJ)

Porque muitos desses veículos usam o sistema de eixo rígido na traseira, solução mais robusta e que permite uma distribuição de peso mais uniforme, ideal para esse tipo de utilização, seja transporte de carga ou uso em off-road.

As picapes também levam a maior parte da carga na traseira, fazendo com que tenha mais massa justamente sobre o eixo de tração, aumentando a aderência quando estiver carregado, especialmente em subidas.

SUVs com suspensão traseira independente, em vez de eixo rígido, e/ou dotados de 4×4, também priorizam a tração traseira pelo mesmo motivo.

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O lado negativo desse conceito é a perda de espaço na cabine, especialmente no banco traseiro, por conta do túnel central elevado para abrir espaço ao cardã.

Por demanda

O quattro ultra é capaz de desconectar toda a parte traseira da tração integral Divulgação/Audi

Em modelos mais leves ou com propostas menos rústicas, o processo é inverso, e a base é a de um veículo de tração dianteira que passa a adotar a propulsão nas quatro rodas.

A grande maioria desses modelos, como Jeep Renegade, Fiat Toro e Chevrolet Equinox, adotam um diferencial traseiro sob demanda.

Nesse sistema, a força do motor só é enviada às rodas posteriores quando as dianteiras estão sem aderência, e essa transferência dificilmente ultrapassa os 50%.

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Isso permite o uso de um diferencial traseiro menor, mais barato e que ocupa menos espaço sob o assoalho, permitindo um bom volume de porta-malas.

A linha Audi quattro ultra vai além, e é capaz de desconectar o diferencial traseiro e cardã do trem de força, melhorando a eficiência energética.

Tem outras dúvidas? Envie sua pergunta para correiotecnico@abril.com.br!

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