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Correio Técnico: é verdade que motores a diesel não usam velas?

Aspecto único desse tipo de propulsor elimina a necessidade de alguns componentes

Por Rodrigo Ribeiro - Atualizado em 20 dez 2019, 08h00 - Publicado em 20 dez 2019, 07h00
Nos motores a diesel não há vela de ignição, mas sim, incandescente Olivier Cleynen/Wikipedia

É verdade que motores a diesel não têm velas de ignição nem sistema de distribuição? Exedo Guedes, itu (SP)

Sim, porque esse combustível entra em combustão pela própria compressão exercida pelo cilindro.

Mas motores diesel possuem outro tipo de vela, chamada de incandescente.

Ela serve para aquecer a câmara (ou pré-câmara, nos veículos que usam esse recurso) de combustão e pode chegar aos 800 ºC para facilitar a partida e funcionamento do motor quando ele estiver frio.

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Outro item de que motores a diesel não precisam é a borboleta de aceleração. Em vez de restringir a entrada de ar, esses propulsores controlam a velocidade de giro alterando o fluxo de combustível enviado para a câmara de combustão.

Sem controle

Se um motor a diesel moderno disparar, não tem muito o que fazer sem estragar o carro Divulgação/Ram

Essa característica, aliás, faz com que motores a diesel com manutenção inadequada podem simplesmente acelerar sem controle.

Isso acontece quando há entrada de óleo na câmara de combustão, normalmente ocasionada por falha nos anéis de vedação na turbina ou pistões.

Ao entrar no cilindro, o lubrificante se mistura com o ar comprimido e entra em ignição por compressão, como o diesel. O problema é que, quando não há borboleta, o motor entra em um ciclo que ele se autoalimenta, o que faz o conjunto “disparar”.

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Modelos modernos possuem mecanismos de proteção na admissão e injeção de combustível para impedir isso, mas caso um motor diesel dispare, pouco há a ser feito. Uma alternativa é bloquear a admissão com algum anteparo rígido, para impedir a entrada de ar.

Outro método, mais drástico, é encostar a dianteira do carro em uma parede firme, engatar uma marcha e soltar gradualmente o freio. Esse processo, no entanto, pode ocasionar danos severos no motor, transmissão e, claro, carroceria.

Tem outras dúvidas? Envie sua pergunta para correiotecnico@abril.com.br!

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