Designer da Volkswagen explica o projeto do novo Polo

Klaus Bischoff disse que, apesar da necessidade de renovar o hatch, fugir da identidade visual da VW seria uma atitude 'estúpida'

Vários modelos da marca serviram de inspiração para o projeto (divulgação/Volkswagen)

Deixar o design mais esportivo e imponente sem desprezar as heranças do passado. Foi este o principal desafio da equipe comandada por Klaus Bischoff, diretor de design da Volkswagen AG, antes do desenvolvimento do novo Polo – cuja produção no Brasil (ao lado do sedã Virtus) foi confirmada oficialmente pela marca.

“O Polo já vendeu mais de 14 milhões de carros pelo mundo. Isso é mais do que suficiente para dizer que precisávamos preservar sua identidade. Afinal, todo mundo quer construir uma identidade e, uma vez que você consegue, deve preservá-la a todo custo. É por isso que, ao mesmo tempo em que precisávamos renovar o Polo, havia a preocupação de não desvirtuar as características do modelo”, afirmou em entrevista durante o lançamento do carro, em Berlim.

Coluna traseira ganhou uma vigia para ficar mais fina – no Golf, ela é sempre mais larga (divulgação/Volkswagen)

Como quase sempre acontece com as novas gerações, o Polo cresceu 7 cm no comprimento, outros 7 cm na largura e 9 cm na distância entre-eixos em relação a seu antecessor – a 5ª geração, que não veio para o Brasil. Bischoff afirmou que houve um cuidado especial para não deixar o hatchback desproporcional.

“Nós queríamos fazer um Polo mais esportivo e, para tanto, deixá-lo mais baixo e aerodinâmico era essencial. Mas, antes disso, precisávamos alargar a carroceria para manter as proporções. Tudo isso sem prejudicar a funcionalidade, uma característica primordial de nossos carros. O carro ficou maior porque as pessoas exigem carros cada vez maiores e mais espaçosos”, afirmou.

Capô dá a impressão de invadir a grade, como no Arteon (divulgação/Volkswagen)

Apesar da evidente semelhança com o Golf (prontamente rechaçada por Bischoff, diga-se), vários modelos da atual gama de produtos (e até futuros lançamentos) da Volkswagen serviram de referência para os designers. Mesmo assim, Klaus ressaltou o cuidado na preservação da identidade do Polo construída ao longo das últimas gerações.

“Cada produto tem uma personalidade diferente que deve se sobressair. É isso que faz o Polo ser totalmente diferente do Golf. Aproveitamos alguns elementos que o aproximam de nossos outros modelos, como o Passat, o Arteon e o futuro Touareg. Mas tudo isso sem esquecer da identidade de marca. Seria estúpido de nossa parte não mantê-la e especialmente não capitalizar em cima de algo que lutamos tanto para conseguir. Sem contar que seria um pecado se alguém visse o novo Polo e pensasse: ‘sim, é um Volkswagen, mas qual carro?’”, afirmou.

Lanternas ficaram maiores e mais largas… (divulgação/Volkswagen)

... e acabaram bem parecidas com as do Gol brasileiro

… e acabaram bem parecidas com as do Gol brasileiro (Marco de Bari/Quatro Rodas)

O interior também chamou bastante a atenção da mídia especializada durante sua apresentação global, realizada em Berlim, na Alemanha. Diferente da maioria dos compactos desenvolvidos pela VW até então, a tela da central multimídia ocupa lugar de destaque, acima, inclusive, das saídas de climatização. Segundo Bischoff, esse layout reflete a importância dos sistemas de entretenimento e conectividade a bordo.

Além do painel de instrumentos digital, interior tem uma nova central multimídia como destaque (divulgação/Volkswagen)

“Preparar nossos produtos para um futuro cada vez mais conectado é essencial. Antes, os clientes se preocupavam apenas em ouvir música e os painéis eram mais simples. Hoje, se o cliente não consegue parear seu iPhone, ele desiste da compra. Nós mudamos toda a estrutura do painel e do interior por conta da preocupação com a conectividade. É preciso administrar tantas funções simultaneamente de uma forma simples, que permita a qualquer pessoa acessar tudo rapidamente”.

“Agora podemos acessar uma ampla variedade de rádios ao toque de um botão, podendo escolher também entre suas músicas favoritas armazenadas em dispositivos portáteis ou até em aplicativos como o Spotify. Hoje temos GPS, controles de climatização, som, telefone agrupados em um lugar só. Nosso papel é ter certeza de que fornecemos o maior número de funções possíveis ao alcance das mãos, sem distrair o condutor”, concluiu.

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  1. Juliano Ribas

    A VW TA BRINCANDO EM FALAR Q TEM DIFERENÇA VISUAL…A MESMA CARCAÇA MAS AGREGA VALOR, ENTAO COMPRE O GOL MESMO E PAGUE MAIS BARATO.

  2. Ivan Pereira

    Essa matéria da quatro rodas, deixou a desejar em não falar do motor, capacidade e economia…

  3. Lauro Agrizzi

    DE fato parece uma evolução do Gol. Sereia o Gol II que preferiram batizar de Polo para dizer que é um carro novo. Coisas da VW sempre mais do mesmo.O que muda mesmo é o preço. Enqunato houver comprador vão ficar presos ao passado.

  4. Nicelio Melo do Nascimento

    A equação é simples o carro é impecável em tecnologia, segurança, equipamentos e qualidade só peca no visual que cansou, são tantos anos olhando para a mesma coisa, será que vai vender?

  5. Marcus Vinícius P. Bonifácio

    Mas que grande coincidência o design do Polo ter ficado parecido com o nosso Gol, né?!… Claro que não! É evidente que a VW brasileira teve acesso aos sketchs do Polo para copiá-lo e continuar fazendo a linha inteira parecer um carro só… (é foda olhar para um Golf e para um Polo e enxergar um Gol…)

  6. Martinho Franco

    O erro é o Gol ter copiado o Polo aqui no Brasil. O Gol é nacional, o Polo não. Seria piada se a VW alemã se preocupasse em mudar um carro europeu pensando em não entrar em conflito com o nosso Gol. A aberração é existir aqui uma versão desatualizada de um produto bem mais moderno.
    Imaginem na Alemanha a seguinte situação: “Mudem o design do Polo, senão ele ficará muito parecido com o Gol que é feito no Brasil!!”

  7. Quando estiver nas ruas, principalmente as versões mais baratas, ninguém notará a diferença entre gol e polo, parecem ser o “mermo” carro.

  8. Antonio Claudio Robett Robert Viana

    Esta VW esta de brincadeira , so pode , os caras nao tem visao de mercado nao !!! Vao continuar enfiando esta b… no mercado e querendo seguir na frente !!! VW saiam da caixinha , abram pelo menos as janelas de sua caixinha para visualizarem alguma coisa a mais no mundo !!!

  9. Éderson Francisco de Andrade Camargo

    Vocês que estão reclamando que os carros da Volks são todos iguais, já pararam pra olhar as outras marcas? PQP, todas as marcas tem linhas de carros completamente iguais, pega do mais simples ao mais caro e tem sempre a mesma cara, da Fiat até a Mercedez. E tem mais, pega as linhas de carros como da Renault mais nova só pra ter como exemplo e copiaram linhas da Volks, assim como outras copiaram da Chevrolet e por aí vai, só podem estar brincando em reclamar da Volks nisso. Reclama da coisa horrorosa que é o Etios, do lixo de carro inseguro que é o Onix, dos problemas de projeto até em peças simples que a Fiat sempre teve, problemas elétricos que muitos enfrentam em Ford.
    Já sofri batida com Polo, fiquei no meio de um engavetamento, carro da Frente um Chevrolet corsa sedã, atrás uma palio weekend, adivinha qual carro sofreu menos avaria e foi o único que saiu andando do acidente? O POLO, olhando pra ele pareciaque mal tinha batido, os outros dois carros pareciam que tinham batido numa árvore.
    Volks tem seus problemas como toda montadora, mas não é atoa que falam da engenharia alemã. ainda é mais robusta e confável que os concorrentes nas mesmas faixas de valor.