A cor Vermelho Chili é a única a oferecer o teto preto (Christian Castanho/Quatro Rodas)
A central eletrônica dos carros é capaz de deixá-los mais econômicos e menos poluentes. Mas ela também permite um recurso especialmente atraente nos novos esportivos: a mudança do som.
Isso permitiu à BMW dar uma identidade sonora única ao novo Mini Countryman JCW.
Jeitão de SUV destoa das linhas típicas dos Mini (Christian Castanho/Quatro Rodas)
Com o seletor de condução no modo esportivo, o motor do hatch com estilo de SUV soa como algo muito maior do que um 2.0 quatro cilindros turbo com um câmbio automático de oito marchas.
O cada vez mais rotineiro estampido no escapamento nas acelerações agora é acompanhado de uma espécie de gargarejo nas desacelerações, conforme o motor reduz o giro.
Luz ao redor da tela pode acompanhar temperatura do ar-condicionado (Christian Castanho/Quatro Rodas)
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O som remete um pouco ao ruído típico dos motores antigos dotados de comandos de válvulas “bravos”, com grandes ângulos de abertura.
O bacana é que o novo Mini Countryman JCW anda tão bem como soa. Na pista de testes o 0 a 100 km/h foi cumprido em 6,9 segundos.
Retomadas e frenagens também entregaram números adequados à proposta da sigla que designa as versões mais esportivas dos Mini.
Teto solar duplo no novo Mini Countryman JCW (Christian Castanho/Quatro Rodas) Bom espaço interno favorecem viagens longas com quatro adultos (Christian Castanho/Quatro Rodas)
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Uma virtude do Countryman é que ele é apenas 0,7 s mais lento que o Cooper JCW (6,2 s em nosso teste), mas muito mais prático.
É verdade que a porção central do banco traseiro mais dura não anima que um quinto adulto fique por lá, mas a possibilidade de os outros quatro viajarem sem aperto para cabeças e joelhos tornam a aquisição desse carro por uma família muito mais factível do que o Cooper de cinco portas.
Velocímetro e conta-giros se movem com a coluna de direção, o que atrapalha a leitura (Christian Castanho/Quatro Rodas) Luz no teto avisa que o alarme foi ativado (Christian Castanho/Quatro Rodas)
Também ajuda nesse aspecto a suspensão mais macia e a direção elétrica leve. Aqui novamente a eletrônica faz seu trabalho ao endurecer volante e amortecedores na medida certa ao toque de um (enorme) comando giratório ao redor da base da manopla de câmbio.
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Nessa configuração, o Mini Countryman responde rápido aos comandos, com agilidade acima da média para um modelo consideravelmente pesado (1.555 kg) e alto (1,56 metro).
O comportamento dinâmico é neutro, e a tração integral mitiga sua leve tendência ao sobre-esterço.
Logotipo destaca a versão mais esportiva (Christian Castanho/Quatro Rodas) Rodas aro 19 no novo Mini Countryman JCW (Christian Castanho/Quatro Rodas)
A lista de equipamentos é longa como se espera de um carro de R$ 217.990, mas o sistema multimídia, que finalmente adotou tela sensível ao toque, poderia incluir integração para celulares Android e Apple.
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Também é possível optar por uma condução eficiente, com direito a start-stop, “roda-livre” e câmbio programado para manter o motor em baixas rotações para chegar a bons 10,3 km/l na cidade e 13,7 km/l no ciclo rodoviário.
Mas, depois de ouvi-lo no modo esportivo, fica difícil optar pelo silêncio.
Veredicto
O Countryman JCW anda quase tão rápido quanto o Cooper equivalente, porém é mais confortável para o dia a dia e prático para o uso familiar.
Teste de pista
Aceleração de 0 a 100 km/h: 6,9 s
Aceleração de 0 a 1.000 m: 27,5 s – 191,8 km/h
Velocidade máxima (dados de fábrica): 234 km/h
Retomada de 40 a 80 km/h:3,1s
Retomada de 60 a 100 km/h: 3,7 s
Retomada de 80 a 120 km/h: 4,6 s
Frenagens de 60/80/120 km/h a 0 m: 16,6/27,8/65,7 m
Consumo urbano:10,3 km/l
Consumo rodoviário:13,7 km/l
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Ficha técnica – Mini Countryman John Cooper Works
Preço: R$ 217.990
Motor: gasolina, dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 16V, turbo, injeção direta, 1.998 cm³; 231 cv a 5.000-6.200 rpm, 35,7 mkgf a 1.450-4.500 rpm
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