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Teste: Honda HR-V muda câmbio e suspensão para corrigir velhos problemas

SUV compacto aposta na suavidade com novos amortecedores e câmbio CVT reprogramado na linha 2019

Por Henrique Rodriguez - Atualizado em 26 dez 2018, 09h44 - Publicado em 30 out 2018, 15h07
Faróis ganharam prolongamento cromado alinhado à grade Christian Castanho/Quatro Rodas

Onde hoje existe o disputadíssimo segmento de SUVs compactos, em março de 2015, quando o Honda HR-V estreou no Brasil, havia apenas três modelos: Ford EcoSport, Renault Duster e Chevrolet Tracker. O Honda HR-V desbancou todos eles e o Jeep Renegade e o Peugeot 2008, que chegaram em seguida. Não à toa, foi líder de vendas no segmento em 2015 e 2016.

Agora, o HR-V muda para tentar desbancar o Jeep Compass do topo doranking de vendas e conter a ameaça de Nissan Kicks e Hyundai Creta, dois fortes concorrentes que estrearam nos últimos dois anos.

Novas lanternas têm leds em todas as versões Christian Castanho/Quatro Rodas

Na frente, ele segue Civic e City com a barra cromada mais espessa e com prolongamentos sobre os novos faróis, que ganharam projetores (que melhoram o facho e dão aspecto mais nobre) em todas as versões.

Os nichos dos faróis de neblina (que estreiam na versão LX) estão maiores e têm arestas vivas, como manda o padrão atual dos Honda. Atrás, as lanternas de leds são padrão em todas as versões. Parecem com as da versão Touring, porém são escuras e têm fundo cinza na parte inferior.

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Quadro de instrumentos da versão EXL tem os três aros iluminados e é possível personalizar a cor do mostrador central Christian Castanho/Quatro Rodas

A propósito, a versão topo de linha, Touring, só será atualizada em 2019. Ela poderia receber outros equipamentos exclusivos além dos faróis de led e sensores de ré, como o motor 1.5 turbo de 173 cv do Civic Touring. A Honda não confirma. Certo é que agora as luzes diurnas de led estão em todas as versões e os seis airbags são de série na EXL – a EX tem quatro.

A linha 2019 do HR-V também tem mudanças por dentro. A parte de cima do console central tem acabamento preto brilhante e, nas portas, as maçanetas e os alto-falantes ganharam aros cromados.

Central multimídia da versão EXL tem Android Auto e Apple CarPlay. Christian Castanho/Quatro Rodas

Mas só o EXL tem central multimídia com tela de 7 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay – LX e EX mantêm o rádio com tela para visão da câmera de ré – e quadro de instrumentos com aros iluminados, sendo que é possível personalizar a cor do aro central.

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A Honda também se preocupou em melhorar o conforto acústico da cabine. Mas só para quem pagar por ele. Isso porque os reforços na parede corta-fogo e no assoalho do carona estão na versão EX, mas não na LX. E só a versão EXL tem mais isolante acústico em todo o assoalho, nas portas, nos para-lamas dianteiros e no porta-malas. Surtiu efeito, mas ainda se escuta o motor 1.8 flex de 140/139 cv quando em aceleração plena.

Bancos dianteiros tiveram apoios para as coxas reforçados Christian Castanho/Quatro Rodas

As demais alterações técnicas são mais democráticas. A Honda mexeu na programação do câmbio CVT, que simula sete marchas, para aumentar a rotação do motor de forma mais progressiva nas acelerações de média velocidade.

Quer dizer que na hora que você exigir motor em uma retomada a 50 km/h ele não ganhará tanto giro de imediato, melhorando o conforto acústico e as sensações proporcionadas pelo CVT.

Sem mudanças, espaço traseiro continua amplo e versátil Christian Castanho/Quatro Rodas
Christian Castanho/Quatro Rodas

Nos testes de pista, porém, só houve melhora no consumo: na cidade, passou de 10,4 para 11,7 km/l e na estrada, de 13,1 para 14,3km/l. O zero a 100 km/h piorou de 10,9 s para 11,7 s. As retomadas aumentaram, em média, meio segundo em cada passagem.

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Porta-malas tem 437 l de capacidade Christian Castanho/Quatro Rodas

Os engenheiros da Honda trabalharam para acabar com a fama de suspensão dura do HR-V. De dezembro de 2015 a setembro, testaram 46 conjuntos dianteiros e 12 traseiros. Optaram por amortecedores com discos retificados, no lugar do tensionamento por molas, e com stop hidráulico, que suaviza os impactos no final do curso do amortecedor.

O HR-V passou a lidar melhor com buracos e quebra-molas, e não bate seco. Além disso, a rolagem da carroceria diminuiu e acontece de forma mais progressiva ao atacar uma curva, lembrando um pouco o comportamento do Hyundai Creta.

Novas rodas aro 17 estão em todas as versões Christian Castanho/Quatro Rodas

O trabalho da Honda não foi revolucionário, mas coloca o HR-V em pé de igualdade com os novos concorrentes, tanto em nível de equipamentos como no comportamento dinâmico.

Teste de pista

  • Aceleração de 0 a 100 km/h: 11,7 s
  • Aceleração de 0 a 1.000 m: 33 s – 164 km/h
  • Velocidade máxima: n/d
  • Retomada de 40 a 80 km/h: 6,4 s
  • Retomada de 60 a 100 km/h: 9 s
  • Retomada de 80 a 120 km/h: 8,2 s
  • Frenagens de 60/80/120 km/h a 0 m: 14,7/26,2/60,3 m
  • Consumo urbano: 11,7 km/l
  • Consumo rodoviário: 14,3 km/l

Ficha técnica – Honda HR-V EXL 2019

  • Preço: R$ 108.500
  • Motor: flex, dianteiro, transversal, 4 cil., 1.799 cm³, 16V, 139/140 cv a 6.300/6.500 rpm, 17,3/17,4 mkgf a 5.000/4.800 rpm
  • Câmbio:CVT, 7 marchas,tração dianteira
  • Suspensão: McPherson (diant.) / eixo de torção (tras.)
  • Freios: disco vent. (diant.), sólido (tras.)
  • Direção: elétrica
  • Rodas e pneus: liga leve, 215/55 R17
  • Dimensões: compr., 432,9 cm; largura, 177,2 cm; alt., 158,6 cm; entre-eixos, 261 cm; altura livre do solo, 20,7 cm; peso, 1.276 kg; porta-malas, 437 l
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