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Peugeot 208 Allure 1.6 Automática 2016

Avaliamos a nova versão intermediária com motor 1.6 e transmissão automática

Por Marcio Ishikawa /fotos: divulgação Atualizado em 9 nov 2016, 14h37 - Publicado em 31 jul 2015, 19h38
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A linha 2016 do Peugeot 208 não incorporou nenhuma mudança em seu visual ou em seu conjunto mecânico. A grande novidade apareceu no cardápio de opções, com a versão intermediária Allure equipada com câmbio automático e motor 1.6 de 122/115 cavalos (etanol/gasolina) – antes, a caixa manual e o motor 1.5 de 93/89 cv eram mandatórios para quem quisesse a versão intermediária. Além disso, todas demais versões ganharam em conteúdo – e no caso específico da novidade, ela passou a contar com teto de vidro panorâmico, sensor de estacionamento traseiro, piloto automático e limitador de velocidade.

Os preços das versões não foram alterados. A nova versão Allure 1.6 automática custa R$ 57.390,00, um acréscimo de R$ 4100,00. Pelo câmbio automático e o motor mais potente, a diferença é razoável, considerando-se que na versão Griffe, topo de linha, o câmbio automático acrescenta R$ 3700,00.

Ao volante – a posição de dirigir do 208 é bastante peculiar, com o seu volante de dimensões reduzidas e painel elevado. Particularmente me agrada bastante essa concepção, chamada pela Peugeot de “i-cockpit”, que permite achar facilmente a posição ideal de dirigir e transmite uma sensação de esportividade, como acontece no 2008. No entanto, já ouvimos pessoas com mais de 1,80 que relatam exatamente o oposto, ou seja, não conseguem achar a posição ideal nem com reza brava.

Peugeot 208 Allure 1.6

Os 122 cavalos dão conta dos quase 1200 quilos do hatch sem problemas e o fato de 86% dos 14,2 mkgf de torque máximo estarem presentes a partir de 2000 rpm também agrada bastante. Já o câmbio de quatro marchas deixa transparecer a sua defasagem e decepciona. Principalmente quando sabemos que a própria Peugeot dispõe de uma transmissão de seis marchas bem mais avançada, (usada no 3008), que tornaria a condução do hatch bem mais agradável, sem os constantes picos de rotação. Nem mesmo a possibilidade de realizar as trocas pelas aletas atrás do volante ou na própria alavanca acrescentam pontos no quesito “prazer ao dirigir”.

Pacote atraente – mas, se o câmbio não te incomodoar, a nova opção da gama apresenta uma excelente relação custo/benefício. Veja, abaixo, os principais itens de série.

– direção com assistência elétrica

– faróis de neblina

– vidros elétricos nas portas traseiras

– retrovisores com ajuste elétrico

– alarme ultrassom

– banco traseiro com apoio de cabeça para o passageiro do centro

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– volante multifuncional

– central multimídia sensível ao toque com tela colorida de 7″ e GPS

– rodas de liga leve de 15″

– ar-condicionado digital bizona

– volante multifuncional com revestimento em couro

– air-bags laterais

– teto de vidro panorâmico

– sensor de estacionamento traseiro

– regulador e limitador de velocidade

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Comparada com a versão topo de linha Griffe com o mesmo câmbio e motor, são menos 5500 reais, que se traduzem na ausência das luzes diurnas em LED, rodas diamantadas, sensores de estacionamento dianteiro, de chuva e crepuscular e os air-bags de cortina. Com exceção do último item, pode-se abrir mão dos demais sem entrar em um dilema existencial.

Veredicto – Com um bom pacote de equipamentos e o melhor e mais potente motor disponível na linha, a nova versão torna-se a mais atraente da linha. Mas merecia um câmbio melhor.

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