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Longa Duração: Fiat Argo, bolha no pneu e gasto de quase R$ 1.000

Incidente gera um problema que exige substituição de dois pneus antes de uma travessia de 7.000 km entre São Paulo e Teresina (PI)

Por Péricles Malheiros - Atualizado em 29 ago 2018, 11h49 - Publicado em 13 ago 2018, 16h57
Reparo no pneu levou a um gasto inesperado de R$ 820 Eduardo Campilongo/Quatro Rodas

Foi o piloto de teste Eduardo Campilongo quem disparou o alerta ao examinar o Argo em nossa garagem: “Está com uma bolha no pneu dianteiro esquerdo”.

Seguindo o padrão de segurança do Longa Duração, sabíamos que tanto o pneu danificado quanto o seu par de eixo (dianteiro direito) deveriam ser substituídos, pois misturar pneus com diferença de quilometragem rodada superior a 10.000 km pode gerar desequilíbrio dinâmico, comprometendo a segurança.

Para economizar, pensamos o seguinte: compramos um novo para aposentar o da bolha e invertemos os pneus da roda dianteira direita (usado, mas sem bolha) com o que está no estepe, cuja roda é de ferro.

Para nossa decepção, no entanto, a jogada foi bloqueada. Ao abrirmos o porta-malas, descobrimos que a Fiat adotou para o Argo um estepe que é, na verdade, o conjunto de rodagem da versão básica, com rodas de aço estampado e pneu 175/65 R14.

Diferente, portanto, das rodas de liga leve com pneus 185/60 R15 (adquiridas como opcionais).

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Bolha é sinônimo de pneu condenado Eduardo Campilongo/Quatro Rodas

Partimos, então para a cotação de um par de pneus novos. Ligamos em cinco concessionárias Fiat (Sinal, Itavema, Ventuno, Amazonas e Ponto) e nada. “Nenhuma vendia pneus”, disse Edu, que se incumbiu de correr atrás do melhor preço.

A segunda fase incluiu as lojas independentes. “Tanto na DPaschoal quanto na Highway, pediram R$ 390 pela unidade. Acabamos fechando com a Linhares, que cobrou R$ 352 mais R$ 116 para fazer alinhamento e balanceamento.”

Devidamente calçado, nosso Argo passou para o outro piloto de teste de QUATRO RODAS, Jorge Luiz Alves. E a missão de Jorginho era dura: rodar mais de 7.000 km atrás de segredos da indústria automotiva num bate e volta entre São Paulo e Teresina (PI), com direito a uma parada para fazer a última revisão (dos 50.000 km) antes do desmonte.

Assim que ele retornar à base, a gente conta para você como o Argo se comportou longe de casa. Por ora, caso você não tenha acompanhado, veja aqui como o hatch chegou aos 30.000 km.

Fiat Argo – 46.041 km

    Ficha técnica

    • Versão: Drive 1.3 8V
    • Motor: 4 cilindros, dianteiro, transversal, 1.332 cm3, 8V, 109/101 cv a 6.000/6.250 rpm, 14,2/13,17 mkgf a 3.500 rpm
    • Câmbio: manual, 5 marchas
    • Combustível: flex (gasolina)
    • Seguro (perfil QUATRO RODAS): R$ 2.260
    • Revisões (até 60.000 km): R$ 3.260
    • Combustível: R$ 1.472
    • Consumo no mês: 15,5% km/l com 19,8% de rodagem na cidade
    • Consumo desde set/17: 13,7 km/l com 24,5% de rodagem na cidade
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