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Tiguan brasileiro perde motor 1.4 e agora é vendido em única versão 2.0

Enxugada da Volkswagen abre espaço para novo SUV Taos e deixa lacuna a ser preenchida pelo Tiguan reestilizado, previsto ainda para este ano

Por Eduardo Passos Atualizado em 1 mar 2021, 20h54 - Publicado em 1 mar 2021, 14h45
Por fora, a versão de cinco lugares tem o mesmo porte da de sete lugares
Versão esportiva R-Line passa a ser a única oferecida ao Tiguan brasileiro Christian Castanho/Quatro Rodas

A chegada do novo Volkswagen Taos vem causando mudanças no portfólio da fabricante alemã e o Tiguan é a nova ‘vítima’ dessas mudanças, perdendo, no Brasil, suas versões com motor 1.4.

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Confirmada pela Volks, a alteração deixa o SUV de topo com apenas uma versão, 2.0, a fim de evitar concorrência interna. A decisão, entretanto, provocou surpresa dado que, na Argentina, a montadora não só manteve o modelo de entrada 250 TSI como acrescentou o intermediário Comfortline 350 TSI.

Com o rearranjo, o próprio site da Volkswagen já indica apenas o Tiguan topo-de-linha, R-Line 350 TSI, à venda. Apesar de mais cara, essa versão representa mais da metade das vendas da linha, de modo que o sacrifício do 1.4 foi feito sem drama.

O Tiguan agora parte de R$ 221.350 e entrega 220 cv de potência, unidos a 35,7 kgfm de torque. A única transmissão disponível é o câmbio automático DSG de sete velocidades, com velocidade máxima de 233 km/h.

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A estratégia da VW consiste em distanciar as versões mais caras do inédito Taos, já apresentado por QUATRO RODAS, do seu SUV mais prestigiado. Isso porque o novo modelo custará até cerca de R$ 170 mil, enquanto as versões mais básicas do Tiguan começavam bem mais em conta, a R$ 146.880.

Com isso, espera-se que versões de entrada do Tiguan voltem junto ao lançamento de sua reestilização, prevista para esse ano. Reajustadas, as linhas mais básicas deverão completar o escalonamento dos SUVs pretendido pela montadora desde o T-Cross.

Mudanças no novo Tiguan ficarão restritas basicamente à estética
Mudanças no novo Tiguan ficarão restritas basicamente à estética Divulgação/Volkswagen

A recente decisão da Volkswagen também sinaliza que o novo Tiguan híbrido, prometido até 2023 para o Brasil, ainda não vem. No lugar do motor 1.4 do Golf GTE unido a um elétrico, gerando potência combinada de 245 cv, o facelift deverá oferecer o mesmo 2.0 TSI atual. 

Nome eHybrid será usado pela primeira vez num VW
Volkswagen pretende lançar o Tiguan eHybrid no Brasil até 2023 Divulgação/Volkswagen

No mercado europeu já estão à venda versões também com o mesmo quatro-cilindros do Golf R, com ajustes que levam-no aos 320 cv, e com motor 1.5, além da turbodiesel.

Previsto para maio, o Taos também chegará em poucas versões ao Brasil, aproveitando o motor 1.4 TSI de 150 cv então dedicado ao Tiguan e fabricado pela Volkswagen em São Carlos (SP).

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Arte/Quatro Rodas
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