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Tesla Model S é multado em Cingapura porque… polui demais?

Governo justifica que leva em consideração as emissões de CO2 do processo de geração de eletricidade

Por Diego Dias Atualizado em 23 nov 2016, 20h44 - Publicado em 11 mar 2016, 13h53
Tesla Model S recarregando
Recarga de um Tesla Model S

Imagine a seguinte situação: você compra um carro totalmente elétrico, seja porque você é preocupado com o efeito estufa, ou porque você gosta do torque instantâneo. Com todos os trâmites burocráticos de compra feitos, há a descoberta que seu carro (elétrico!) foi taxado em quase US$ 11.000 porque tem uma emissão alta de dióxido de carbono (CO2). O carro em questão? Um Tesla Model S – modelo que sequer tem um sistema de escape para emissão de poluentes.

O feito inusitado aconteceu em Cingapura, onde o proprietário Joe Nguyen decidiu importar um Tesla Model S usado, trazido de Hong Kong e que demorou sete meses para ser autorizado a rodar pelas estradas do país. Segundo o departamento de transportes de Cingapura, foi constatado que o Tesla Model S emitia uma quantidade de CO2 equivalente a 222g por quilômetro.

As emissões foram calculadas com base em uma tabela que põe um valor sobre as emissões geradas pela produção de energia – neste caso, eletricidade. Em Cingapura, 95% da eletricidade é produzida a partir do gás natural, um combustível fóssil. O país tem uma política de incentivo para a população comprar veículos com baixas emissões de carbono, oferecendo até US$ 30.000 de descontos e uma multa pesada de mesmo valor para os carros com índice de emissões mais elevados. Híbridos são favorecidos por essa política, mas automóveis 10% elétricos não.

Mesmo assim, as reclamações do proprietário do Tesla chamaram até a atenção do presidente da marca, Elon Musk, que prometeu “investigar a situação” no país asiático, tendo entrado em contato até com o primeiro ministro do país, Lee Hsien Loong. Cliente e marca também citam o caso de um proprietário de um Peugeot Ion (também elétrico) que, ao contrário do Tesla, acabou recebendo um desconto de US$ 14.400 do governo de Cingapura após passar pela mesma avaliação.

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