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Saída do Reino Unido da UE pode impactar preços dos carros ingleses no Brasil

Mesmo com a desvalorização da moeda britânica, os valores sugeridos podem até aumentar

Por Isadora Carvalho Atualizado em 9 nov 2016, 14h59 - Publicado em 24 jun 2016, 19h32
Range Rover Evoque

Em decisão histórica, os britânicos decidiram em referendo deixar a União Europeia (UE). A opção de “sair” venceu a de permanecer no bloco europeu por mais de 1,2 milhão de votos de diferença. Com a divulgação da notícia, a libra esterlina, moeda oficial do Reino Unido, despencou e chegou a atingir o menor valor frente ao dólar em 31 anos.

Esse cenário de moeda desvalorizada e também de incertezas sobre tarifas de importação afeta diretamente qualquer montadora que produza no Reino Unido. Marcas britânicas tradicionais, como Mini, Jaguar e Land Rover, podem ter suas produções e lucros afetados. “Acredito que em curto prazo não devemos sentir no Brasil nenhuma mudança. Porém, a médio prazo e com a desvalorização da libra, aposto em um pequeno aumento de preços a fim de manter a mesma margem de lucro”, diz Milad Neto, gerente de negócios da consultoria (também inglesa) Jato Dynamics.

Mini Cooper S Clubman

Por enquanto, as empresas britânicas que têm atividades fora da Inglaterra preferem não fazer previsões, nem realizar diagnósticos antecipados. Em nota, a Mini declara que respeita a decisão do eleitorado britânico de deixar a União Europeia, mas que não tem intenções de especular sobre os resultados dessas negociações. E ressalta seu compromisso com a produção no Reino Unido. Já a Jaguar Land Rover afirma que o momento ainda é muito instável para declarar algo sobre uma nova política de preços.

Vale lembrar: atualmente a Mini pertence ao grupo alemão BMW. E a Jaguar Land Rover é uma subsidiária do grupo indiano Tata Motors. Mas ambas mantém fábricas localizadas na Inglaterra que exportam para todo o planeta, incluindo o Brasil.

No caso da Land Rover, ela acaba de inaugurar uma fábrica em Itatiaia (RJ) para produzir o Evoque e o Discovery Sport. Apesar da produção local, diversos componentes essenciais – como os motores – conitnuam a ser importados da Inglaterra, sem previsão de nacionalização.

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