Renault Captur e Ford Ka: os brasileiros preferem o motorzinho

Mix das versões com motor mais forte equivalem a menos de 15% das vendas. SUV com propulsor 2.0 e hatch com 1.5 são praticamente um nicho

No Renault Captur, o motor 2.0 16V de 148 cv, disponível em três versões, responde por apenas 4% das vendas – os outros 96% correspondem ao motor 1.6

No Renault Captur, o motor 2.0 16V de 148 cv, disponível em três versões, responde por apenas 4% das vendas – os outros 96% correspondem ao motor 1.6 (Divulgação/Renault)

É comum que um mesmo modelo seja vendido com diferentes tipos de motor. Mas nem sempre o consumidor dá atenção a todas as opções.

Levantamento feito pela consultoria Jato Brasil a pedido da QUATRO RODAS revela os motores preferidos em alguns carros no primeiro semestre de 2018.

No Renault Captur, o motor 2.0 16V de 148 cv, disponível em três versões, responde por apenas 4% das vendas – os outros 96% correspondem ao motor 1.6.

Ford Ka S Ford Ka S é o mais básico dos Ka

Ford Ka S é o mais básico dos Ka (Divulgação/Ford)

O Ford Ka também vive de extremos: as quatro versões com motor 1.5 responderam só por 11,7% das 47.339 unidades emplacadas. O restante é 1.0.

Mas o número de opções não limita as vendas. A única versão do Chevrolet Prisma com motor 1.0, a Joy, deteve 32,5% das 32.012 unidades do sedã compacto. No Toyota Etios hatch, a versão X, única com motor 1.3, foi responsável por 54,3% dos 19.509 emplacamentos na primeira metade do ano.

Chevrolet Prisma 2019 A única versão do Chevrolet Prisma com motor 1.0, a Joy, deteve 32,5% das 32.012 unidades do sedã compacto

A única versão do Chevrolet Prisma com motor 1.0, a Joy, deteve 32,5% das 32.012 unidades do sedã compacto (Divulgação/Chevrolet)

Você até pode dizer que o preço influencia essa predileção por alguns motores, mas não é bem assim.

O motor preferido dos compradores da Fiat Toro é o 2.0 turbodiesel presente nas versões mais caras da picape. Esteve presente em 53,3% das 26.060 unidades emplacadas até junho contra 39,7% do 1.8 flex e modestos 7% do 2.4 flex. 

O Volkswagen Polo viveu situação semelhante. Enquanto o motor 1.0 aspirado ficou com 18,4% de participação e o 1.6 respondeu por 27%, o motor 1.0 TSI das versões automáticas (e mais caras) tomou conta dos 54,6% restantes.

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  1. 4 Rodas superando-se, ladeira abaixo.

    Então: “…os brasileiros preferem o motorzinho…” ???

    Realmente torna-se uma frase no mínimo estúpida.
    Eu não faço parte desta “preferência” patética. Tanto qual muito outros.

    Sendo assim, torna-se patético colocar toda a farinha no mesmo saco e condicionar “gosto” de todos os brasileiros a estes motores de liquidificador atuais.

    Menos, 4 Rodas. Muito menos…

  2. Não é tão superficial quanto a QR quer fazer parecer: O Ka está numa faixa extremamente sensível a preço, qualquer acréscimo tem impacto. Já no Captur o problema é bem outro… O conjunto dos “jurássicos” motor 2.0 e câmbio de quatro marchas é tão ruim que ninguém em sã consciência quer, mesmo com o 1.6 dando um desempenho medíocre ao carro. É o caso clássico onde as opções são uma motorização ruim versus uma motorização ainda pior…

  3. Rodrigo Gobato

    Motor 1.6 do Captur com cambio automático CVT moderno e eficiênte… Com motor 2.0, câmbio automático de 4 marchas defasado e gastão… não dá pra entender a politica da Renault. Desrespeito com o consumidor brasileiro. Se tivésse esse mesmo motor com um eficiênte câmbio automático, tenho certeza que os números seriam diferentes.